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Escrito por José Joaquim

O Santa Cruz virtualmente está rebaixado, muito embora matematicamente ainda tenha 3% de chances para fugir do carrasco da degola que faz plantão no Arruda por um bom tempo. Algo impossível de acontecer.

Nenhuma novidade. Sem grandes recursos, gestores amadores, o projeto da Série A não foi formulado, e o improviso reinou, inclusive na contratação de mais de uma dezena de jogadores, que pouco ou nada produziram. Pau que nasce torto, cresce torto. Esse ditado traduz a realidade do tricolor.

Um time com cara de Segunda Divisão certamente teria dificuldades na permanência na Série A. Mesmo uma criança de uma escola brasileira que não ensina nada, tinha a convicção que isso iria acontecer. Em diversos artigos mostramos que o elenco estava longe da realidade, embora bem esforçado, e que mudança de treinador em nada iria acrescentar, desde que o buraco era mais profundo.

Tivemos na manhã de ontem o jogo dos desesperados, e o menos ruim no caso o Figueirense, ganhou do mais ruim, o Santa Cruz. pelo placar de 3x0. O time catarinense festejou, mas em breve irá chorar desde que é um dos mais sérios candidatos ao rebaixamento, junto com o América-MG e o seu adversário de ontem.

A campanha do tricolor pernambucano é bem fraca. Os números mostram de forma clara a razão porque esse clube se encontra no fundo do poço, e sem uma corda para salva-lo.

Em 27 jogos somou apenas 23 pontos, menos de um por jogo. Tem a defesa mais vazada com 44 gols, completou 16 derrotas, faltando apenas três para a sua despedida da competição, posto que nenhum clube com esse número conseguiu escapar, conforme as estatísticas.

Para que se tenha uma ideia exata da realidade do Santa Cruz, a sua campanha no returno é inferior ao do lanterna América-MG. Dos 24 pontos disputados o time mineiro conquistou 8, enquanto o pernambucano somou 5. Tais números mostram de forma cristalina uma curva descendente já firmada e irreversível.  

Há anos que falamos em planejamento no futebol, que independe de recursos, e temos um exemplo na própria competição que é do Chapecoense, que consegue fazer um Campeonato digno por conta de sua organização.

Mesmo com poucos recursos um clube pode fazer uma boa campanha de manutenção, mas no caso dos nossos, esses passam o ano todo improvisando e contratando, como isso fosse as suas salvações. O cartola pernambucano tem uma paixão pelo aeroporto.

Existe um velho ditado grego de que ¨Uma andorinha só não faz verão¨, e no caso do Santa Cruz ficou escrito que ¨Um Keno só não faz verão¨.

Lamentável

Escrito por José Joaquim

Faltando apenas um jogo para o encerramento da 27ª rodada do Brasileiro da Série B, entre Paysandu vs Bragantino, que não influencia na luta pelo acesso, a situação permaneceu estável com seis clubes disputando duas vagas restantes, desde que Vasco da Gama e Atlético-GO estão bem próximos de conseguir as suas.

Um fato que deveria ser analisado está relacionado ao número mágico para alcançar o pódio. No encerramento do Turno a pontuação do 4º colocado, Atlético-GO sinalizava para 64 pontos. Com oito rodadas realizadas no returno, essa caiu para 60 pontos, com uma ressalva de que os critérios técnicos deverão ser utilizados para o desempate.

No estudo das chances de cada candidato, um fator bem importante é o seu crescimento na segunda fase, que mostra uma tendência firmada e que irá influenciar no resultado final.

Ouvimos ontem uma pergunta sobre o Náutico, se esse poderia chegar ao G4 no final da competição. Como resposta afirmamos que seria difícil, mas hoje não impossível, inclusive após analisarmos os seus confrontos, verificamos que esse necessita aumentar o seu aproveitamento nos 11 jogos restantes.

Avaí, Atlético-GO, Bahia, Londrina e Criciúma foram os times que mais evoluíram na segunda fase. O Náutico terminou o turno na 6ª colocação, com 49,12% de aproveitamento, e caiu para a 11ª nos 8 jogos do returno, com um aproveitamento de 45%. Necessita conquistar 22 pontos para chegar aos 61, que representa um aproveitamento de 63%. Tal pontuação hoje é mais segura.

Para que se proceda um efeito comparação, o Avaí está com um aproveitamento nessa segunda fase de 79%, o Bahia, de 62%, Londrina e Criciúma, de 58%.  O Brasil de Pelotas apresenta uma queda, com 44%, quando no turno teve 52%.

Podemos considerar o Ceará e CRB fora dessa disputa. O time cearense é o pior na classificação do returno, com 5 pontos e sem uma única vitória, enquanto o alagoano está na 18ª colocação, com 6 pontos, e apenas uma vitória. É uma curva que vem se mantendo descendente.

Com relação as chances de cada um, considerando-se todas as variantes, o Vasco conta com 96%, Atlético-GO (89%), Avaí (55%), Londrina (40%), Bahia (38%), Náutico (26%), Brasil de Pelotas (24%), Criciúma (22%). Esses são os corredores dos últimos 400 metros (33 pontos), que faltam para o final da competição.

Os números colocam o Londrina no acesso, mas achamos que o Bahia estará no bolo maior quando do encerramento do Campeonato. 

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- UMA NOITE SEM OS GRITOS DE BURRO

* Sport e Santos fizeram um bom jogo. O Rubro-Negro com um ótimo primeiro tempo abriu o placar no seu início, e perdeu várias chances para amplia-lo.

Na segunda fase foi a vez do time santista dominar a partida, quando perdeu várias oportunidades, com o goleiro Magrão fazendo defesas importantes.

O apito amigo de Elmo Resende de Freitas deu uma ajudinha ao time da Ilha do Retiro, deixando de marcar uma mão na bola escandalosa do zagueiro Ronaldo.

De qualquer maneira no geral tivemos um bom futebol, em especial na primeira etapa, bem movimentada e como muitas finalizações.

O torcedor do Sport abandonou o time, e um pouco mais de 7 mil testemunhas assistiram a partida, que foi muito boa para ser presenciada.

No encerramento do jogo, não ouvimos nenhum grito de burro. Já tem torcedor afirmando que Oswaldo Oliveira é o melhor técnico do Brasil. Na próxima derrota, os gritos voltarão a aparecer.

São coisas do nosso futebol.

NOTA 2- A EMBOLADA NA SÉRIE B

* O Clube Náutico conseguiu a sua terceira vitória como visitante ao derrotar o Paraná por 2x1.

Apesar disso, o time alvirrubro só subiu uma escala na tabela de classificação, do 11º para o 10º lugar, agora com 39 pontos, três a menos do que o Londrina, o 4º colocado.

O primeiro tempo do jogo foi da equipe pernambucana, que teve boas chances de ampliação do placar. Já no segundo, uma recaída, com o time paranaense diminuindo o placar, e mesmo com 10 jogadores chegou bem perto do empate. As presenças de Givanildo Oliveira no comando e de Marco Antonio no meio de campo, deram outro cara ao time. 

O problema do Náutico é a obrigação de ganhar seus jogos, e torcer para que seis times que estão à sua frente percam os seus.

Nessa rodada os clubes que estão lutando pelo acesso não sofreram derrotas. O Atlético-GO que está numa situação privilégiada perdeu para o Vasco na disputa pela liderança, mas esse já está com 90% de chances para garantir a sua presença na Série A de 2017.

Avai, Londrina e Criciúma venceram os seus jogos. Bahia, CRB e Brasil de Pelotas empataram, deixando a competição cada vez mais alucinada.

São quatro clubes com 40 pontos, fato esse que ainda não tínhamos visto na era dos pontos corridos. Cada rodada é um verdadeiro mata-mata, e pelo andar da carruagem isso vai permanecer até o final.

HAJA CORAÇÃO.

NOTA 3- UMA UNANIMIDADE NO FUTEBOL DO BRASIL

* Só existe uma unanimidade no futebol brasileiro, a sua arbitragem que tem sido protagonista dos jogos realizados nas diversas competições com muitos erros que estão influenciando em vários resultados.

Os debates nos pós-jogos não estão relacionados aos gols, aos públicos e sobretudo a atuação dos atletas. Nada disso acontece. O tema está relacionado aos apitos, e em especial aqueles amigos, que prejudicaram alguns dos clubes envolvidos.

Cartolas, técnicos, jogadores e torcedores atiram no mesmo alvo, a arbitragem. Muitos desses protestos são contundentes, e envolvem os apitadores, como a direção do Circo Brasileiro do Futebol (CBF). O STJD resolveu agir punindo os que reclamam, e na maioria dos casos não processam os responsáveis.

O mais estranho é que a entidade que dirige o futebol brasileiro não toma providências. Não sabemos os segredos que Sergio Correia dirigente do setor no Circo, conhece envolvendo os seus cartolas, tornando-se intocável. ¨Imexível¨, como disse o ex-ministro de Collor, Antonio Magri.

Brincam com fogo nas escalas. O modelo de sorteio ajuda os piores em detrimento dos melhores. Escalam árbitros de forma estranha, muitas vezes sem experiência, com aconteceu com Caio Augusto Vieira, do Rio Grande do Norte, um noviço no sistema, atuando em um jogo bem importante, Palmeiras vs Coritiba. Não se saiu mal, mas na dúvida a decisão sempre foi para o alviverde.

Os clubes não suportam mais se sentir prejudicados, mas por covardia não pressionam por mudanças.

A arbitragem brasileira é mais um produto do pobre futebol que estamos assistindo.

NOTA 4- 12% DOS GOLS DO BRASILEIRÃO FORAM MARCADOS POR ESTRANGEIROS

*Um fato bem interessante e que passou despercebido pela imprensa esportiva, foi detectado pelo site Radar-On-Line, da Revista Veja: 12% dos gols do Brasileirão até a 26ª rodada, foram marcados por atletas estrangeiros, ou seja 76 dos 650 no total.

Àbila e Arrascaeta (Cruzeiro)  e Cazares (Atlético-MG) com 6, Chávez e Cueva (São Paulo) com 5 cada, e Mina (Palmeiras) com 3, estão entre os principais. No primeiro jogo da 27ª rodada, mais um gol do Palmeirense Mina.

NOTA 5- MAIS TAPETÃO NA SÉRIE C

* O futebol termina com o apito do árbitro, mas em alguns momentos continuam com o jogo no tapetão. Na Série C, o Remo entrou com uma denúncia contra o Botafogo-PB pela inclusão do atleta Sapé, que segundo o clube paraense estava irregular em 10 jogos em que participou.

Na última sexta-feira mais uma novidade. A bola da vez foi o Tombense, que deu entrada no STJD numa notícia de infração contra o Juventude-RS, sob a alegação que o clube teria utilizado o lateral Carlinhos de forma irregular.

O clube mineiro alega que o atleta conseguiu uma liminar da Justiça do Trabalho, que autorizou a sua saída do Taubaté-SP, e que essa teria sido cassada, tirando assim a sua condição de jogo, e por conta disso esse não poderia atuar pelo Juventude.

Na realidade, como por muitos anos lidamos com registros de jogadores, quando acontece um fato como esse, a CBF é avisada pela Justiça para as devidas providências.

Existe algo estranho nesse problema.

Escrito por José Joaquim

O Sport Recife enfrentou na noite de ontem o Santos, no horário destinado ao pay-per-view, cuja audiência é reduzida, e com pouca visibilidade. Até para os seus torcedores, o sábado às 18h30 dificulta em muito a ida ao estádio.

O domingo que é o dia do futebol, terá uma tarde livre, para os jogos do Corinthians ou Flamengo, que fazem parte do sistema massacrante implantado pelo Circo em conjunto com a Rede Globo de Televisão que é a dona do espetáculo.

A cada dia que se passa ficamos na certeza de que o nosso futebol é igual a um ser que perde as suas forças, e sabe que não tem mais futuro. Aos poucos estamos vivendo um período de que ¨nada acontece¨ e ¨tudo está como dantes¨.

Por conta das necessidades os clubes baixaram a cabeça para as determinações dos poderosos, quando esses reservaram o mercado do domingo para o Sudeste Brasileiro, provocando um processo de inanição para nossa região, que há cada dia se acentua mais.

Deixamos de ser alguém, para ser o nada.

Há pouco vimos o Juventude-RS conquistar a sua passagem para as quartas de final da Copa do Brasil, rompendo o sistema implantado que não desejava um clube menor nessa fase que estava programada para os ¨grandes¨. Nos lembramos das pífias participações dos representantes de nosso estado.

Não temos o menor sentimento das nossas necessidades, e a Segunda Divisão é o maior retrato do que será o futuro. Times sem a menor qualidade, estádios precários e o mais importante, sem demanda de torcedores. Qual o futuro?

Os quadros diretivos não são renovadas, os clubes já não recebem os sócios em suas dependências, e por conta disso não conseguem formar novas lideranças. O maior exemplo está no Sport, quando Milton Bivar poderá participar do processo eleitoral do clube. Nada contra o ex-presidente, mas sem dúvidas é algo que mostra de forma bem clara que não existe nada de novo no reino rubro-negro. O tempo passa e as caras são as mesmas.

O futebol não é discutido. Infelizmente o novo jornalismo é o da internet, não pensa, como os antigos profissionais que foram substituídos pelas empresas de comunicação para economizar gastos, e isso reflete no debate, que tornou-se inócuo.

Para a Federação local tanto faz, tanto fez, recebendo os seus 8% nos jogos realizados está tudo bem, enquanto o futebol agoniza e sem dúvidas caminha para o futuro SEM LENÇO, SEM DOCUMENTO.

Lamentável.

Escrito por José Joaquim

Na última quinta-feira assistimos dois jogos pela Copa do Brasil que nos deram a demonstração de que o futebol brasileiro afundou definitivamente, e não mostra sinais de recuperação. O mais grave é que vivemos um presente sem futuro. As ciências adquiriram certa capacidade de previsão, e, cada uma em sua área, tem bastante informação para antecipar, e pelo que vislumbramos teremos muitos anos para uma recuperação geral, inclusive a moral.

Os modelos esportivos da Europa são bons indicadores para os brasileiros, mas na verdade esse Continente tem uma economia forte, um alto PIB, e sobretudo um bom processo civilizatório, pontos esses que o Brasil está bem distante. A educação em países como a Espanha, Inglaterra e Alemanha, que dominam o futebol mundial é de alto nível, enquanto a nossa é precária, e com poucas condições de uma boa formação.

O futebol brasileiro é o reflexo do país, que cresceu economicamente, e desceu a ladeira em seus conceitos. Fomos o país da Bossa Nova, uma revolução na música em todo o mundo. Hoje temos Wesley Safadão como referência musical.

Fomos o país de Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa. Nos contentamos hoje com Paulo Coelho. Qualquer um é escritor, lança um livro mequetrefe e termina na Academia.

Fomos o país de Carlos Lacerda, Getúlio Vargas, Oswaldo Aranha, Daniel Krieger, Adauto Lúcio Cardoso, Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, Miguel Arraes e tantos outros, e hoje nos contentamos com Renan Calheiros, Romero Jucá, Fátima Bezerra, Lula e outros, que mostram bem claro a queda do nível de nossa política.

Somos um país em que os filhos recebem com a permissão dos pais, programas da pior qualidade, novelas e seriados que levam a promiscuidade, ensinam a roubar e ganhar a vida com o jeitinho brasileiro. Somos um país acostumado a driblar as consequências, e não saber planejar o futuro. Tudo isso depende de uma única palavra: EDUCAÇÃO. Enquanto não tivermos prontos para preparar um Novo Brasil, tudo que passamos hoje irá continuar, com as referências para o nosso futuro.

Trazer bons conceitos da Europa, em especial para o futebol é importante, mas torna-se impossível, desde que vivemos em uma sociedade em que o homem de bem é execrado, e os corruptos são aplaudidos por suas espertezas. Aqui criam-se dificuldades para a venda de facilidades.

Somos o país do Mensalão, do Petrolão e de tantas operações que foram ou estão sendo realizadas, de corruptos e corruptores, com políticos sem credibilidade. Somente a educação com uma grande reforma, e que irá mudar a sua cara, com outro modelo civilizatório, sem falcatruas, e uma vida melhor para o seu povo.

Esse processo já começou com a Lava-Jato com o apoio das pessoas sérias da nação. Se não mudarmos, Del Nero irá continuar Del Nero, as Federações serão sempre Federações, os clubes serão sempre os clubes, e o Brasil será sempre esse Brasil de hoje.

Vamos mudar.