blogdejjpazevedo

BlogdeJJPAzevedo.com

Escrito por José Joaquim

No dia de ontem, fomos questionados sobre a comparação entre o futebol de ontem com o de hoje.

Trata-se de algo muito simples de ser mostrado, e para isso não precisamos de muitas loas e sim buscar alguns times brasileiros que tiveram destaque em anos anteriores, e que eram compostos por verdadeiros craques de bola, e não os do marketing moderno.

Temos o Santos de 62, sob o comando de Lula, com Gilmar, Lima, Mauro Ramos, Calvert e Dalmo, Zito e Mengalvio, Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Sem comentários.

Também em 62, o Botafogo, sob o comando de Marinho Rodrigues, com Manga, Zé Maria, Joel, Nilton Santos e Rildo, Airton, Didi e Amarildo, Garrincha, Quarentinha e Zagallo.

O Palmeiras de 72, sob o comando de Oswaldo Brandão, com Leão, Eurico, Luis Pereira, Alfredo e Zeca, Dudu e Ademir da Guia, Edu, Madruga, Leivinha e Nei.

O Fluminense de 75, com Felix, Toninho, Silveira, Assis e Marco Antônio, Zé Mário, Cléber e Rivelino, Cafuringa, Gil e Mário Sergio.

O Flamengo de 82, sob o comando de Paulo Cesar Carpeggiani, com Raul, Leandro e Marinho, Mozer e Junior, Andrade, Adílio e Zico, Tita, Nunes e Lico.

O São Paulo de 92/93, sob o comando de Telê Santana, com Zetti, Vitor, Valbér, Ronaldo e André Luiz, Adilson, Dinho, Pintado e Cafú, Muller e Palhinha.

Teríamos dezenas e mais dezenas de grandes equipes, mas o espaço não as caberiam, daí escolhermos essas que servem de parâmetro para as discussões.

Mas, para fecharmos com chave de ouro, separamos três equipes de nossos clubes que fizeram época por suas qualidades.

O Náutico de 1965, sob o comando de David Ferreira (Duque), com Lula , Gena, Mauro, Gilson Saraiva e Clóvis, Didica e Ivan, Nado, Bita, Nino e Lala.

O Santa Cruz de 1973, sob o comando de Paulo Emilio, com Gilberto, Gena, Antonino, Paulo Ricardo e Botinha, Erb, Luciano Veloso e Givanildo, Walmir, Ramon e Fernando Santana.

Finalmente, o Sport de 1975, sob o comando de David Ferreira (Duque), com Tobias, Marcos, Pedro Basilio, Alberto e Claudio Mineiro, Luciano Veloso e Assis Paraíba, Miltão, Garcia, Dario e Peres.

Que os nossos amigos leiam, analisem e comparem, pois fiquem certos de que éramos felizes e não sabíamos.

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- O CLÁSSICO ESPANHOL ADIADO

* Um dos maiores clássicos do futebol nundial envolvendo dois dos maiores clubes do mundo, Barcelona e Real Madrid, que seria realizado no dia dia 26 de outubro, foi adiado para 18 de dezembro por conta da tensão politica entre a Catalunha e o governo central espanhol.

A ebulição que tomou conta das ruas de Barcelona, se deu depois que o Tribunal Supremo da Espanha impôs penas de 9 a 13 anos de prisão aos nove lideres separatistas, condenados por sedição por terem organizado e promovido o plebiscito separatista ocorrido em 2017 e considerado ilegal pelo governo espanhol.

Na realidade o ambiente não estava propício para um jogo de uma alta tensão pela rivalidades dos clubes, com suas sedes nas cidades envolvidas pelo conflito, obrigando a posição que a La Liga tomou ao adiar a partida por falta de segurança, desde que esse seria realizado no Camp Nou. 

De qualquer forma, a histórica disputa entre Catalunha e o governo de Madri volta a influenciar um jogo de futebol.

Quem perde com essa radicalização é o povo espanhol em seu contexto, e o seu futebol cujo clássico sempre serviu para apaziguar as insanidades.

O futebol sem duvida serve para isso.

NOTA 2- PELA SEGUNDA VEZ SEGUIDA A MÉDIA DE PÚBLICO DA SÉRIE A TERMINOU COM MENOS DE 20 MIL PAGANTES

* Pela segunda vez seguida a média de público da 26ª rodada da Série A, ficou longe dos 20 mil pagantes que era a referencia durante boa parte da competição.

Nos 10 jogos que foram realizados, o número total de pagantes foi de 181.230, com uma média de 18.124 torcedores por partida.

Quem salvou a debacle foi o jogo Fortaleza e Flamengo, com 49.101 pagantes.

O número de gols teve um crescimento, para 2,50 por partida, para um total de 25 gols. Mandantes e visitantes ficaram iguais nas vitórias, quatro para cada um, e com dois empates.

O Flamengo continuou na liderança com oito pontos de diferença para o segundo colocado, com 61 pontos.

A cada rodada o rubro-negro está vendo mais de perto o troféu de campeão, com 13 jogos seguidos sem uma derrota.

As chances para tal conquista subiram para 92,4%, seguido pelo Palmeiras com 5,2% e Santos com 3,2%.

No setor da Caetana quem teve uma boa melhora foi o Cruzeiro, que ficou com 49,4% de chances de ser rebaixado.

O Avaí, com 98,4% e Chapecoense com 97,7% estão praticamente degolados, e somente um milagre poderá salva-los.

O CSA tem 48,3% de ser rebaixado, o Ceará com 42,3%, Fortaleza com 29,8%, Fluminense com 16,8% e o Botafogo com 10,7% são os outros candidatos.

A luta da parte mais baixa será mais interessante do que está acontecendo na turma de cima.

NOTA 3- O FUTEBOL MINEIRO E OS NÚMEROS DA CRISE

* Na última quinta-feira foram cumpridos dois terços dos jogos da Série A, e para o futebol mineiro o foco é de fugir da Caetana.

O Cruzeiro tem uma campanha negativa durante toda a competição, enquanto o Galo a queda foi brusca no meio do campeonato. Tais fatos mostram de forma clara a razão da situação desses dois clubes.

Ao final da 13ª rodada, o time Celeste era o 18º colocado, mesma posição ocupada neste momento. O desempenho do Cruzeiro nesse segundo terço do torneio é ligeiramente superior àquele apresentado no início da competição.

A vitória contra o São Paulo na última quarta-feira, foi a terceira da equipe nos últimos treze jogos.

Enquanto isso o Atlético-MG nos dois primeiros terços do Brasileiro mostra o momento vivido pelo clube. Ao final da 13ª rodada o Galo já somava sete das suas noves vitórias, e estava na quarta colocação, no G4. O interessante é que esse tinha a mesma pontuação do Flamengo, que hoje lidera a competição.

No segundo terço, teve apenas duas vitórias, e a diferença para a zona da degola caiu de 14 para seis pontos.

Se ambos repetirem o desempenho dessa segunda perna nas últimas rodadas, terminarão o campeonato com os mesmos 41 pontos.

Certamente será uma briga contra o descenso. 

O futebol mineiro está em queda livre.

NOTA 4- A MODA AGORA É DE IMPUGNAR JOGOS

* O Fortaleza protocolou ontem junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva, um pedido para a impugnação da partida contra o time do Flamengo, acontecida na última quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro. O rubro-negro venceu por 2x1.

O clube cearense entende que foi prejudicado pela arbitragem no jogo. A diretoria do Leão alega que o lance que gerou o primeiro gol do Flamengo, não houve escanteio- após a cobrança, Rodrigo Caio cabeceou e foi marcado pênalti por conta de um toque de bola na mão do zagueiro Quintero. Gabigol cobrou a penalidade e empatou o confronto.

Se tal fato seja verídico trata-se de um erro de fato que está atrelado a interpretação do árbitro. A partida nem que a vaca tussa será anulada.

Por outro lado a presença de duas bolas no momento do segundo gol do rubro-negro da Gávea, o árbitro acertou em dar continuidade ao jogo, já que não houve prejuízos e essa foi chutada para fora no momento.

Se tivesse paralisado a partida estaria convalidando uma nova tática dos clubes para que possam evitar um ataque perigoso, a de jogar uma segunda bola no gramado.

Quem jogou a bola? Essa é a questão. Basta pesquisar nos vídeos que irão encontrar o responsável.

Óbvio que essa não foi lançada por nenhum jogador do Flamengo. 

São coisas do futebol antigo.

NOTA 5- A BANCA DO FLAMENGO

* Segundo o blog de Jorge Nicola, o Flamengo não anda nada feliz com as negociações com a Globo pelos direitos de transmissão do Campeonato Carioca, pedindo mais dinheiro que a emissora quer oferecer.

O rubro-negro gostaria de receber números parecidos com os dos clubes paulistas, mas é refutado com números de audiência e patrocínios que justificam ofertas menores.

O clube da Gávea considerou irrisória a primeira oferta da Globo.

Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco levaram da TV R$ 17,5 milhões cada um, enquanto os quatro times de São Paulo, receberam R$ 24 milhões de cotas de televisão.

O clube carioca se não for atendido no seu pleito ameaça de colocar no Carioca um time Sub-23.

O Flamengo está botando banca de forma justa, desde que tem hoje o melhor time do Brasil.

NOTA 6- O SOFRIMENTO DO VITÓRIA DA BAHIA

* O Vitória da Bahia a cada rodada se entrega à foice da Caetana.

Na noite de ontem jogando em casa sofreu uma derrota por 1x0 para o Londrina, time que também luta contra a degola.

O time baiano está na 16ª posição, e poderá assumir a vaga do Vila Nova que é o primeiro da zona do rebaixamento, caso esse tenha sucesso no seu jogo de hoje.

O Vitória é o retrato de péssimas gestões e de uma política interna autofágica.

No outro jogo, o Criciúma perdeu também como mandante por 1x0, jogando contra o CRB.

O time catarinense está se consolidando como um daqueles que irão ser abraçados pela Caetana. 

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- O MULTIPLICADOR DE PÃES

* Será Jorge Jesus  um milagreiro ao colocar os seus jogadores em jogos seguidos, sem poupar ninguém como acontece nos clubes que disputam mais de uma competição? 

Em sua entrevista no pós jogo contra o Fortaleza, ao responder uma pergunta sobre o tema afirmou: "Minha cultura não é essa de poupar. E os jogadores provam domingo a domingo. Descansar? Isso não existe. Vamos descansar nos dias que temos. Quinta, sexta, sábado. Domingo é para correr. Se tivermos jogadores com sinais de lesão é outra coisa".

Alguns jornalistas ao analisarem as declarações do técnico luso, a consideraram como uma tapa na cara de praticamente todos os treinadores brasileiros, que ficam chorando sob o leite derramado.

Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar, posto que alguns clubes não tem um apoio grandioso que o time da Gávea recebe em todos os setores, e com os seus equipamentos da maior modernidade.

Na verdade Jorge de Jesus não está dando tapa em ninguém, e sim mostrando um exemplo de que uma boa estrutura pode desafiar o calendário pornográfico que motiva a escala de times mistos.

Os treinadores de nossos clubes passam o ano chorando sob o leite derramado, e mesmo sem as condições apresentadas pelo Flamengo poderiam buscar alternativas para driblar a insanidade do Circo do Futebol Brasileiro com o seu indecente calendário.

A presença de Jorge Jesus no Brasil não é boa apenas para o time carioca, e sim para o futebol brasileiro quando está mostrando os novos conceitos que existem no futebol.

O técnico português dá uma nova lição a cada dia, com o mesmo time, sem equipes alternativas e jogando para ganhar, e não se fechando para buscar o empate.

Esse multiplica os pães.

NOTA 2- UMA TABELA GROTESCA NA SÉRIE B

* A Ponte Preta que ainda tem uma mínima chance de alcançar uma vaga no G4 da Série B, foi beneficiada pelos formuladores da tabela que poderá dar-lhe uma boa arancada na competição.

Nos próximos seis jogos da competição nacional, cinco acontecem na cidade de Campinas, o que é importante para evitar desgaste com logística e viagens.

Os dois primeiros jogos do clube são na condição de mandante, quando recebe o Bragantino (19) e Vitória (27) no Moisés Lucarelli. No primeiro uma partida difícil contra o líder da competição, e  no segundo uma muito mais fácil.

Posteriormente, o elenco dirigido por Gilson Kleina embarca com destino a cidade de Belo Horizonte, para jogar com o América-MG, quinto colocado em 2 de novembro. Outro jogo complicado.

Na volta para casa, a Ponte atua três vezes seguidas em Campinas: São Bento (5), Guarani (9) e Figueirense (12). O clássico contra o Bugre é no Brinco de Ouro, casa do rival.

A Macaca está na 10ª posição, com 40 pontos, seis de desvantagem em relação ao pelotão de cima, e para que o sonho se torne realidade teria que ganhar nesses seis jogos 15 pontos, um aproveitamento de 83,33%, que se comparado com o atual (46,6%), torna-se óbvio que isso não irá acontecer.

Imagine se a equipe de Campinas estivesse no bolo entres os seis com maiores pontuações, e receber um presente como esse, o que poderia acontecer?

Elaborar tabela é para profissionais competentes.

NOTA 3- MICHAEL FAZ A ALEGRIA PARA QUEM GOSTA DO BOM FUTEBOL

* O Flamengo sem duvida é o time que joga o futebol mais bonito do atual Brasileiro da Série A, e conta com jogadores do mais alto nível. Mas na verdade poucos jogadores neste campeonato oferecem tanta alegria a cada partida que joga, quanto Michael, do Goiás.

Há anos que não víamos um ponta com tanta habilidade em nossos gramados, que aproveita o seu nível técnico, com a velocidade nata que tem. Um avião voando baixo.

Sempre estamos assistindo os jogos do time goiano por conta da presença desse jogador que nos traz a alegria dos antigos jogos de futebol de nosso país.

Entre tantos lances maravilhosos, o jovem Michael adicionou mais uma pintura para marcar mais ainda o espetacular campeonato que faz pelos esmeraldinos.

Avançou sobre a defesa do Corinthians e acertou uma bomba de fora da área, deixando o goleiro Cássio observando mais uma de suas pinturas.

Não terminou a partida como desejava, sendo mais uma vez o melhor em campo, quando no final do segundo tempo acertou um carrinho e recebeu o cartão vermelho.

Irá desfalcar o time no próximo jogo, e ao mesmo tempo não iremos ter a alegria de assistirmos um jovem com um futuro muito grande no futebol mundial.

No final o Goiás foi garfado por conta de um pênalti Mandrake, marcado pelo árbitro e com o apoio do VAR. Mais uma vergonha para o apito amigo, e para os apitadores brasileiros.

NOTA 4- UMA AGULHA NO PALHEIRO

* A Série B em média tem 600 atletas nos gramados, atuando por 20 clubes. No dia de ontem ao conversamos com algumas pesoas que acompanham essa divisão, surgiu uma pergunta sobre aqueles que poderiam ser considerados como os melhores da competição.

Uma verdadeira busca da agulha que perdeu-se no palheiro, e com óbvias dificudades de ser encontrada. Em um universo de 600 profissionais e não acharmos alguém para destacar é sem duvida o retrato da mediocridade da competição.

Depois de muito tempo, por unanimidade apareceu o nome de dois atletas, Claudinho, do Bragantino e Guilherme, do Sport.

São diferenciados, e ambos poderiam jogar em clubes maiores, ao contrário da maioria que não foi votada. 

Gostariamos de ouvir a opinião de nossos visitantes.

NOTA 5-  SANTOS ISOLADO NA TERCEIRA COLOCAÇÃO

* A 26ª rodada da Série A foi encerrada ontem com tres jogos.

Na Vila Belmiro o Santos derrotou o Ceará por 2x1 de virada.

Jorge Sampaoli é sem duvida um excelente técnico mas gosta de inventar, ao misturar jogadores em posições diferentes e o alvinegro cearense aproveitou-se tomando conta da partida, abriu o placar, e teve chances de amplia-lo ainda no primeiro tempo.

A equipe santista foi para os vestiários sob vaias. Na segunda fase o treinador colocou cada jogador no seu devido lugar, e o jogo que tinha sido dominado pelo time adversário passou para o outro lado.

O Santos foi para o ataque e em dois lançamentos aéreos de Carlos Sanchez virou o marcador.

Um jogo que deveria ter sido fácil tornou-se complicado por conta das invenções do técnico.

Na Ressacada em Florianópolis, em um jogo de péssima qualidade, O Internacional sofreu mais uma vez para ganhar do Avaí que ficou com 10 jogadores desde os três minutos iniciais.

O primeiro tempo foi de 1x0, com um gol sob pressão, em um verdadeiro abafa. 

O Avaí limitado tecnicamente e ainda com o prejuízo da expulsão, pouco pôde fazer, mesmo atrás no placar.

Após o intervalo, houve uma inversão na postura das duas equipes, foi o Avaí que ficou mais com a bola, passando a pressionar, e criando boas chances para empatar.

Nos primeiros 15 minutos os catarinenses foram bem melhores e só não empataram por conta do goleiro Marcelo Lomba. A definição veio aos 39 minutos com o segundo gol Colorado, que subiu para a 6ª posição, enquanto o Avaí se abraçava com a Caetana.

No terceiro jogo da noite, o Fluminense recebeu no Maracanã a visita do Athlético-PR, e sofreu de virada uma derrota por 2x1. Foi um jogo bom de ser assistido, que deixou o tricolor a três pontos da zona da Caetana. O Furacão quebrou uma invencibilidade que o tricolor sustentava por cinco rodadas.

Pela Série B, na abertura da 30ª rodada, o Botafogo-SP recebeu a visita do Atletico-GO, com o placar de 0x0.

Mais um empate para o time goiano que poderá perder a 3ª posição na continuidade da rodada.

No outro jogo dessa divisão, o Cuiabá derrotou o Guarani por 2x1. 

Escrito por José Joaquim

Uma interessante pergunta nos foi formulada por um amigo e que vamos procurar responde-la.

Foi um questionamento simples. Como em nosso país todos são tratados por "ex" , menos os cartolas dos esportes e, em especial do futebol?

O filósofo Luiz Felipe Pondé tem afirmado que o mundo está ficando brega, e isso se enquadra nos "ex" que tomam conta do solo pátrio.

O "ex" quando é definido em qualquer tipo de mídia dá a impressão que é um desempregado na busca de um trabalho.

Por incrível que pareça, quando se fala de um participante de um pornográfico programa televisivo como BBB, retrata-o como "ex-BBB", como se isso fosse alguma coisa importante.

Temos tantos ex-presidentes, ex-governadores, ex-senadores, ex-deputados, ex-prefeitos, ex-vereadores, que formam um congresso político dos sempre "ex" . Temos até "ex corruptos".

Temos ex-mulher, ex-amante, "ex do ex", ex-médico, ex-dentista, ex-filósofo, "ex-atleta" e tantos outros que circulam no entorno da sociedade.

No futebol existe um verdadeiro fenômeno e muito interessante, desde que praticamente não existe um ex-torcedor de um clube. Na nossa crônica esportiva temos o ex-cronista, ex-repórter, mas não encontramos um ex-rubro-negro, um ex-tricolor e um ex-alvirrubro. Nesse esporte não comporta o "ex".

Tem um velho e chato chavão de que o torcedor troca de mulher, troca de emprego, mas não troca de clube. Por isso não existe "ex". Mas mesmo assim conhecemos alguns que viraram casaca. Só não vamos dar os seus nomes.

O que mais impressiona nesse meio esportivo são os cartolas. Esses nunca são "ex" . Começam na vida esportiva, afirmando que irão ajudar o seu clube ou entidade local.

Apaixonam-se pelo trabalho que realizam, e sempre afirmando que esse é um sacrifício não o deixam. Nos clubes começam numa diretoria, e depois chegam à presidência, e por conta da legislação, depois de dois mandatos terão que deixar o cargo, mas continuam em outro esperando os dois ou quatro anos para que possam voltar.

A vida do cartola é emocionante. Os seus nomes passam a frequentar as mídias e, de repente tornam-se celebridades. Uma viagenzinha aqui, uma outra ali, e vão vivendo uma vida emocionante.

Nas federações passavam até mais de trinta anos, mas a legislação mudou e ficaram limitados a dois mandatos. Mas quando chega o momento da entrega do cargo, para não virarem "ex" , colocam um filho, um irmão, a esposa, para substitui-lo, mas continuam com gabinetes, na mesma vida de então, como um bom cartola.

Por conta da não existência do "ex" nos esportes nos deparamos com os Havelanges, Nuzmans, Marins, Del Neros, e tantos outros que fizeram dos seus cargos um meio de vida. Apesar da corrupção esses ainda continuaram como ex-cartolas.

E assim vamos vivendo essa saga, e o esporte pela falta de "ex" caiu na mesmice, e faltou oxigênio das mudanças, e o resultado é esse que estamos vivenciando.

Descobrimos que existem dois segmentos que não querem ser "ex", os dos aposentados, pois depois disso a morte, e os cartolas que não querem perder as suas boquinhas. Pergunta respondida.

Gostaríamos de saber a opinião dos nossos visitantes.

Escrito por José Joaquim

POR PAULO CEZAR CAJU- O GLOBO

Sou do tempo em que o astrólogo Omar Cardoso fazia muito sucesso e, ainda hoje, as previsões de Zora Yonara podem ser ouvidas pelo rádio. Sou geminiano e o tigre me representa no horóscopo chinês. Tenho a personalidade forte, sou ácido em minhas críticas, mas nunca abandono a coerência.

Bem, toda essa introdução é para dizer que os retranqueiros estão vivendo o seu inferno astral, Kkkkk!!!! E tem muito jornalista revendo suas posições.

É fácil voltar atrás. Tite, Abelão, Mano, Felipão e Carille sempre foram os queridinhos de grande parte da imprensa. E não me venham agora dizer que é mentira. Os clubes que insistiram no erro estão pagando caro.

Trocar Felipão por Mano é como trocar seis por meia dúzia, assim como trocar Mano por Abelão. A mentalidade é exatamente a mesma, a de ter um administrador de egos no vestiário. Isso é velho. Jorge Jesus tratou é de administrar a ira da torcida e colocou o time para jogar ofensivamente. E olha que o Flamengo abusa das faltas, mas joga para frente e faz os gols necessários.

Ninguém suporta mais esses professores medrosos. Eles foram as referências das novas gerações. E quem surgiu de bom? Os meus preferidos desde o início do campeonato continuam remando contra a maré: Roger, Sampaoli, Tiago Nunes, Fernando Diniz e Luxemburgo. Vamos acompanhar agora o desempenho do Marcão.

O fato é que uma nuvenzinha estacionou na cabeça dos retranqueiros. Mesmo assim, li algumas matérias exaltando a evolução de Tite, Kkkkkk, peraí isso é piada, não? Dois empates melancólicos contra duas seleções que eu adoro, mas que pela postura de nosso treinador sabe-tudo era para terem sido goleadas.

Não houve nenhum progresso e muito menos renovação. E o discurso nas coletivas, vocês ouviram? Claro que não! Sabe por que não ouviram? Porque ninguém sabe quando a seleção joga e quando sabe não acorda para ver. Eu acordei, porque sempre adorei as seleções africanas, assim como as belgas e holandesas.

Os astros indicam que a única alternativa para os professores que fazem um golzinho e depois se acovardam atrás das barricadas é desapegarem-se dos velhos ideais para dar chance a novos resultados. É tempo de transformar! E quem diz isso não sou eu: está escrito nas estrelas. Kkkkk!!!!!

O universo exige menos curso da CBF e mais lambretas, como a do menino Talles Magno, e mais dribles, como os do ensaboado Michael, do Goiás.

Enfim, os astrólogos me confidenciaram que as posições do sol e da lua influenciarão diretamente na retomada do nosso futebol e que é chegada a hora da tão sonhada substituição ser anunciada nos altos-falantes do Maraca: a Suderj informa, saem os gladiadores e entram os bailarinos.