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Escrito por José Joaquim

Na última quarta-feira que deveria ser uma festa do nosso futebol, mais uma vez se transformou em um espetáculo de selvageria graças aos torcedores do Flamengo.

O Maracanã estava repleto, um pouco mais de 57 mil pagantes, com muitas famílias, dando-nos a falsa impressão de uma cena que sempre assistimos no mundo civilizado, quando os encontros futebolísticos começam e terminam da mesma forma, tudo dentro da tranquilidade.

No domingo passado assistimos um clássico do futebol inglês entre dois tradicionais clubes de uma mesma cidade, Manchester, com o Old Trafford lotado, sem nenhum arranhão para deslustrar um jogo que se transformou em espetáculo.

Já falamos diversas vezes que o Brasil perdeu o seu rumo há algum tempo, e isso vem influenciando na formação de sua sociedade, que assumiu momentos de degradação nos seus segmentos, inclusive no futebol, onde torcedores que não são maioria, mas tem a força para espanta-la, abraçaram a violência como a arma para as necessidades mentais.

Uma decisão de uma Copa Sul-Americana que poderia ser uma festa do esporte, com dois clubes tradicionais do Continente, desde o dia anterior ao jogo começou de forma turbulenta e grotesca.

Uma briga entre torcidas do Flamengo e Independiente na porta do hotel que hospedava a equipe portenha terminou em pancadaria, e com a interferência policial.

Os rubro-negros como no tempo antigo, estavam promovendo um foguetório para interromper o sono dos rivais.

A torcida argentina tentou impedir, e a barbárie começou. 

Na noite do jogo, o Maracanã pronto para receber uma festa que na verdade é um encontro de futebol, testemunhou uma briga campal na sua porta e o festival de bombas, spray de gás pimenta, e várias prisões, a invasão daqueles que estavam sem ingressos, que arrombaram um portão de entrada.

No campo de jogo a bola rolou sem nenhuma violência, e terminou totalmente na paz, com os portenhos conquistando o título.

Ainda dentro do estádio começou a confusão com os protestos da torcida do Flamengo, que ganhou às ruas, e sendo mais uma vez enfrentada pela policia, com todos os seus aparatos.

Por outro lado o bom torcedor teve que esperar dentro do estádio para voltar para casa.

Do lado de fora as grades voavam de um lado para o outro.

Uma foto dos jogadores portenhos comemorando o título dentro de um ônibus depredado foi sem dúvida o melhor momento desse evento, e que catalisou toda a selvageria que aconteceu.

Como ir a um estadio de futebol com sua família, para depois enfrentar uma batalha campal?

Essa é a pergunta que todos sabem a resposta: O Brasil há anos que vem degradando-se, a impunidade reinante é o motivador do que acontece no país onde a violência domina em todos os seus setores.

Os clubes foram os culpados na criação de torcidas organizadas, e as investigações que estão sendo feitas mostram que no Rio de Janeiro todos tem comprometimento com essas facções criminosas, o reflexo está bem claro, e o jogo de ontem deixou a sua foto para comprovar.

Ir a um estádio hoje é sem duvida algo para se estudar, desde que o torcedor sai de casa sem saber se irá retornar.

Mais uma vez o futebol brasileiro termina nas páginas policiais.

Lamentável.

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- AS TRAIÇÕES NA OCRIM

* No dia de ontem os advogados de José Maria Marin apresentaram a sua defesa perante a Corte de Justiça de Nova York, e entregaram a cabeça de Marco Polo Del Nero como o líder da Ocrim do futebol, e o responsável pelo recebimento das propinas.

Marin traiu o chamado ¨Rei¨ nos documentos apresentados, dando o troco da traição que deixou a sua esposa sozinha em Zurique, e fugiu para o Brasil logo após a sua prisão.  

Na tarde de ontem vários documentos sigilosos foram abertos, e um deles era uma gravação de J.Hawilla que coloca o presidente do Circo no centro do furacão.

Toda essa documentação foi remetida à FIFA para a continuação da investigação do cartola, que continua dizendo que não existe provas contra ele, e sim indícios. Todo culpado tem essa mesma conversa.

Esse futebol brasileiro é realmente surreal.

Um ex-presidente escondido no Brasil, o outro preso nos Estados Unidos, e o atual que não pode viajar com medo de ser preso pelo FBI.

Vamos e venhamos, só um idiota poderia acreditar nessa história de inocência de Del Nero, desde que se isso fosse verdadeiro esse estaria viajando pelo mundo afora.

Quem não deve, não teme.

Se Del Nero tivesse certeza de sua inocência, deveria comprar uma passagem para Nova York para se defender.

Essa seria a atitude de um inocente.  O resto é conversa para boi dormir.

Pelo andar da carruagem José Maria Marin será condenado à prisão perpétua.

NOTA 2- SEM MEL NEM CABAÇA

* A diretoria do Sport Recife apostou numa coisa para ganhar outra, perdeu  as duas, ou seja ficou sem nada.

Em outras palavras encaixou-se de forma perfeita no antigo ditado: ¨Sem mel nem cabaça¨.

Ao desprezar a participação na Copa do Nordeste que traria recursos para o combalido caixa do clube apostou na Sul-Americana, cuja última esperança estava focada nas chuteiras do Flamengo, fato esse que não aconteceu.

Um grande prejuízo financeiro, sem a menor chance de ser coberto por outro evento.

A Primeira Liga faleceu de forma precoce. Nem Calendário tem, e o rubro-negro terá apenas o fraco estadual no seu inicio de temporada, e com prejuízos certos pela frente.

Um outro conhecido ditado diz que: ¨Um passarinho nas mãos é melhor do que dois voando¨, e esse foi o problema do Sport, que tinha a Copa Regional nas mãos, e jogou em dois passarinhos que voavam, a Copa Continental ou a Primeira Liga.

São fatos como esse que mostram o tipo de gerenciamento adotado pelo clube, que traz a opção pelo vermelho nas receitas.

Lamentável.

NOTA 3- AUDITORIAS NOS CLUBES BRASILEIROS

* Nenhum clube brasileiro suportará uma auditoria externa que não seja as que são pagas por esses. 

O exemplo do Internacional de Porto Alegre, é sem dúvida o melhor retrato para mostrar essa realidade.

A situação estava tão cinza, que o problema foi parar na Promotoria do estado.

Todos os clubes do país tem seus auditores contratados que recebem para analisarem os balanços, e isso é sem duvida algo muito grave, desde que ficam tolhidos de uma analise mais profunda, confiando apenas nos documentos que lhes são apresentados.

Tudo isso só é auditado após o balanço fechado no final do ano.

O Santos é um outro exemplo, desde que ninguém sabia o valor real dos seus débitos, que espantaram o novo presidente.

Não podemos e não devemos ter o menor sentido de desconfiança no trabalho das auditorias, mas na verdade esse é muito limitado pelos próprios clubes.

O modelo ideal para a solução dos problemas, está na formação de um Conselho Gestor independente, indicado pelos associados, com a atribuição de acompanhar a movimentação de suas finanças, e que as auditorias sejam contratadas e pagas pelos associados, com uma pequena contribuição em suas mensalidades.

Uma fórmula simples e que irá acabar de vez as caixas pretas que existem em todos os clubes do futebol brasileiro, e que sempre assustam quando os comandos são mudados.

NOTA 4- BRASILEIRÃO EM SEGUNDO PLANO

* O ano de 2018 irá deixar o Brasileirão mais uma vez em segundo plano.

A banalização na classificação de times para as disputas da Copa Libertadores e Sul-Americana, reduziram a meritocracia dos pontos corridos para a garantia de que 14 clubes entre os 20 disputantes na próxima temporada estejam envolvidos nessas competições.

Na realidade um campeonato que premia clubes que andaram pela zona do rebaixamento, certamente tem algo de irreal, desde que a disputa começa com oito clubes na Libertadores, em um universo de 20, e seis na Sul-Americana, a briga por colocações foi reduzida.

Ao analisarmos o Calendário de 2018, verificamos que a Libertadores terminará no fim do ano, e a Copa do Brasil em setembro, e os clubes que estiverem envolvidos nessas, certamente como aconteceu com o Grêmio, deixarão de lado o Brasileirão, após a garantia da vaga para a competição continental no próximo ano, e passarão a dedicar-se apenas ao evento do mata-mata, abandonando os pontos corridos do maior campeonato do Brasil. 

Sabemos que o futebol sobrevive por conta dos recursos financeiros, e nessas competições os valores são altos, mas algo deveria ser feito para a preservação do seu maior campeonato.

Hoje no futebol brasileiro se premia a incompetência.

É surreal.

NOTA 5- ONDE ESTÁ WALLY?

* Marco Polo Del Nero é a nossa Wally, onde todos estão querendo saber onde se encontra.

O cartola foi procurado no Maracanã na final da Copa Sul-Americana, mas não compareceu.

Sabíamos que esse tem medo do FBI, mas no Brasil que é o país que abriga valhacoutos sem nenhuma reação, o cartola poderia passear livre e feliz desde que não será importunado.

Como um presidente de uma entidade que está sediando a final de um torneio continental não teve a mínima gentileza de recepcionar Alejandro Dominguez, o novo presidente da Conmebol, a entidade que comanda o futebol Sul-Americano? 

Além desse, o presidente da AFA-Associação do Futebol Argentino, Claudio Tapia, também estava presente na entrega do troféu e das medalhas.

Del Nero mandou dois prepostos, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, que é o seu cordeirinho de longas datas, e Fernando Sarney, cujo nome já diz tudo.

Na verdade para ir ao Maracanã não precisa de passaporte, algo que o presidente do Circo não pode utilizar, mas a sua ausência foi por conta de possíveis vaias, e sobretudo de vergonha de encontrar dois novos cartolas que todos falam serem fichas limpas, uma raridade nesse futebol sul-americano.

Além da ausência de Marco Polo que não viaja, os jogadores do Flamengo mostraram a falta de educação desportiva no recebimento das medalhas do vice-campeonato, com alguns pegando-as com as mãos, e outros sem as colocarem no pescoço. 

Estavam enojados.

São coisas de um futebol que é avacalhado pela própria natureza.

Por favor quem encontrar Wally avisem ao blog.

NOTA 6- DAVID E GOLIAS

* O Grêmio penou para vencer o Pachuca que foi melhor em campo, e só foi derrotado na prorrogação por conta do desgaste físico.

Por outro lado apesar de dominar o seu jogo contra o Al Jazira, o Real Madrid penou para conquistar a vitória.

Amanhã teremos a final do Mundial de Clubes entre o time espanhol e o brasileiro.

Ouvimos uma entrevista com o técnico do time merengue, e esse menosprezou totalmente o tricolor gaúcho ao afirmar que conhecia muito pouco sobre esse.

Não é verdade, desde que o clube com seu setor de inteligência deve ter levantado os jogos do rival.

Uma arrogância sem limite.

Na rotina normal o Real é favorito absoluto, mas pelo que vimos nos dois jogos, o Grêmio poderá fazer um bom encontro, muito embora esteja bem longe na qualidade técnica e sobretudo financeira do rival.

O clube madrilenho teve uma receita na temporada de 2016/2017 de R$ 2,52 bilhões, se comparada com a do clube brasileiro com menos de R$ 300 milhões,  é e mesma distância que separa a terra da Lua.

Os valores pagos a Cristiano Ronaldo que é a estrela do Real em uma temporada, é maior do que a receita da equipe gaúcha de um ano.

Não é apenas pela diferença financeira que o clube de Madrid é favorito, e sim pela disparidade técnica de seus jogadores, mas como sonhar não é nenhum pecado mortal, que os torcedores do tricolor continuem pensando em um bom  resultado para o seu time, desde que um dia Golias foi derrotado pelo pequeno David. 

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- O MARACANAZO

* Do lado de fora do Maracanã, antes do jogo um tumulto provocado pelos torcedores do Flamengo que não tinham ingressos, e queriam entrar no estádio.

Prisões, pancadaria, spray de gás, foi o espetáculo do pré-jogo, o que aliás sem nenhuma novidade nesse avacalhado futebol brasileiro.

O estádio lotado com a torcida do Flamengo, voltou a viver os seus tempos de Maracanazo, com a conquista da Copa Sul-Americana pelo Independiente da Argentina, que conseguiu um empate de 1x1 que lhe garantiu a conquista.

O rubro-negro sucumbiu ao melhor jogo do adversário.

Foi a vitória de um futebol que rolou a bola no gramado, trocou de passes com competência, e soube se defender nos momentos certos, contra um Flamengo que jogou de forma desorganizada e com o futebol Infraero com bolas pelo alto para dentro da área adversária, que na verdade pouco produziram.

A defesa sempre levava vantagem.

O Independiente foi um time maduro comandado por um jovem de 18 anos, habilidoso no trato com a bola e que foi o protagonista da partida.

Barco é o nome que deve ser anotado, e sem duvida será uma estrela nos campos da Europa.

O clube da Gávea gastou milhões de reais na temporada, terminou apenas com um título de pouco valor, o de campeão carioca.

Os seus torcedores já esqueceram.

Com a derrota da equipe rubro-negra, o Vasco que sonhava com a vaga na fase de grupos da Copa Libertadores vai ficar mesmo na Pré, enquanto o Atlético-MG cujos seguidores na noite de ontem torceram pelo Flamengo ficou longe dessa competição, em um ano desastroso do seu futebol.

Enfim os Deuses do Futebol não permitiram que o Sport, um time que lutou contra o rebaixamento até a última rodada, e só escapou por conta do Corinthians amigo, tivesse uma boquinha na Sul-Americana, que na verdade não era justo.

Um time ruim não merecia esse premio. 

NOTA 2- UMA LIMINAR ENGAVETADA

* O blog do Perrone que é publicado no portal UOL, levantou um fato que merece um bom debate, e que está relacionado a uma ação civil pública, de autoria do promotor Rodrigo Terra, do Rio de Janeiro, contestando a assembleia feita em março pelo Circo do Futebol.

Nessa é pedida a destituição de Del Nero e toda a sua diretoria por suposta irregularidade na reunião que deu peso maior ao voto das federações em relação aos clubes.

O representante do Ministério Público também solicita o afastamento do cartola até o resultado definitivo do caso.

Na realidade entre idas e vindas, com relação ao endereço atual do Circo, desde que estava com o antigo, que provocou uma demora, a Justiça não tomou uma decisão sobre o pedido da liminar, o que mostra o poder dessa gente que comanda a entidade do futebol brasileiro.

Enquanto todos os dias aparecem mais acusações contra esse cartola na Justiça norte-americana, um pedido de liminar que pede o seu afastamento está engavetado em uma sala do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Um caso que nem Freud poderia explicar.

De acordo com o Ministério Público, o Circo não poderia ter feito uma assembleia para alterar as suas regras eleitorais, sem a participação dos clubes.

Para os menos avisados, essa foi uma manobra nas caladas da noite, para impedir o aumento de poder de decisão dos times.

Pelo menos no dia de ontem o cartola teve um inquérito aberto pela policia de São Paulo por conta de contratos estranhos, quando esse era presidente da Federação Paulista. 

Só mesmo no Brasil isso poderia acontecer.

NOTA 3- POBRE FUTEBOL BRASILEIRO

* O presidente da Federação de Futebol do Mato Grosso do Sul, certamente estará no voo da alegria com destino à Rússia, para a assistir a Copa do Mundo como convidado pelo Circo.

Enquanto isso a sua entidade passa por vexame, inclusive na tabela do estadual, quando está marcado o jogo Operário e Misto para uma quinta-feira 29 de fevereiro.

Procuramos o atual calendário gregoriano, e esse nos mostrou que em 2018 não consta essa data, desde que ano bissexto só acontece de quatro e quatro anos, e como 2016 foi um desses, o próximo será em 2020.

Certamente esse jogo só será realizado nesse ano.

Por outro lado, antes de começar a competição estadual, com a tabela divulgada, o Naviraíense pediu o seu afastamento da competição, sob a alegação da ausência de recursos.

A entidade convidou o Cena, terceiro colocado na Série B local, mas teve a recusa por conta dos mesmos problemas.

Esse é o retrato de um futebol abandonado, com uma Confederação rica e que poderia dar um apoio as federações menos aquinhoadas como essa, mas prefere gastar com os seus eleitores.

Uma vergonha.

NOTA 4- O FUTEBOL DE HERÓIS E DOS TALISMÃS

* Não existe nada mais grotesco de que o tratamento dado a alguns jogadores que ficam no banco de reservas, e quando entram no jogo, fazem o gol salvador para o seu time, ou colaboram para tal.

São os talismãs humanos.

O jogador Everton do Grêmio é o mais novo do setor.

As mídias não o reconhecem como um jogador mediano, com alguma qualidade para transforma-lo em um amuleto da sorte, por conta de suas participações em momentos salvadores.

Como esse é sem duvida o 12º jogador, pronto para participar de um jogo, sempre é utilizado, e em alguns momentos consegue fazer algo importante que muda o seu placar.

Obvio que isso só acontece por conta do profissional ter a devida qualidade.

Na realidade estão confundindo amuleto com talismã que são coisas bem diferenciadas.

Por outro lado observamos que a palavra herói vem sendo utilizada de forma desordenada pelas mídias esportivas quando um atleta faz um gol da vitória do clube, ou o goleiro pratica defesas milagrosas.

Ambos ganham bons salários, para que possam cumprir aquilo que é determinado por sua profissão. 

Fazer um gol é o maior atributo de um atacante, e agarrar as bolas fica para o lado do goleiro.

Estamos vivendo uma era de banalização desses termos.

Herói é sem dúvida os nossos Severinos e Josés que lutam pela vida, heróina foi a professora de Janaúba que morreu salvando crianças de um incêndio, e não um personagem que é pago para tal.

Esses fatos nos incomodam quando lemos ou ouvimos.

NOTA 5- UMA CONTRATAÇÃO EQUIVOCADA 

* O Internacional de Porto Alegre no ano de 2015, contratou o meia Anderson como uma referência para o seu futebol.

Esse vinha da Europa onde jogava muito pouco, mas a cartolagem Colorada fez uma aposta cara dando-lhe um contrato de 4 anos com o salário de R$ 500 mil mensais.

Foi um fiasco, e nunca firmou-se como titular.

Dois anos após estava treinando em separado dos demais jogadores, mas os pagamentos eram realizados em dia.

Na temporada que encerrou-se no inicio desse mês, foi emprestado ao Coritiba, com o clube gaúcho pagando 2/3 do seu salário.

Jogou muito pouco no time paranaense, que como o Internacional de 2016, foi rebaixado para a Série B.

Trata-se de um problema grave que custa muito caro para o cofre Colorado, e que não terá uma solução amigável, desde que Anderson que está gozando férias nas Ilhas Maldivas, paraíso dos milionários do mundo, mandou um recado para a diretoria do clube, de que não irá fazer acordo para a rescisão do contrato, e quer cumpri-lo até o seu final, mesmo treinando no CT das bases.

Um exemplo de como se faz o futebol brasileiro, e a maneira como se torra os recursos de um clube.

Contrataram um jogador que todos sabiam que era complicado, e um dia foi bom, mas na verdade perdeu a vontade de jogar, e terão que paga-lo até o final do contrato, com milhões desperdiçados.

São coisas do futebol brasileiro.

NOTA 6- UMA QUASE ZEBRA

* Quase que a zebra deixava a sua marca no Zayes Sports City, no encontro entre o Real Madrid e Al Jazira.

O time espanhol sofreu para derrubar o biarticulado que foi posto à frente do time dos Emirados Árabes que jogou fechado no sistema 10-1.

O contra-ataque era a arma do El Jazira, e através de um desses o placar foi aberto aos 40 minutos do primeiro tempo, com um gol de Romarinho que fez um bom jogo, apesar das limitações do seu time.

O Real tentava de tudo e não conseguia furar o bloqueio.

No segundo tempo a equipe espanhola conseguiu empatar e no final do jogo desempatar, garantindo a passagem para a final contra o Grêmio sem jogar a prorrogação.

A arbitragem foi ridícula, anulou um gol da equipe madrilenha totalmente legal.

Aliás sem nenhuma novidade, desde que o apitador era nada mais, nada menos o brasileiro Sandro Meira Ricci.

O futebol defensivista de hoje, torna um time medíocre como o árabe em um rival perigoso, o que realmente aconteceu.

No próximo sábado acontecerá a partida final contra o Grêmio, um adversário mais forte, e talvez possamos ter algo parecido com o que chamamos de futebol, desde que os dois jogos das semifinais ficaram longe disso.

NOTA 7-  QUEM SEGURA PEP GUARDIOLA?

* Mais uma noite na Inglaterra de um baile de futebol.

Quando o City entra em campo, é a certeza de que teremos um aula do técnico Pep Guardiola, que está transformando esse clube em um novo Barcelona.

O técnico espanhol conquistou os ingleses pela maneira que seu time joga.

Troca de passes, sem faltas, sem chutões, e com a proibição de bolas alçadas, inclusive nos escanteios.

A vitima foi o Swansea, que levou uma goleada de 4x0, com direito a um show sob os gritos de Olé da torcida.

A incrível campanha do Manchester City está chamando a atenção do mundo futebolístico, e influenciando o próprio futebol inglês.

Em 51 pontos disputados na Premier League, a equipe de Manchester conquistou 49, 16 vitórias e um empate.

São 15 vitórias seguidas.

Hoje sem duvida é a melhor equipe do mundo, graças ao trabalho de um gênio do futebol que é Pep Guardiola. 

Vale a pena ver o seu time jogar.

A pergunta continua em aberto: Quem segura esse treinador?

Escrito por José Joaquim

Os esportes brasileiros em quase totalidade, passam por uma fase de ostracismo e poucas expressões.

Um sério problema que o país vem enfrentando é o da ausência de referencia em cada área esportiva, que possa despertar o interesse de uma nova geração para a prática e acompanhamento do esporte.

O futebol está entre aqueles que mais sofreu com tal fato, desde que há anos não tem um ídolo maior, o seu ponto de apoio.

A referência é fundamental numa sociedade.

Essa começa na família, quando os filhos tem como exemplo os pais, passa para a escola, quando os professores são admirados, e nas atividades esportivas sempre busca o seu ídolo.

O futebol brasileiro teve grandes mitos, que motivaram a sua prática. Pelé, sem duvida, foi o maior, e serviu de mote para várias gerações.

Com a sua aposentadoria, o lugar ficou aberto até a chegada de Zico, depois Romário, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho. Neymar poderia ter sido um bom substituto, mas deixou o pais antes de consolidar-se como tal.  

Hoje os ídolos dos jovens estão no exterior, inclusive no voleibol que foi o último esporte a perder as suas grandes referências e que são aplaudidos até hoje.

Os que acompanham diversos esportes, hoje tem Messi e Cristiano Ronaldo, como ídolos, no basquete depois da geração de Oscar, Marcel, Hortência e Paula, todos correram para Michael Jordan, Magic Johnson, Shaquille O'Neal, e hoje acompanham Lebron James, Dewyane Wade, Kevin Durant entre outros.

No atletismo o pais contou com Ademar Ferreira da Silva, João Carlos de Oliveira, Joaquim Cruz, e  mais recente, Maurren Maggi e Fabiana Murer, que não estão mais nas pistas. No tênis, Gustavo Kuerten mudou o nível desse esporte no Brasil, mas não conseguiu formatar seguidores da mesma qualidade técnica , e encontra-se na UTI.

Depois do futebol, quem mais sofreu com a perda de suas referências foi o basquetebol.

A modalidade foi disseminada nas escolas, que ajudou o crescimento, e todos tinham os seus ídolos, no feminino Hortência a Paula e, no masculino, Oscar e Marcel.

No momento não temos ninguém como expoente, e o esporte entrou em fase de decadência.

Pelé enchia todos os estádios em que jogava, era o craque de todo brasileiro, independente da camisa, e o mesmo se dava com os ídolos do basquete já referenciados, que lotavam os Ginásios, quando todos queriam vê-los de perto, e nós que acompanhamos esse segmento presenciávamos a empolgação dos jovens quando de suas presenças.

Na verdade não foi somente nos esportes que o Brasil perdeu um padrão de exemplo a ser seguido, e com mais força na politica, cujo espaço foi ocupado em boa parte por aproveitadores, que não fazem nada a não ser por seus interesses pessoais, ou então meterem as mãos nos cofres públicos.

É uma triste realidade de um país que passa um momento sem ter um  bom espelho para servir de miragem para uma nova geração, e o resultado é a soma de tudo isso que estamos assistindo.

Lamentável.

Escrito por José Joaquim

O futebol brasileiro viaja numa antiga Maria Fumaça que corria pelos trilhos bem devagarinho, demandando um longo tempo até chegar a estação.

O número de torcedores presentes na sua maior competição teve um pequeno crescimento, por conta das novas arenas, que foram construídas para a Copa do Mundo.

No ano de 2013, a soma total foi de 5.681.355 pagantes, com um aumento de 15,2%, em relação ao ano de 2012, que foi o maior da série histórica e que animou aos que dirigiam esse esporte.

Em 2014 com uma maior intensidade da utilização das novas arenas, o publico totalizou 6.208.100, com um incremento de 8,48%, com uma queda com relação ao período de 2012/2013 (15,2%).

Na temporada de 2015 o percentual foi bem menor se comparado com o do ano anterior (8,48%), desde que a competição abrigou 6.374.531 pagantes, com um aumento de 2.7%.

Cresceu no número, e caiu no crescimento percentual.

Na temporada de 2016, aconteceu mais uma queda, quando somou nos 380 jogos disputados 5.756.085 torcedores, com uma redução de 9,7%, e na temporada de 2017 houve um pequeno crescimento de 4,5%, com 6.020.070 pagantes.

Os últimos números representam apenas  um percentual de 5.3% da população que poderia frequentar os estádios de futebol, quando retiramos do total os que não gostam desse esporte, e os brasileiros de 0 a 12 anos. 

Existe uma demanda estimada em 114.007 milhões de torcedores para ser trabalhada, e nada foi realizado.

A densidade da população que poderia participar de forma ativa do futebol brasileiro é ínfima, se considerarmos alguns países europeus.

É bem lógico que aqueles que contemplam uma menor densidade demográfica, apresentam as condições e os números que podem distorcer a realidade, mas de qualquer maneira estão bem acima de nosso país.

Na Holanda esse percentual é de 36%, Bélgica (32%), Inglaterra (25%), Portugal (25%), Espanha (23%), Alemanha (16%), Itália (15%), França (12%).

Quanto maior a população, os percentuais são mais reduzidos.

A Escócia é um fato bem raro, tem uma população estimada em 5,3 milhões de habitantes, e quase 3,3 milhões assistem os jogos dos seus campeonatos.

De forma conservadora, se aplicarmos um aumento do nosso percentual para 10% teríamos 11.400 milhões de torcedores no Brasileirão, com uma média de 30 mil pagantes por jogo.

Um sonho factível de acontecer, mas para isso necessita-se de boas cabeças pensantes, e sobretudo seriedade.

Enquanto os estádios brasileiros estão sempre com ociosidade, as poltronas cresceram de forma vertiginosa, inclusive por conta do futebol europeu.

Esse crescimento bem conservador para o tamanho da população esbarra na realidade brasileira, que hoje tem estádios muito mais estruturados para receberem os seus torcedores, mas enfrenta um problema muito grave, que é o da falta de organização, e principalmente da falta de credibilidade dos que fazem o futebol no país.

Estádios lotados, as receitas maiores, mas os cartolas do futebol brasileiro ficam emocionados com o dinheiro pago pela televisão, e esquecem de focar algo que é importante para o setor, ou seja a presença de torcedores nos estádios, e para que isso aconteça terão que ser tratados como verdadeiros consumidores, e não como gado. como acontece atualmente.

Dobrando o público, através de competições bem formatadas, certamente os novos caminhos serão abertos.

O difícil é fazer acontecer.