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Escrito por José Joaquim

NOTA 1- ENQUANTO ISSO!

* Enquanto as balas perdidas matam os inocentes nas ruas do Rio de Janeiro;

Enquanto a educação nacional está de pior à pior, servindo apenas como cabide eleitoral;

Enquanto os doentes morrem nas portas dos hospitais pela falta de atendimento;

Enquanto 12,5 milhões de brasileiros estão na busca de emprego,  o país gastou R$ 70 bilhões para sediar dois eventos esportivos, que no tocante aos esportes não deixaram legados, e que serviram para encher os bolsos de alguns corruptos entre esses, o ex-governador Sergio Cabral e seus asseclas.

A Copa do Mundo torrou R$ 30 bilhões na sua preparação, e o maior legado foi o 7x1 da Alemanha que acabou de enterrar a pretensão de que o futebol brasileiro era o maior do mundo.

Os elefantes brancos estão pairando nas planícies de alguns estados, e os clubes desses locais falidos ou inexistentes.

Por outro lado os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016, teve um custo de R$ 40 bilhões, que serviu para enriquecer o afastado presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, que sem trabalhar, vivendo dos salários como cartola da entidade, conseguiu comprar uma casa de três andares no condomínio mais luxuoso do Rio de Janeiro. 

Um mágico.

Estivemos lendo os relatórios sobre os eventos, e as análises sobre o desvio de recursos chocam.

São indecentes.

Os setenta bilhões que foram gastos dariam para melhorar todos os setores que são afetados pela crise que tomou conta do país nesses últimos anos, como também no setor esportivo.

Quantos hospitais poderiam ter sido construídos?

Quantas escolas seriam entregues pelo país afora?

Quantas moradias seriam edificadas?

Quantos equipamentos esportivos seriam entregues à população?

Na verdade algo bem difícil de se equacionar.

No entanto depois dos eventos o país continua com dias sombrios, o futebol faleceu, os esportes olímpicos estagnaram, fato comprovado pelo número de medalhas que foram conquistadas nos vários Mundiais realizados em 2017, na comparação com o ano anterior.

Torraram vultosos recursos que não serviram para uma evolução dos setores esportivos, e nem para melhorar a vida da população, mas pelo contrário deram uma contribuição grandiosa para todos aqueles que se locupletaram desses.

Sem dúvida uma herança maldita dos governos nos últimos anos.

NOTA 2- MANIPULAÇÃO DE RESULTADOS NA COPA SÃO PAULO

* Que país é esse em que nós habitamos.

Perdeu todo o seu pudor.

Uma investigação está sendo realizada para apurar uma possivel manipulação de resultados nos  dois jogos do Estanciano, de Sergipe, pela Copa São Paulo de Futebol Junior.

O presidente do clube, Sidney Araújo, pediu o afastamento do cargo para que o caso possa ser decifrado.

Um áudio mostrando o suposto envolvimento do dirigente, além de quatro jogadores do time e de um suposto representante de um grupo chinês circulou na cidade de Itapira (SP), onde o clube disputa o Grupo 19 da competição.

Os empresários teriam oferecido R$ 7 mil ao técnico Ricardo Pereira para que o time perdesse o jogo de estreia contra o Itapirense. O clube receberia R$ 30 mil pelo acordo.

Na véspera do jogo contra o Fortaleza, no último domingo, pela segunda rodada, Ricardo Pereira deixou a equipe, alegando que não entraria no esquema.

O Estanciano perdeu os dois jogos pelo placar de 3x2, e foi eliminado de forma precoce da competição.

Pelo que se comenta na cidade  do interior paulista, a manipulação dos resultados foi realizada para apostadores das Casas de Apostas da Ásia.

A gravidade desse assunto é bem maior, desde que se isso aconteceu de verdade atingiu uma competição de atletas jovens que deveriam ser o futuro do futebol brasileiro.

A podridão ataca todos os segmentos.

NOTA 3- TALENTO X FÍSICO

* Xavi continua jogando futebol em um time do Catar. Na última semana esse deu uma entrevista brilhante ao jornal espanhol, ¨Marca¨, onde mostrou uma grande visão desse esporte.

Não foi apenas um excelente jogador, mas é um grande pensador.

O seu nível intelectual está acima da média.

Como a matéria foi longa escolhemos alguns itens para postarmos para os nossos amigos visitantes, e vamos começar hoje sobre o que esse pensa sobre a luta entre o talento e o físico.

¨O talento sempre ganha do físico. O dia que isso não acontecer vamos perder muito porque este jogo ficará muito chato. Eu acredito de verdade que o talento sempre acaba se impondo, o que precisa ser explorado  é isso: que o jogador pense por que. Por que se posiciona aqui? Por que você vira no momento certo? Por que o seu companheiro está puxando os zagueiros para você receber sozinho? As coisas não acontecem porque sim¨ afirmou Xavi. 

¨Lembremos do 2 a 6 (goleada do Barcelona sobre o Real Madrid, maio de 2009).

Por que Messi recebia sozinho entre as linhas?

Por que Henry e Eto'o jogavam abertos entre o zagueiro e o lateral?

O zagueiro não podia sair porque tinha um. Dizia: se eu sair, caem em minhas costas.

Gago e Lass marcavam individualmente Iniesta e eu e Messi recebia sozinho.

Estas são as superioridades.

Isso é o que analisa muito bem Guardiola e seus assistentes.

E também Luiz Henrique.

Analisam o adversário: onde se podem criar superioridades, onde os passes se encaixam¨.

Sem duvida um potencial futuro treinador. 

NOTA 4- A MANUTENÇÃO DE TREINADORES

* Oito clubes que irão disputar o Brasileirão apostaram na troca de seus técnicos, sendo que o Flamengo fez uma mudança forçada por conta do pedido de demissão do técnico Reinaldo Rueda.

Os sete restantes o fizeram por conta dos seus novos planejamentos.

O Atlético-PR optou por Fernando Diniz, o Bahia trouxe de volta Guto Ferreira, Botafogo resolveu promover o assistente do antigo técnico, Felipe Conceição, no rubro-negro da Gávea a solução foi Paulo Cesar Carpegiani, Roger Machado assumiu o Palmeiras, Jair Ventura o Santos e Nelsinho Baptista, o Sport.

Pelo sistema de nosso futebol, qual será o primeiro a ser degolado?

No reverso da moeda, a maioria dos clubes disputantes, no total de 12 mantiveram a confiança nos comandantes de 2017.

O Corinthians (Fabio Carille), Grêmio (Renato Gaúcho), Cruzeiro (Mano Menezes), tentarão repetir a temporada passada.

O Atlético-MG manteve o técnico Oswaldo de Oliveira, o Fluminense, Abel Braga, o Chapecoense ficou com Gilson Kleina, Internacional, Odair Hellman, Vasco, Zé Ricardo, Vitória, Vágner Mancini, América-MG, Enderson Moreira e o Ceará, com Marcelo Chamusca.

Devemos lembrar que na temporada anterior foram vinte e cinco as mudanças dos treinadores.

Um recorde mundial.

NOTA 5- EM 13 ANOS NO FUTEBOL, DIEGO SOUZA VESTIU CAMISAS DE 13 CLUBES.

* Diego Souza em 13 anos, a partir de 2005 vestiu as camisas de 13 diferentes clubes.

Em alguns desses fez bons campeonatos.

Começou a carreira profissional em 2005 no Fluminense, e nesse mesmo ano bem jovem foi negociado para o Benfica, clube que não jogou uma única partida.

Nesse mesmo ano foi emprestado ao Flamengo onde atuou em 2006.

No encerramento do seu contrato com o rubro-negro retornou para a equipe de Portugal, e mais uma vez foi emprestado em 2007 para o Grêmio quando teve uma boa temporada.

No final desse ano, os seus direitos foram comprados pela Traffic que o emprestou para o Palmeiras, onde permaneceu até 2010, quando foi negociado com o Atlético-MG, que pagou por seus direitos o valor de 3 milhões de euros.

Foi um fiasco e repassado ao Vasco por 2 milhões de euros.

No clube da colina teve boas participações.

Do time carioca seguiu em 2012 para o Al-Itthiad, da Arábia Saudita que não pagou seus salários, tendo recorrido a FIFA que o liberou.

O time árabe pagou pelos transação 6,5 milhões de euros.

Voltando para o Brasil em 2013, vestiu mais uma camisa, dessa vez a do Cruzeiro, onde não conseguiu render nada, tendo sido negociado no mesmo ano para o Metalist da Ucrânia, onde ficou até agosto de 2014, onde jogou muito pouco e não emplacou, sendo emprestado ao Sport nesse mesmo ano, onde teve no clube da Ilha do Retiro um bom Brasileirão, quando o rubro-negro terminou na 6ª colocação.

No ano de 2016 o Fluminense pagou ao Metalist 600 mil euros para tê-lo no seu elenco, por solicitação de Eduardo Baptista que o tinha dirigido no Sport.

Três meses depois o técnico caiu, e esse pediu para voltar para o clube de Pernambuco, fato esse que aconteceu em março desse ano (2016). Fez uma boa temporada, um pouco diferente da de 2017, que teve muitos altos e baixos.

Em janeiro corrente firmou contrato com o São Paulo, completando a 13ª camisa em 13 temporadas.

Um beduíno procurando um oásis para pousar. 

Um profissional sem apego a qualquer camisa.

* Fonte dos dados: ESPN-Brasil. 

NOTA 6- GUARDIOLA É PROTEGIDO DE UM DOS DEUSES DO FUTEBOL

* O Bristol City uma equipe da Segunda Divisão da Inglaterra, até os 47 minutos do segundo tempo estava parando o Manchester City, de Pep Guardiola.

O atacante argentino Kim Aguero saiu do banco de reservas aos 35 minutos da etapa final, e de cabeça, graças a uma falha do goleiro rival, fechou o placar de 2x1, que deu a vantagem ao seu time para o segundo jogo pela semifinal da Copa da Liga Inglêsa.

Na realidade o placar foi injusto, embora com a maior posse de bola, o time de Manchester não oferecia grande perigo contra a meta do adversário, com muitos chutes longe dessa.

O jogo terminou na fase inicial com o placar de 1x0, para o Bristol, que não se intimidou com o time que hoje é considerado como o melhor do mundo.

No segundo tempo, no seu inicio Kevin De Bruyne em uma jogada pessoal, partiu do seu campo de jogo, passou a bola para Sterling que a devolveu, e esse com um belo chute empatou a partida.

O jogo permaneceu mais ou menos igual, o Bristol City não colocou nenhum ônibus à frente de sua área, e perdeu inclusive algumas chances de gol.

Um clube da segunda divisão que jogou um belo futebol, e levou para o estádio do City sete mil torcedores é para ser aplaudido.

Isso é o futebol inglês.

Depois do jogo ficamos convictos que Pep Guardiola só pode ser um protegido dos Deuses do Futebol, pois ganhar um jogo como esse na bacia das almas somente com tal ajuda.

Escrito por José Joaquim

O que você espera do 2018 no futebol brasileiro?

Quando um novo ano começa, são criadas várias expectativas,  os planos são realizados, as pessoas imaginam o que vai acontecer nos próximos 365 dias.

O que será do amanhã?

Na realidade sabemos que o amanhã será o hoje, que é a continuidade do ontem, e que representa a era da chatice.

Não necessitamos da colaboração dos búzios, tarô, numerologia, astros e outras coisas, para sabermos o que poderá acontecer.

É muito difícil de se prever o futuro em um país como o nosso que não tem futuro por conta de um sistema corrupto e apodrecido que tomou conta desse.

Nem a nossa bola de cristal consegue algo que possa trazer esperanças.

Vivemos além da era da imbecilidade, também a da chatice, que começa com os estaduais que não valem nada, e cujos resultados todos já conhecem.

Os chamados grandes clubes disputam o título, e os menores fingem que estão participando.

Quanto as competições nacionais, o ano será de desespero para Pernambuco, com boas possibilidades de rebaixamento para alguns dos seus clubes. 

Vamos continuar na era da chatice.

Nada mais chato do que assistir a alguns jogos desse esporte.

Pragmático, defensivista e com o jogo Infraero, bolas voando pelo ar. O 1x0 é uma goleada, e o empate, o orgasmo dos técnicos, para a tristeza dos torcedores.

Os brucutus irão continuar funcionando como um ônibus à frente das defesas, que tem uma missão de parar qualquer ataque dos adversários, mesmo com faltas violentas.

O ano de 2018 será a continuidade de um futebol dos passes errados, poucos minutos de bola rolando, fatos esses que superam a de todos os campeonatos do mundo, mostrando a falta de qualidade, e da formação tática e técnica.

Nada irá mudar.

Iremos ter a continuidade das sonolentas entrevistas coletivas. No final de tantas perguntas, o resultado é inexistente, pois ninguém perguntou nada, nem alguém respondeu alguma coisa.

Quem sofre mais é o Aurélio, que se revira no túmulo.

Os programas esportivos continuarão como de humor barato e sem a menor graça. Preocupam-se mais com os parças de Neymar, do que a bandalheira do Circo.

De uma coisa a bola de cristal conseguiu vislumbrar, a derrota da seleção do Circo, comandada pelo pastor Tite, nas quartas de final da Copa do Mundo, a queda de Del Nero, mas apesar disso o sistema irá perdurar com uma substituição do seis pelo media dúzia.

O 2018 sem duvida será a continuidade do mundo em que estamos vivenciando, chato, movido a dinheiro, em que somos comprados ou vendidos sem o nosso conhecimento.

A internet dominando o jornalismo que é a copia do UOL.

E o Sport? Obvio que não iriamos esquecê-lo, e pelo andar da carruagem, na omissão dos rubro-negros, no final do ano, Arnaldo Barros irá passar o bastão para Barrinho, que irá preparar mais algum descendente para o futuro, se esse ainda existir. 

Náutico e Santa Cruz continuarão com a sua via crucis, sem recursos lutando pela sobrevivência.

Enfim, existe uma única verdade, é de que as pessoas que pensam deveriam unir-se para trazerem de volta o mundo em que éramos felizes, e que nos gramados haviam craques e não celebridades, e que o dinheiro não era tudo, nem comprava consciências.

A era da chatice tem que ser exterminada, e levar com ela todos os chatos de plantão.

Escrito por José Joaquim

O grande problema do futebol brasileiro é a ausência de um item, a transparência.

Tudo se faz com portões fechados.

Os sócios que são os mais interessados pela situação real de seus clubes são barrados, desde que o baile é para os poucos ungidos.

Se houvesse uma abertura de tudo que se faz nas entidades ligadas ao futebol, certamente a situação não seria essa do momento atual. Uma tragédia financeira.

Se os balancetes fosse publicados pelo menos trimestralmente todos saberiam da realidade e certamente poderiam influir na mudança de rumo.

Na realidade existe um consenso na maioria das entidades ligadas ao futebol  para que a aprovação de suas contas seja por aclamação.

Por conta disso, os débitos dos clubes somaram mais de R$ 5 bilhões entre os vinte e cinco maiores. 

A nossa vivencia no segmento, nos ajuda a explicar de forma simples a razão de tanto açodamento nesse setor.

Com relação aos clubes, as contas são apresentadas ao Conselho Deliberativo, que foi eleito na chapa  da diretoria, quando na verdade deveriam ser aprovadas nas Assembleias Gerais, apenas em folhas de papel, com um pequeno parecer do Conselho Fiscal, indicado pelo executivo, e outro de uma auditoria externa, que é paga pelo clube.

Um verdadeiro prato feito, aprovado por aclamação, sem ressalvas, e sem a apresentação de um único documento. No final deu no que deu, contas aprovadas e clubes quebrados.

Muitas vezes o número de Conselheiros presentes é ínfimo.

No período de 1991 a 1994, o Sport apresentava mensalmente o seu balancete ao Conselho, e o divulgava na imprensa.

Não existia o site.

Nessas reuniões tínhamos o cuidado de levar todas as pastas com os documentos, no caso de algum membro do Conselho solicitasse alguma informação.

Na realidade tal fato jamais aconteceu.

Nas Federações estaduais a farsa é bem montada.

A Assembleia Geral é presidida por um representante de um filiado mais antigo entre os presentes, e esse sem o conhecimento do que está sendo apresentado, conduz a reunião com a colaboração de um membro da diretoria executiva, o que não é permitido.

O número de presentes à reunião não chega a vinte representantes, que aprovam tudo sem nenhuma pergunta, ou explicação. No outro dia ficam coletando as assinaturas de quem não estava no local.

Ou seja, com tais procedimentos assinam um cheque em branco, e assumem a responsabilidade de uma aprovação sem terem visto um simples documento.

Aprovam o que não viram, não sabem da verdadeira realidade, e dão um carimbo cartorial a algo que poderia estar errado, e que passa despercebido por todos.

No Circo do Futebol Brasileiro, o mesmo sistema das Federações se repete, quando aprovam por aclamação, e o efeito nessa entidade é sem duvidas o mais cruel, quando um presidente está preso, e outros dois, inclusive o atual estão denunciados por suspeitas de corrupção.

Como no futuro poderão contestar algo com relação as entidades?

Isso acontece há décadas.

Solicitar documentos é obrigação, e não um sinal de desconfiança de quem quer que seja, e sim uma medida cautelar de não se aprovar o que está errado.

Na verdade se houvesse uma seriedade nessas Assembleias Gerais, os clubes não estariam com problemas financeiros, desde que esses poderiam ser estancados, no caso de um alerta para a insolvência que se aproximava.

Como nada disso acontecia, os débitos foram a cada dia avolumando, e chegaram a um patamar tão alto e sem chances de quitações, que exigiu mais uma vez as benesses governamentais, com o Profut. 

Todos são culpados pelo que aconteceu e pelo que vem acontecendo com o futebol brasileiro, os seus gestores, os sócios, os filiados e com uma grande parcela também para a imprensa que não procurou investigar as razões dos problemas.  

O retrato atual do futebol brasileiro tem muita coisa dessa farsa que sempre é montada para a aprovação de contas.

Ou muda ou morre.

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- UM SHOW DE HORRORES 

* Jamais o jogo entre Itabaiana e Náutico pela pré-Copa do Nordeste poderia ter sido realizado sem a devida preparação dos times, com uma pré-temporada nos padrões exigidos pelo futebol.

No primeiro tempo dois jogadores saíram do gramado com lesões.

Por outro lado assistimos um show de horrores, com os participantes agredindo a bola, e com nada parecido com uma partida de futebol.

Nem nas peladas das várzeas assistimos tanta falta de qualidade.

Não vamos exigir uma melhor formatação tática que seria impossível por conta do tempo de preparação, mas que pelo menos tivéssemos apenas um  jogador fazendo uma jogada positiva.

Foi um encontro de dois times desprovidos de tudo, e sem algo que pudesse nos mostrar que poderão melhorar no futuro.

O Náutico contratou vinte profissionais nessa temporada, mas pelo que assistimos na noite de ontem, mais vinte irão chegar para que o time não vire um saco de pancada nas competições.

O placar de 0x0 foi injusto para o Itabaiana, que foi o menos ruim entre os ruins.

O torcedor sergipano prevendo o nível do jogo não compareceu, e o estádio recebeu apenas 1.094 testemunhas.

Pelo que estamos prevendo a Copa do Nordeste será sem duvida a fotografia real da pobreza do futebol da Região, e os clubes baianos deverão entrar como favoritos absolutos.

O que fizeram com o nosso futebol?

NOTA 2- ABISMO FINANCEIRO 

* Não sabemos se o Sport receberá de forma integral o valor que foi publicado pela negociação de Diego Souza, ou se existem algumas fatias nesses R$ 10 milhões.

Vamos acreditar que tudo pertença ao clube da Ilha do Retiro, o que não é provável por conta do que chegou aos nossos ouvidos e que estamos pesquisando. 

A transação representou cerca de 2,5 milhões de euros, um pouco mais do que foi pago pela transferência do atacante Joelinton também do rubro-negro da Ilha do Retiro, para o Hamburgo da Alemanha, no total de R$ 2,2 milhões de euros, ou seja o fato não é coisa para um espanto tão generalizado.

A fragilização financeira do nosso futebol, fica caracterizada quando da sua comparação com o europeu que mostra a pobreza franciscana desse esporte no pais.

Os 2,5 milhões de euros pagos pelo São Paulo, é 68 vezes inferior ao que o Barcelona pagou por Phillipe Coutinho,  ou seja 160 milhões de euros, e 22 vezes à menos do que a proposta do Liverpool para o Leicester, para a negociação de Mahrez no total de 55 milhões de euros.

Por outro lado o Vasco da Gama irá receber R$ 15,5 milhões por conta do mecanismo de solidariedade da Fifa, para o clube formador considerado até os 23 anos do profissional.

Ou seja, os 2,8% de uma transferência, terá uma cobertura maior do que a da negociação que emocionou a todos.

O nosso futebol é pequeno em comparação com os maiores centros, e os números atestam de forma clara essa realidade.

O abismo financeiro é profundo, e nós somos apenas os tupiniquins do futebol.

NOTA 3- ATÉ TU FLAMENGO?

* O Flamengo foi o clube brasileiro que mostrou sinais de uma boa gestão nos últimos três anos, inclusive na consolidação financeira.

Apesar disso, de vez em quando aparecem noticias que mostram que nem tudo corre bem no Reino da Dinamarca.

A contratação de Marcelo Cirino no ano de 2014 foi realizada através da participação da empresa Doyen Sports que trata de agenciamento de jogadores.

Nesse acordo o grupo entrou com o atleta, e os gênios financeiros do futebol rubro-negro da Gávea fizeram uma previsão de que o jogador seria negociado para ressarcir o valor referente a 50% dos direitos do atleta.

Em caso contrário, e foi o que aconteceu, o clube teria que pagar US$ 3,5 milhões, com juros de 10% ao ano, ao final de dezembro de 2017.

Na realidade fizeram um negócio vendendo o ovo quando esse ainda estava dentro da galinha, e gorou.

O valor atingiu o montante de R$ 15 milhões, que deverão ser pagos.

Embora o clube tenha condições de quitar tal divida, está negociando com a Doyen, para paga-la de forma parcelada. 

Isso se chama em economia o fator custo-benefício negativo, desde que Cirino não foi o titular no período, e jogou poucas vezes.

Esse é um retrato colorido do que acontece no futebol brasileiro, com o agravante de um acontecimento vindo de um clube que se diz organizado. 

Até tu Flamengo?

Imagine o resto. 

NOTA 4- O LATERAL MENA ESCOLHEU O BAHIA

* O lateral esquerdo Mena que fez um 2017 razoável no Sport, foi devolvido ao Cruzeiro detentor dos seus direitos federativos, que rescindiu de forma amigável o seu contrato, deixando-o livre para a busca de um novo clube.  

A lógica seria que esse procurasse o time da Ilha do Retiro para continuar na temporada de 2018, mas o chileno optou pelo Bahia, que já deu um drible no time de Pernambuco ao contratar o meia-atacante Élber.

Mena estava emprestados ao Sport, e pelo que acompanhamos em sua trajetória foi o seu melhor momento no país.

O lateral tinha contrato com o Cruzeiro até dezembro, mas o clube contratou dois novos laterais e esse ficou sem espaço.

O atleta chegou ao time Celeste em 2015, e não se firmou, e foi emprestado ao São Paulo, onde teve momentos de altos e baixos, sendo encaminhado para o Sport.

Na verdade mais uma grande mancada da diretoria do rubro-negro da Ilha do Reito, que teve em suas mãos um passarinho útil para a campanha de 2018 e deixou-o voar para um clube rival.

Nem Freud poderá explicar.

NOTA 5- ACREDITE SE QUISER

* A seleta lista dos clubes brasileiros como campeões mundiais pode ganhar um integrante inusitado, o Bangu.

O time carioca pretende acionar a FIFA para o reconhecimento do Torneio de Nova York de 1960, que foi chamado na época de Liga Internacional de Futebol.

Se o pedido for aceito, o time da zona Oeste do Rio de Janeiro poderá se orgulhar de ser o primeiro campeão mundial da história do futebol mundial, embora o troféu tenha desaparecido, mas os documentos existem.

A ida ao torneio se deu por conta da desistência do Fluminense, que cedeu a sua vaga ao alvirrubro carioca.

Alguns clubes importantes participaram, como o Bayern de Munique, Sporting de Lisboa e o Estrela Vermelha da extinta Iugoslávia.

O torneio foi formado por dois grupos de seis times, e os vencedores de cada um iriam para a final.

O Bangu conquistou a vaga, com 4 vitórias e um empate, e fez a final contra o Kilmarnock, da Escócia, vencendo-o pelo placar de 2x0.

No time brasileiro um jovem de 18 anos foi a sua maior figura, e que depois tornou-se um dos grandes meias armadores do país, Ademir da Guia, além do quarto zagueiro Zózimo que foi bi-campeão mundial pela seleção brasileira em 1958/1952, e Ubirajara Motta, que depois foi goleiro com destaque no Botafogo e Flamengo.

Trata-se de um caso do acredite se quiser, e que na verdade pelos clubes disputantes foi realmente um torneio mundial.

NOTA 6- A AVACALHAÇÃO DA ÉTICA

* O futebol não tem o menor sentido de ética, que é uma palavra que soa de forma pornográfica nesse segmento.

O Clube de Regatas Flamengo no dia de ontem nos proporcionou dois fatos que merecem uma boa reflexão.

O primeiro foi o de ter confiado de forma inocente na palavra de um treinador que passou um mês sem confirmar a sua saída, paralisando toda a programação do clube.

Os cartolas rubro-negros acreditaram que Papai Noel existe, e por isso levaram um drible da vaca do seu então técnico.

Amadorismo puro.

O segundo foi o descaramento e a falta de ética do técnico Reinaldo Rueda, que utilizou o clube para barganhar os valores da proposta feita pela Federação Chilena para que assumisse a sua seleção.

Na verdade sem o menor pudor, sem a menor ética passou 30 dias cozinhando o urubu, e finalmente com a garantia de um excelente contrato chegou ao Rio de Janeiro para dizer aos cartolas do clube da Gávea que iria deixa-lo.

Tudo poderia ter sido feito se a ética fosse utilizada, e para tal bastaria uma comunicação falando a verdade de que não retornaria ao Brasil por ter recebido uma excelente proposta.

Rueda agiu como um moleque, sem a menor consideração a um clube que o recebeu muito bem e ganhou de troca uma atitude como essa.

Como não tinha plano B para resolver o problema criado pelo ex-técnico, e para não ficar sem lenço ou documento, o Flamengo que iria ter Paulo Cesar Carpegiani como gerente de futebol, trocou de posição e entregou-lhe o comando.

Trata-se de um profissional sério e ético, diferente desse colombiano que fez um grande papelão.

Uma vergonha. 

São coisas do futebol.

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- UM TIRO NO ALVO 

* Obvio que espanta a qualquer um o valor que foi pago pelo Barcelona para ter Phillippe Coutinho em seu elenco, no total de 160 milhões de euros, ou R$ 621 milhões.  

Não temos duvida de que esse profissional irá superar Neymar em pouco tempo, desde que futebol tem para isso.

O seu comportamento desde jovem nas bases do Vasco da Gama é de quem teve uma boa preparação durante a infância, e por isso nunca precisou do marketing para ser destacado.

Neymar tem como sistema utilizar todos os métodos possíveis para aparecer nas mídias, inclusive com fatos que não são inerentes à sua profissão, enquanto Coutinho é totalmente inverso e só aparece nas manchetes esportivas, jogando um bom futebol.

O tiro dado pelo time catalão atingiu o centro do alvo, e em pouco tempo esse jogador será consagrado em Barcelona.

Disso não temos nenhuma duvida de que irá acontecer.

NOTA 2- RÁPIDO NO GATILHO

* Com os cofres cheios com o dinheiro da negociação de Phillippe Coutinho, o Liverpool não perdeu tempo, e já acertou com o Leicester a contratação do argelino Ryad Mahrez para substituir o seu antigo meia.

O valor da transação é de 55 milhões de euros, ou seja R$ 214 milhões, menos R$ 400 milhões do que foi pago pelo time catalão pelo jogador brasileiro.

Além de ganhar muito dinheiro o Liverpool conseguirá um atleta de alto nível com bons números no futebol inglês, superiores aos de Coutinho, embora esse seja mais novo.

Foram rápidos no gatilho, e em poucas horas o vazio que foi deixado pelo antigo jogador está sendo ocupado por um outro que joga futebol de alto nível.

O time inglês juntou o útil (dinheiro), ao agradável.

Enquanto isso o troca-troca continua em nosso país, cuja fragilidade financeira é latente no seu futebol.

NOTA 3- DIZ QUE FUI POR AÍ

* Raí, o Gerente Executivo do futebol do São Paulo esteve ontem no Recife, e conseguiu fechar com a diretoria do Sport a aquisição dos direitos federativos de Diego Souza, mediante o pagamento de R$ 10 milhões.

Salvou o clube dos seus atrasos salariais.

Esperamos que não apareça um agente com direito à comissão, desde que essa foi de forma direta.

O atleta de imediato publicou uma mensagem dirigida aos torcedores do tricolor prometendo um ano bom para o clube, e agradeceu a Raí e ao presidente Leco pelo que fizeram.

Não falou no nome do Sport, mas tomamos o devido conhecimento que mandou para Arnaldo Barros um vídeo com a musica de Luiz Melodia ¨Diz que fui por aí¨, que encaixou muito bem com a sua ausência do clube após a primeira semana de pré-temporada, e com a conquista de tudo que desejava, sair da Ilha do Retiro e ir para o Morumbi. 

O cartola chorou juntamente com o seu filho que brinca de diretor de futebol.

Eis a letra:

Se alguém perguntar por mim

Diz que fui por aí

Levando o violão debaixo do braço

Em qualquer esquina eu paro

Em qualquer botequim eu entro

Se houver motivo é mais um samba que eu faço

Se quiserem saber se eu volto

Diga que sim

Mas só depois que a saudade se afastar de mim

Tenho o meu violão para me acompanhar

Tenho muitos amigos, eu sou popular

Tenho a madrugada como companheira

A saudade me dói, o meu peito me rói

Eu estou na cidade, eu estou na favela,

Eu estou por aí 

Sempre pensando nela.  

NOTA 4- ENFIM AS GARRAS DE GUSTAVO SCARPA APARECERAM

* O que todos sabiam, menos a diretoria do Fluminense que acredita ainda em Papai Noel e que o Lobo Mau comeu a Vovozinha, enfim aconteceu, com o ingresso de uma ação na Justiça do Trabalho feito no dia 22 de dezembro passado, de autoria do jogador do clube, Gustavo Scarpa, solicitando a liberação dos seus direitos econômicos e federativos por atrasos de salários.

Já tínhamos previsto tal fato em nossas postagens.

Para pedir esses direitos o atleta mostrou que o clube lhe devia um mês de CLT, quatro meses de direitos de imagem, além das férias e e parcelas de 13º salários de 2016 e de 2017.

Na realidade a Lei Pelé dá a devida cobertura legal para o atleta, embora o caso deva rolar por um bom tempo na Justiça, desde que o Fluminense obviamente não irá deixar que isso seja definido sem as devidas contestações.

A Lei Geral dos Esportes em vigor determina o seguinte:

¨A entidade de prática desportiva empregadora que estiver com pagamento de salário, ou do contrato do direito de imagem de atleta profissional em atraso, no todo ou em parte, por período igual ou superior a três meses, terá o contrato especial de trabalho desportivo daquele atleta rescindido¨.

Sabendo disso Scarpa não reapresentou-se depois das férias.

No futebol é assim, não pagou, dançou.

NOTA 5- MÁ FORMAÇÃO

* Um lance inusitado aconteceu na Copa São Paulo de Junior, no jogo entre o Marilia e Mogi Mirim no último sábado.

O jogador Gemerson Bahia passou de todos limites, fazendo gestos obscenos para um adversário, e terminou sendo expulso.

Além disso foi trocar desaforos com o árbitro após a expulsão. 

Assistimos o vídeo, e o fato mostra de forma clara que o processo de formação no Brasil na verdade é de deformação.

Cuidam apenas da parte ligada a bola, e esquecem o fundamental, o homem.

Lamentável.