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Escrito por José Joaquim

NOTA 1- O SEGUNDO PRESIDENTE

* Mário Celso Petraglia é o dono do Atletico-PR.

No momento atual o cartola ocupa o cargo de presidente do Conselho Deliberativo, tem várias funções administrativas no clube desde o ano passado, e agora estará assumindo o cargo de CEO do futebol.

É o cão chupando manga.

Numa entrevista coletiva quando foi consultado qual seria o perfil de um gestor de futebol, respondeu: ¨O perfil sou eu¨, para ser uma espécie de segundo presidente. Já estava prevendo que iria ter mais um cargo no rubro-negro paranaense.

Na verdade a desistência de Clarence Seedorf que deve ter sentido o modelo gerencial de Petraglia e fugiu da raia, provocou mudanças no projeto de manager que seria implantado.

Fernando Diniz o novo comandante, vai liderar o time principal não apenas dentro do campo, como também será o responsável pela coordenação técnica geral.

A contratação de Marcelo Sant'Ana, ex-presidente do Bahia, que iria ser o CEO do clube, ficou fora da opção, e assim o projeto foi bater na gaveta do segundo presidente, que irá ocupar essa função.

O Atlético-PR é uma sociedade esportiva sem fins lucrativos, com seu quadro social, mas quem casa e batiza é o cartola.

De uma coisa temos a certeza, Fernando Diniz é conhecido em São Paulo pela sua forte personalidade, com uma forma muito particular de montar o time, e por conta disso corre o risco de passar pela mesma situação que vitimou o técnico Eduardo Baptista no começo do Brasileirão do ano passado, quando ficou apenas 13 jogos à frente da equipe e foi dispensado por vários motivos.

Um deles por não ter se encaixado 100% do perfil que o clube procurava.

O novo treinador responderá diretamente a Petraglia.

Aí é que mora o perigo.

NOTA 2- O BLOCO DA ESCULHAMBAÇÃO GERAL

* Os estaduais embora não tenham começado, alguns problemas começaram a aparecer.

Em Pernambuco, o que não é novidade, o Carneirão não tem a menor condição de abrigar os jogos do Vitória, que está correndo para Chã Grande, que também não tem suporte para jogos da Primeira Divisão, por estar abandonado há algum tempo.

No Ceará, a desorganização também tomou conta do seu futebol.

Segundo o jornalista Alan Neto, do jornal o Povo, o  campeonato cearense foi mal elaborado, feito na incompetência, a partir de um modelo gaiato.

Esse iria começar no domingo, mas foi adiado para a quarta-feira.

O Fortaleza não sabe a data que vai fazer a sua estreia, nem contra quem.

O Ceará, por ter se apresentado por último, só entrará em ação após o dia 20.

O Guarani da cidade de Juazeiro pediu o adiamento do jogo contra o Horizonte, que não aceitou.

Nenhum clube sabe quanto vai receber da cota da televisão.

Por outro lado na vizinha João Pessoa, o Ministério Público ameaçou de não autorizar os jogos de portões abertos em todos os estádios, por falta dos laudos e de condições mínimas. 

Estão tentando resolver.

E assim segue a vida do futebol brasileiro, e do seu belo Bloco da Esculhambação Geral.

NOTA 3- ACREDITE SE QUISER!

* O jornal Estado de São Paulo, publicou uma matéria com algo que é impossível de ser verdade, desde que fere totalmente a sanidade.

De acordo com a matéria do periódico, o presidente de uma Federação Nordestina, representando mais cinco outras teve uma reunião no Rio Grande do Norte com Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, e hoje candidato ao mesmo cargo, para comunicar-lhe que esse teria o apoio para se tornar candidato à sucessão de Del Nero.

O fato é que Sanchez tem mais processos do que Del Nero, inclusive como réu da Lava Jato.

São dezenas de indiciamentos nos diversos tribunais, o do Estado de São Paulo, o Superior Tribunal de Justiça e finalmente na Casa Maior que é o Supremo Tribunal Federal.

Para tomar conhecimento basta acessar esses Tribunais, que irã ter a verdade bem verdadeira.

Sem duvida que não se deve acreditar em tal coisa, quando se quer substituir o seis pelo meia dúzia.

Del Nero é uma criança de chupeta se comparada a Sanchez.

Tanta gente séria que ainda existe nesse país, e vão procurar o que tem de pior no meio.

É lamentável.

NOTA 4- RITHELI E O SPORT

* Está se criando um novo modelo no futebol brasileiro, ou seja, a de jogadores não se apresentarem para que os clubes sejam forçados a negocia-los.

Uma pressão fora do propósito e da lei.

Já estão sendo chamados de ¨Aqueles que querem ir embora¨.

Gustavo Scarpa não retornou ao Fluminense depois das férias, Diego Souza e Ritheli estão fazendo o mesmo com o Sport. Lucas Pratto com o São Paulo, Tréllez no Vitória.

Juninho Capixaba já conseguiu a sua negociação com o Corinthians.

Aliás o Bahia está perdendo os seus melhores profissionais. O goleiro Jean que foi negociado com o Palmeiras, Juninho Capixaba e Renê Junior com o Corinthians.

O caso de Ritheli é emblemático, desde que esse já acertou com o Internacional de Porto Alegre sem ter a certeza de sua liberação pelo Sport.

Na verdade o jogador deve estar ouvindo conselhos errados, desde que estão lhe garantindo que com a ausência do recebimento por três meses dos direitos de imagem garantem a sua liberação, fato esse que não é verdadeiro.

O jogador tem um contrato em vigor com um período bem longo com o Sport, e quando o prolongou recebeu luvas em espécie, e o fez de livre e espontânea vontade sem uma pistola na sua cabeça.

O clube é dono dos seus direitos econômicos, e ninguém poderá tira-lo da Ilha do Retiro, a não ser que seja depositado o valor da multa contratual.

O rubro-negro Pernambucano tem razão, e se o atleta não retornar no prazo previsto deve usar os rigores da lei.

Pressão só na panela que cozinha feijão, e no grito ninguém ganha.

NOTA 5- ARTHUR MAIS UM FRUTO QUE VAI EMBORA

* O bom jogador Arthur oriundo das bases do Grêmio é um fruto que ainda não amadureceu.

Só jogou uma temporada como titular, e está sendo negociado com o Barcelona, fato esse que tínhamos postado há algum tempo quando citamos que o atleta já tinha recebido valores do time catalão.

O negócio deverá ser fechado nesse final de semana, e o tricolor gaúcho receberá R$ 120 milhões por 60% dos seus direitos.

Na verdade o futebol brasileiro por sua condição econômica não tem como segurar esses jovens talentos, empobrecendo os gramados, e deixando os torcedores com os medianos e veteranos.

São coisas de um país subdesenvolvido.

Escrito por José Joaquim

Ao ouvirmos as analises feitas após mais uma vitória do Manchester City comandado por Pep Guardiola contra o Watford (3x1), quando colocou 15 pontos de diferença sobre o segundo colocado, que é o seu maior rival, Manchester City, fizemos uma releitura de alguns artigos que fazem parte do livro sobre a trajetória desse treinador, que explicam muito bem a atual situação do clube, ou daqueles que foram dirigidos por esse, Barcelona e o Bayern de Munique.

Os nossos treinadores se não leram deveriam aproveitar um pequeno tempo para fazê-lo. Muitas coisas boas iriam aprender.

Na realidade a insanidade que tomou conta do futebol brasileiro com o calendário equivocado, uma overdose de jogos, praticamente não permite que os técnicos responsáveis pelos clubes possam dedicar-se a uma boa leitura, e descobrir algo que os ajudará no seu dia a dia.

Copiamos algumas frases que merecem a reflexão de todos, para que possam entender que os resultados que acontecem nos jogos não são por conta do acaso, e sim por um trabalho profissional e inteligente.

Os analistas do futebol brasileiro também deveriam tirar um tempo para a sua leitura, que tornariam os seus comentários de um melhor conteúdo.

¨Os torcedores, aceitam que se jogue mal, mas odeiam, quando um esforço possível não é feito.

Uma verdade completa.

¨O maior aborrecimento de um torcedor não é o seu clube jogando de forma errada, mas sim, quando os jogadores não se entregam, e abandonam qualquer esforço para modificar o que acontece¨.

Outro texto lapidar, principalmente para aqueles que falam muito de tática.

¨As pessoas falam sobre tática, mas na realidade a tática são os jogadores. Adaptações são feitas, para que as qualidades funcionem melhor para a equipe, mas nada além disso.

Quando se fala de tática, é necessário pensar no que o adversário faz e nos jogadores que podem causar problemas¨.

Uma outra frase mostra a importância da formação em um clube.

¨Quase nos damos bem melhor com a precariedade do que na abundancia, por assim dizer, especialmente com um time de tantos jogadores de qualidade. Tenho confiança absoluta na equipe. Pela minha filosofia todos os problemas tem solução. Por isso sempre penso em alternativas para resolver possíveis problemas, seja com jogadores que temos na equipe de cima, ou mesmo com jovens¨.

Uma outra analise excelente foi a relacionada aos jogadores do meio de campo, e que nos fez lembrar de David Silva e Kelvin De Bruyne que ditam o modelo de jogar atual do City.

¨Os meios campistas são jogadores inteligentes e que tem que pensar em todo o time. Saber se sacrificar e são atletas que precisam entender mais o jogo. Quanto mais tivermos, mais fácil será fazer a adaptação a outras posições. Com jogadores polivalentes, podemos ter elencos mais enxutos e com mais opções¨.

Sobre as concentrações no futebol Guardiola foi bem claro ao afirmar que era contrário e justificou.

¨Ninguém passa um dia todo trancado em um hotel antes de ir ao trabalho. Queremos que a vida normal seja a mesma, se eles não descansarem, se descuidarem, vão jogar pior e perderem o emprego.

Julgo os jogadores pelo trabalho, e não pela vida particular. Não sou policial. Às dez da noite já estou dormindo, e não tenho vontade de controlar os jogadores. Por isso prefiro que estejam em casa com a família e não em hotéis trancados sem nada para fazer. Tentamos fazer o bom senso¨.

Uma verdadeira aula, e cujos resultados assistimos durante os jogos comandados por esse treinador.

Os nossos profissionais deveriam estudar os pensamentos do maior técnico do futebol mundial, mas pela cultura brasileira tal fato será difícil de acontecer, pois esses se julgam conhecedores de tudo, e que não tem nada à aprender.

Escrito por José Joaquim

O futebol brasileiro começou ontem a sua pré-temporada mais curta da história. Na maioria dos estados serão apenas 15 dias, o que na verdade são irrisórios para uma boa preparação.

Com a realização da Copa do Mundo na Rússia, as diversas competições inclusive as continentais tornaram o calendário mais apertado, desde que com tantos jogos se fosse dentro da normalidade, esse deveria ter 410 datas, para um ano de 365 dias.

Não existe nada mais trágico do que uma visão de um futuro sem futuro, e isso é o que  de verdade acontece no futebol brasileiro, caso continue entregue a um modelo de gestão já ultrapassado que está mais para as páginas policiais do que as esportivas.

São mais de trinta anos com esse sistema autofágico, mas todos estão felizes desde que Neymar renovou com Marquezine.

Nada mais ridículo, e que mostra o nível intelectual do brasileiro, que já tem Anita como sua referência.

O Papa Francisco em seu sermão do primeiro dia do ano, solicitou um minuto de silencio diário para evitar que nossa liberdade seja corroída pela banalidade do consumismo e pela onda avassaladora de conversas varias e gritos, e terminou afirmando que era uma bagunça inútil.

Continuamos marchando firmes na contramão da história, quando insistimos em deixar de lado a formação de uma Liga Nacional, independente, dirigida por profissionais competentes, composta por pessoas sérias e com amplo conhecimento dos assuntos relacionados ao esporte.

A tradução desse profissionalismo tem o nome de demanda, chama-se consumidores, como acontece nas grandes Ligas do Mundo, que colocam públicos grandiosos nos estádios, altas médias, enquanto o Brasileirão não passa dos 16 mil.

O Circo Brasileiro do Futebol, que é chamado de CBF, organiza as competições a sua maneira sem pensar no futuro.

Os clubes que são os artífices do futebol nacional, tornaram-se ¨paus mandados¨, sem interferências, recebendo os campeonatos como pratos feitos e, pela falta de planejamento de seus dirigentes, acumulando dividas ano a ano.

A politica do Circo é destrutiva para os clubes, desde que optou por sua seleção, que incentivou a corrupção por conta dos contratos dos direitos de transmissão.

Pergunta-se hoje quem conhece os clubes do Brasil no exterior, a não ser no Continente Americano? Quais os convites para amistosos na Europa, que lhes são direcionados?

Ninguém, nenhum.

Hoje existe apenas a seleção do Circo, que serve para abarrotar os seus cofres, como os bolsos dos presidentes.

Os clubes brasileiros sofrem com a ausência de projetos de suas entidades, no caso a Confederação e as Federações estaduais, que se preocupam apenas em realizar competições, sem um planejamento adequado, e que aceitam tudo, permitem tudo, e fecham os olhos para a corrupção, fingindo que não entendem, o que se passa em seus entornos.

Os dirigentes são os mesmos há décadas.

No Circo o poder está nas mãos do mesmo grupo há mais de trinta anos, e não irá mudar por conta dos casuísmos eleitorais.

Tudo isso somado se traduz na realidade do esporte da chuteira no Brasil, que está numa UTI respirando por aparelhos há muito tempo.

O ano começa com a cara do anterior, e com uma única certeza se que o futebol brasileiro tem um FUTURO SEM FUTURO.

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- A ÉTICA E O FUTEBOL

* Há pouco tempo a diretoria do Grêmio reclamava do Cruzeiro pelo aliciamento do lateral Edilson.

Várias vezes a palavra ética foi citada.

Poucos dias após aparece um outro imbróglio, dessa vez relacionado ao Guarani de Campinas, que perdeu o seu treinador Fernando Diniz, que estava com menos de um mês no comando, para o Atlético-PR, clube da Série A Nacional.

A Torcida Fúria uma das organizadas do clube campineiro, divulgou pelas redes sociais uma nota criticando não somente o treinador, como a própria diretoria do clube classificando-a como incompetente.

A reclamação maior contra o técnico, foi relacionada as contratações que foram feitas por sua indicação.

Alegaram ainda que em um programa da FOX, Diniz tinha afirmado que teria recebido algumas propostas de clubes da Série A, mas iria continuar no Bugre.

A primeira que apareceu esse agarrou com unhas e dentes.

O Guarani está na Segunda Divisão de São Paulo, e Segunda Divisão do Nacional.

Por outro lado, o Furacão paranaense é sem duvida o melhor entre os times medianos do Brasil, com uma boa estrutura, diferente da realidade do alviverde do interior paulista.

No futebol não existe ética, e os exemplos são bem claros quando jogadores são aliciados para mudança de time mesmo com contratos em vigor, e no caso de treinadores, as demissões correm do dia para a noite, bastando um tropeço.

São contratados, e muitas vezes em pouco tempo são demitidos.

Os próprios torcedores que hoje estão criticando o técnico, amanhã na primeira derrota do time estariam pedindo a sua cabeça, e seriam atendidos pela diretoria do clube, que geralmente se borra perante essas organizadas.

As simulações das lesões nos gramados ferem a ética, mas ninguém reclama.

O atacante Jô fez um gol com a mão, e a maioria fingiu que foi legal, poucos criticaram a sua falta de ética.

O futebol no Brasil é de outro mundo, e a ética vale tanto quanto um tostão furado.

Vamos e venhamos, Fernando Diniz que teve a maior oportunidade de sua vida, a de dirigir um bom time da Série A, não seria a Madre Tereza de Calcutá nesse esporte, desde que irá ganhar seis vezes mais do que receberia do Bugre, além de tentar mostrar um trabalho positivo que possa leva-lo à um dos grandes do Brasil.

Esse contrato caiu do céu para Diniz que é o nosso Pep Guardiola tupiniquim, que fez um time pequeno como o Audax ser campeão paulista, e jogando um futebol de alto nível.

A ética está desmoralizada no Brasil, e em especial no futebol, e para tal basta se olhar para o bonito prédio da Barra da Tijuca, que abriga o que tem de pior no esporte brasileiro.

O resto é hipocrisia.

Qual o treinador que iria rejeitar uma proposta como essa, sabendo que poderia ser degolado no seu antigo clube?

NOTA 2- A PENHORA DOS TROFÉUS DO NÁUTICO

* No dia da posse de Edno Melo e Diógenes Braga, como presidente e vice-presidente do Clube Náutico, a Justiça do Trabalho penhorou o que restava do clube, desde que todo o seu patrimônio serve como garantia de dezenas de ações que correm nas Varas Trabalhistas.

O processo é por conta de uma divida trabalhista de Alessandro um jogador que passou pelo alvirubro no ano de 2013.

Não recebeu o que tinha de direito, ingressou na Justiça e hoje o valor do débito está estimado em R$ 380 mil.

Esse é o retrato de um clube onde dois heróis estão assumindo o seu comando, sem uma previsão do que será o futuro, que para nós é totalmente sombrio, desde que o alvirrubro perdeu a sua demanda, o numero de torcedores foi reduzindo ano a ano, por conta de tudo que lhe aconteceu no período de 50 anos.

A nova geração não o abraçou.

O Náutico teve a sua fase de ouro na década de 60, quando conquistou o Hexa Campeonato, e depois disso foi rolando uma ladeira maior do que as de Olinda, e não sabe onde irá parar.

Assumir um clube com graves problemas financeiros, e com tantas divisões não gostaríamos nem para os nossos inimigos.

Será uma batalha árdua, e desejamos boa sorte, e que possam unir os cacos que estão espalhados na frente da sede localizada na Rosa e Silva, com uma divisão jamais vista na sua história.

O jornalista Claudemir Gomes foi feliz em uma postagem publicada ontem em seu blog com o título ¨Para desembarcar dos anos 60, em que analisa a situação do clube da Rosa e Silva. 

Aconselhamos aos nossos visitantes que acessem esse blog, e leiam algo que mostra a competência do autor, que é um dos últimos dos moicanos do jornalismo de Pernambuco.

NOTA 3- AS RECLAMAÇÕES AO CALENDÁRIO INGLÊS

* As insanidades que são cometidas com respeito ao calendário do futebol não acontecem apenas no Brasil, desde que o Boxing Day do futebol inglês está sendo criticado pelos treinadores e jogadores, e o mais contundente critico foi Pep Guardiola muito por conta da lesão do atacante Gabriel Jesus.

O problema se deve aos espaços entre os jogos que foram realizados entre a última semana do mês de dezembro e o início de janeiro.

Para o treinador  ¨o calendário irá matar jogadores¨.

O Manchester City disputou no período de 11 dias, 4 jogos, sendo que o intervalo dos dois últimos foi de apenas dois dias, 48 horas.

No seu encontro contra o Crystal Palace foram três lesões, e duas da equipe local.

A mais grave foi do brasileiro Jesus.

Isso é o exemplo que a cartolagem que não joga futebol é igual em todo o mundo.

NOTA 4- ENFIM A VERDADE PELA METADE

* Enquanto o presidente do Sport afirmava que tudo estava bem nas finanças do clube, e a mídia esportiva silenciava sobre a realidade dos atrasos salariais, esse blog era a única fonte que mostrava que esses não estavam sendo pagos.

No dia de ontem apareceu a meia verdade, quando o cartola afirmou que o clube pagou o mês de novembro no final de dezembro, mas esqueceu de dizer que está devendo as férias que representam o mês de dezembro que também não foram pagas, e o 13º com os valores que constam da carteira. 

São coisas do futebol brasileiro.

O nosso pedido a Papai Noel foi a informação dos débitos do rubro-negro, desde que os que chegam ao nosso conhecimento são tão altos que não acreditamos.

O velhinho não nos atendeu, e deixou um recado afirmando que foi impossível abrir a caixa preta.

NOTA 5- PERGUNTAR NÃO OFENDE

* Uma pergunta que gostaríamos de uma boa resposta.

Se Neymar fosse apenas um atleta de um time bem pobre do futebol brasileiro, ganhando um misero salário mínimo, e atrasado, Bruna Marquezine estaria beijando-o em Fernando Noronha?

Uma pergunta interessante.  

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- O TONI KROOS DA ILHA

* Nelsinho Baptista passou nove anos no Japão, distante do futebol de nosso país.

Apesar disso indicou Pedro Castro para o Sport, um profissional que já rodou em vários clubes com pouco destaque.

Em 2012 foi promovido ao time profissional do Santos, que fez um novo contrato com duração até 2016.

No time Santista nunca foi titular e atuou em 12 jogos. Não marcou nenhum gol.

Em dezembro de 2014 foi emprestado ao Espanyol-B, que disputava a Segunda Divisão Espanhola.

Jogou duas partidas e teve uma séria lesão. Não marcou gols, tendo retornado ao time santista.

Dai em diante seguiu um roteiro de empréstimos e trocas de clubes.

2014- Paraná- 3 jogos- zero gol.

2015- Santa Cruz- 10 jogos- 1 gol.

2016- Botafogo-PB- 24 jogos- 1 gol,

2017- Tombense- 15 jogos- 4 gols e, no mesmo ano o Avaí- 12 jogos e 2 gols.

Trata-se de um jogador mediano, que teve uma regular participação no time catarinense.

O mais grotesco é que já estão chamando-o de Toni Kroos da Ilha.

Só mesmo no futebol brasileiro.

NOTA 2- PELA SEGUNDA VEZ O BARCELONA TEM UMA RECEITA NAIOR DO QUE O REAL MADRID

* A soma das receitas dos dois maiores clubes do futebol Espanhol, o Real Madrid e Barcelona, ficou acima dos 5 bilhões de euros.

O time merengue pulou de 578 milhões de euros em 2015, para 675 milhões em 2017.

O Barcelona que sempre esteve atrás do rival, com uma receita de 576 milhões de euros em 2015, para 631 milhões em 2016 e no final de 2017 o pulo foi para 682 milhões.

Segundo o consultor Amir Somoggi, as receitas do marketing do time catalão superaram os valores dos direitos de transmissão, com 264 milhões de euros, contra 178 milhões, que foi um pouco menor dos relacionados ao Camp Nou, com 193 milhões.

A dependência com a televisão desapreceu, ficou na terceira posição.

O clube tem 43 patrocínios, e se for somado o valor da negociação de Neymar, a receita cresce para R$ 708 milhões de euros.

A diferença para o futebol brasileiro é tão grande, desde que a soma das duas receitas dos dois gigantes da Espanha é maior do que as dos 20 clubes brasileiros juntos.

NOTA 3- A FEIRA DO TROCA CADA DIA MAIS INTENSA

* Fico com um, você leva dois.

Essa é a frase mais ouvida no falido futebol brasileiro, que tem na feira do troca-troca a escapada para a composição dos elencos dos seus diversos clubes.

A diretoria do Grêmio não gostou do comportamento adotado pelo Cruzeiro, quando de forma aberta deu em cima do lateral Edilson que apesar de veterano teve um 2017 muito bom na equipe tricolor. 

Os cartolas gaúchos dizem que a atitude do time celeste foi quase um aliciamento.

Na realidade a oferta foi vultosa e não existia a menor condição de manter o lateral no time.

Um jogador sem mercado no exterior, e com uma proposta acima do normal de nosso futebol, que o balançou, e obvio também o agente que irá ter uma bela comissão.

Esse negocio de amor ao clube é coisa de torcedor alienado.

O profissional não iria jogar fora a maior chance de sua vida, e pegou-a sem titubear.

Amor as camisas faz parte do passado, hoje é o profissionalismo do toma lá, dá cá, e quando o dá cá é polpudo não há quem resista.

O dinheiro fala mais alto, e o atleta está correto, desde que se não tivesse bem não renovaria o contrato.

No final os clubes estão fazendo uma troca, mandando Alisson para o Grêmio, com o 50% dos seus direitos econômicos, e Edilson será liberado para a Raposa Mineira.

Mais um troca-troca.

NOTA 4- PROIBIDO ENTRAR LEITE

* Começou no dia de ontem mais uma Copa São Paulo de Juniores,  com a presença exagerada de 128 clubes, que estão distribuídos em 32 grupos.

Em todos os estádios sedes foram colocadas placas com os seguintes dizeres: ¨Proibido entrar leite¨.

Na verdade trata-se apenas de uma precaução da organização, por conta de uma possível gataria inscrita  no evento, e que poderá estar no gramado, correndo o risco de abandono de jogo por conta do bom leite.

Essa Copa ficou conhecida pelos gatinhos infiltrados.

A primeira competição foi no ano de 1969, com 88 clubes, e de 2009 em diante foi inflando, terminando com o número atual.

À partir dessa data foram realizadas nove Copas, com apenas quatro clubes ganhadores.

Corinthians (4), Santos (2), Flamengo(2) Flamengo (2) e São Paulo (1).

Pelo menos nesse período de minitemporada iremos ter jogos de futebol no Brasil.

NOTA 5- QUEM NÃO TEM SEERDOF VAI DE FERNANDO DINIZ

* Mario Celso Petraglia, o manda chuva do Atletico-PR, sonhou em ter no seu time um Manager no mesmo modelo de Alex Fergurson do Manchester United.

O nome escolhido foi o de Clarence Seedorf, ex-jogador do Botafogo-RJ, que passou quinze dias em Curitiba discutindo a proposta.

Foram tantas as conversas, com idas e vindas, e no final o holandês viajou para Milão sem uma resposta definitiva.

Certamente não gostou do que viu, e resolveu dar o fora.

O Plano B foi acionado, e acertaram com Fernando Diniz que tinha assumido o Guarani de Campinas há poucos dias.

Na verdade pela primeira vez esse técnico terá uma chance em um clube da Série A. Sempre trabalhou em equipes menores com bons resultados.

Quem não tem Seedorf vai com Diniz.