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Escrito por José Joaquim

Há muito que o encontro entre o Sport vs Santa Cruz deixou de ser o Clássico das Multidões. Os dois últimos jogos pela Sul-Americana Tupiniquim tiveram um pouco mais de 11 mil torcedores, o que representa na realidade o momento que atravessa o futebol de Pernambuco.
O jogo de hoje está mais para um abraço de afogados, que poderão morrer juntos, por conta de suas performances no atual Brasileirão, desde que uma vitória para qualquer lado poderá servir de empurrão para o buraco do inferno. 
O clube da Ilha do Retiro tem uma folha salarial quase três vezes maior do que o seu adversário, custando em torno de R$ 4 milhões, mas dispendeu tais recursos em contratações equivocadas, inclusive em mudanças de técnicos, e nos gramados pouco produziu.
O clube do Arruda insistiu na manutenção de um grupo da Série B para disputar a A. Mudou também de treinador, contratou em demasia profissionais que nada contribuíram para a sua evolução. Deu no que deu, e os torcedores o abandonou.
Na realidade nada acontece por acaso. Ambos são produtos de gestões sem uma visão estratégica, sem um planejamento adequado para uma competição longa e com viagens exaustivas, e o reflexo está na tabela de classificação. O Sport em 16º, beirando o rebaixamento, e o Santa Cruz com um camarote cativo nesse local da degola, ocupando a 18ª colocação.
O futebol profissional não é para amadores ou torcedores das arquibancadas, que não tem a visão necessária para o administrarem. Por mais esfôrço e dedicação nada acontece, desde que os caminhos traçados são sempre tortuosos.
Os dois times entram em campo hoje trazendo uma estatística bem negativa. O Sport nos  69 pontos disputados conquistou 27, com um aproveitamento no limite de 39%. Foram 7 vitórias, 6 empates e 10 derrotas. Marcou 31 gols, e sofreu 36, com um saldo negativo de -5.
Por outro lado o Santa Cruz que no início da competição chegou a liderança da tabela, entrou na sua realidade e já dorme há muito tempo na zona da degola na espera do carrasco com a sua foice. Nos seus 69 pontos conquistou apenas 20, com um aproveitamento de apenas 29%. Conta com apenas 5 vitórias, 5 empates e 13 derrotas. Marcou 24 gols e sofreu 33, com um saldo negativo de -9.
Nas últimas seis rodadas, com 18 pontos em disputa, o clube da Ilha do Retiro somou 5 pontos. Se analisarmos os últimos 9 pontos disputados, esse conquistou apenas 1 ponto, demonstrando um viés de queda em seu gráfico estatístico.
A equipe do Arruda teve uma participação mais trágica com relação a sua pontuação. Nos 18 pontos disputados somou 2, e nos últimos 9 pontos, somente 1 ponto foi para a sua tabela de classificação. Uma vitória não irá tira-lo da zona em que se encontra, mas poderá incrementar o sonho de fuga, que é bem difícil de acontecer, desde que carrega consigo 92% de chances de voltar para a Série B, enquanto uma vitória do rubro-negro poderá ser o oxigênio necessário para a corrida contra o carrasco.
Um empate será o ¨ABRAÇO DE AFOGADOS¨, quando ambos poderão ir para o inferno. No ex-Clássico das Multidões, os torcedores no lugar dos seus gritos de apoio, estarão rezado para Santa Rita de Cassia e Santo Expedito, que adotaram os desesperados.
Lamentável o quadro atual de nosso futebol.

 

Escrito por José Joaquim

O futebol de Pernambuco definha, e a Federação local com toda a sua pirotecnia vai buscar o ISO 9001, um Certificado de Qualidade. Que mundo é esse que estamos vivenciando? Será que essa gente que comanda o futebol não atenta para o que acontece em seu entorno, e os resultados dos seus filiados nas competições? Que qualidade é essa?
Para que se tenha uma ideia exata do terrível futuro que está destinado ao nosso futebol, basta conversar com um dirigente de um time da Segunda Divisão que está disputando o estadual da categoria, e ficará sabendo da dura realidade que está enfrentando.
Sem exceção, nenhum desses competidores tem condições de atuar numa Primeira Divisão, desde que não contemplam uma estrutura mínima requerida pelo sistema. São verdadeiros clubes de bairros, que jogavam aos domingos em nossas cidades.
Os estádios, se é que possamos chama-los com esse nome, são verdadeiros locais de peladas. Clubes sem torcedores, com dificuldades financeiras, sem a menor estrutura profissional, refletindo muito bem a realidade que existe no setor. Os campos ficam vazios, mostrando que os torcedores querem algo mais do que o apresentado.
Futebol é coisa séria e tem que ser tratado como tal.
Os times que disputam uma Segunda Divisão estão lutando por um acesso e nenhum tem condições para tal. O que estamos assistindo nesse campeonato é a consagração do modelo do futebol local, que faleceu há muito tempo, e somente a Federação ainda não percebeu, ao insistir em algo que não atende mais as necessidades do futebol local e nacional.
Se houvesse um projeto nacional para o futebol brasileiro, os clubes que estão disputando essa competição, estariam engajados numa divisão municipal, que seria a base de todo um processo desportivo, inclusive na formação de jogadores. A segunda etapa para os melhores seria uma divisão regional, e assim por diante.
Federação de futebol é coisa do passado que continua lutando para sobreviver. No mundo globalizado essa não tem o menor sentido. Hoje funciona apenas como cartório, fato esse que deveria ser substituído pelo Circo Brasileiro de Futebol, que com pessoas sérias no seu comando, poderia mudar o panorama do futebol nacional, mesmo sem o ISO 9001.
SEM SENTIDO.
Escrito por José Joaquim

A 23ª rodada do Brasileirão teve de ¨Tudo um Pouco¨. Oito clubes mandantes venceram seus jogos, um empatou, no caso do Santa Cruz e uma única vitória dos visitantes, que na verdade não pode ser contabilizada de forma real, desde que o Cruzeiro derrotou o América-MG no Independência, em Belo Horizonte, que muitas vezes já foi a casa do time Celeste.
Os componentes do G4 sairam vitoriosos dos seus encontros, a distância do 4º colocado, o Corinthians, para o 5º, Santos, aumentou para 4 pontos, e independente dos resultados da rodada que começa hoje, esse grupo não sofrerá alterações, a não ser nas colocações entre os disputantes.
Figueirense e Internacional estavam na zona do rebaixamento, e sairam vitoriosos em seus jogos, escapando do carrasco da degola de forma provisória.
O Palmeiras salvou o público, com os seus 39.944 pagantes, seguido do Internacional com 29.986, que resultou numa média de 16.154 torcedores por jogo. O número de gols foi razoável, com 27 marcados, 2,7 por partida.
Um fato estranho aconteceu no jogo entre Internacional vs Santos, com a expulsão aos 45 minutos do primeiro tempo de Lucas Lima quando o jogo estava empatado. Era o jogador mais importante da equipe peixeira, que não suportou a pressão dos colorados na segunda fase e saiu derrotado pelo placar de 2x1. Rodrigo Raposo, o árbitro tem que dar explicações por sua atitude, que maculou a partida deixando dúvidas a quem o estava assistindo, inclusive nós.
Aliás sobre o tema, a contratação de Marcos Aurélio Cunha tão festejada como fosse um astro da bola pelo São Paulo, tem que ser olhada de viés pelos outros clubes disputantes, desde que o cartola era diretor do Circo e ligado a Marco Polo Del Nero, que tem o nome de viajante mas não viaja por conta do FBI. No desespero, e pelo que conhecemos do nosso futebol o vale tudo poderá imperar.
A rodada foi péssima para os clubes que estavam colocados entre a 5ª  e 8ª colocações, Grêmio, Ponte Preta, Atlético-PR e Fluminense, que foram derrotados e tiveram um afastamento maior do G4.
Os clubes de Pernambuco tropeçaram. O Santa Cruz dando continuidade a sua tragédia empatou em casa com a Chapecoense, em um jogo que teve de tudo um pouco, enquanto o Sport foi goleado pelo Corinthians por 3x0, aproximando-se da zona de degola de forma assustadora, e hoje contando com 30% de chances para ser rebaixado.
Para que se tenha uma ideia da campanha dos representantes do nosso estado, nos últimos 18 pontos disputados, o rubro-negro conquistou 6 e o tricolor 3. Nas três últimas rodadas, com 9 pontos em disputa, ambos ganharam apenas 1 ponto. São números de times que querem ser rebaixados.
O futebol do ¨Tudo um Pouco¨ deixou um legado bem interessante. O G4 aumentando a distância para os demais competidores, a permanência do Palmeiras na liderança, mostrando a sua solidez, o crescimento do Flamengo, que nos últimos 18 pontos disputados conquistou 13, um a menos do que o Palmeiras, e tornou-se um sério candidato ao título, e o equilíbrio na luta contra o rebaixamento, quando a diferença do 11º (Chapecoense), para o 17º (Figueirense), é de apenas 4 pontos. Essa batalha contra o carrasco da degola será o grande mote do final do Brasileirão, já que o título só tem dois pretendentes, e no rebaixamento são oito clubes disputando as duas vagas disponíveis, já que Santa Cruz e América-MG estão praticamente esperando a última pá de terra em seus caixões.
Hoje começa tudo de novo, com mais sofrimento para os torcedores do Sport e Santa Cruz, que poderão se juntar em um abraço de afogados.

 

Escrito por José Joaquim

O estado de Pernambuco foi muito bem na pontuação do IDEB, que representa o Índice do Desenvolvimento Escolar, ficando em primeiro lugar entre as 27 unidades da Federação, e um dos dois que alcançaram a pontuação projetada.
Vinte e cinco estados, incluindo o Distrito Federal foram reprovados, especialmente em matemática e português, que para nós não é nenhuma novidade em um país que foi dirigido em 13 anos por apedeutas, que pouco fizeram pela educação, desde que povo sem cultura são cordeirinhos de estimação e a garantia na permanência do poder. O Nordeste é o maior exemplo.
O futebol de Pernambuco se distanciou do estado, e no ano de 2016 está sendo reprovado por conta dos procedimentos de seus clubes, nas campanhas realizadas. Aqueles que disputam ou disputaram o Brasileiro em suas diversas Séries estagnaram, e tornaram-se estáticos, como um corpo sem movimento, que foram estudados na Lei de Newton.
Central, América e Serra Talhada foram hibernar bem cedo na Série D. Um fracasso total. O Salgueiro ainda está lutando na C contra o rebaixamento. O Náutico não sai do lugar na Série B, enquanto o Santa Cruz tem mais de 90% de chances para ser degolado, e o Sport fazendo de tudo para acompanha-lo nesse calvário na maior divisão.
O modus operandi é o mesmo. Planejamento estratégico é uma palavra pornográfica e proibida nos estatutos dos clubes. Dirigente amadores, alguns apaixonados, que utilizam a paixão no lugar da razão. Não conhecem a matemática, e por conta disso não tem condições de procederem na formatação de bons projetos.
Por outro lado a Federação local também foi reprovada no IDEB, e em especial no ENEM. Nada faz, nada cria e nada transforma. Paralisou no tempo e no espaço, com um presidente fingindo que dirige e os clubes fingindo que isso acontece.
Os torcedores abandonaram os estádios, e o nosso futebol paga pela insensatez da permanência por um longo tempo do programa Todos com a Nota, que o tornou parasitário e acomodado com referência as bilheterias. O público é tão repetitivo que todos já conhecem os seus nomes. Parece um encontro em um restaurante.
O jornalismo esportivo também acomodou-se ao sistema de estagnação, e não usa a sua força para a mudança do sistema.
O mais grave é assistirmos outros estados em evolução, como o Rio de Janeiro que há algum tempo não colocava um clube na disputa pelo título e mesmo no G4, assim como quebrando um ritual de anos seguidos com um dos seus representantes sendo rebaixado.
Quando observamos o vizinho estado de Alagoas constatamos uma evolução no futebol. O CSA subiu para a Série C, o ASA tem chances matemáticas para voltar a B, e o CRB vem permanecendo no G4 do acesso para a Primeira Divisão por um longo tempo. Tem mostrado resistência.
O que mais nos preocupa é que a estagnação existe, está à frente de todos e nada se faz para dar um basta nesse modelo, ou mesmo na estática que tomou conta do nosso futebol, dando um empurrão na bola, para que essa possa entrar em movimento.
Estamos perdendo a esperança, pois não vemos no entorno futebolístico pessoas que possam mudar o sistema, e pelo andar da carruagem tudo indica que iremos continuar sendo reprovados em todos os exames que forem realizados no país.
É uma vergonha.
Escrito por José Joaquim

O Santa Cruz já foi marcado pelos Deuses do Futebol que não aceitaram os erros cometidos na falta de planejamento, e estão fazendo de tudo para leva-lo de volta à Série B de 2017.
Botafogo, Coritiba e Figueirense são clubes que lutam contra o rebaixamento, e estão recebendo o apoio dos Deuses. O clube carioca vem de uma série de bons resultados e fugiu da degola com uma diferença de seis pontos para o 17ª colocado. O time paranaense e catarinense respiraram um pouco, mas as suas lutas continuam, desde que duas vagas estão abertas para recebê-los. Cruzeiro e Internacional também foram bem sucedidos em seus jogos pela 23ª rodada. 
O tricolor pernambucano e o América de MG não conseguem resultados positivos há muitas rodadas, sendo que o primeiro completou 8 jogos sem vitórias, e hoje conta com um percentual de 91% para ser degolado pelo carrasco da foice, enquanto o mineiro as chances são de 99,9%.
Quem assistiu o jogo do Santa Cruz vs Chapecoense observou de forma clara que os chamados Deuses estão revoltados no Olimpo do Futebol. O primeiro tempo foi fraco, saindo de campo derrotado. Na segunda fase uma melhora, com o gol de empate e o da virada. Tudo parecia que depois de sete partidas surgiria uma vitória, mas as coincidências aconteceram. Uma expulsão após o empate, uma reação com o segundo gol, mas o seu destino já estava traçado, quando no final do jogo um pênalti favorável ao adversário definiu o marcador. As mãos dos Deuses impediram o seu gol da vitória nos últimos segundos. 
Uma gestão falha, sem projeto, contratando jogadores na reta final da competição, foi reprovada pelos que dirigem o esporte da chuteira de suas alturas, que resolveram impedir qualquer reação, pelo contrário extrapolaram ajudando os concorrentes que lutam contra os mesmos problemas. O Santa Cruz não pode enfrentar os desígnios dos Deuses que já o marcaram para o rebaixamento.
Quando esses querem premiar o bom trabalho o fazem. Temos dois bons exemplos nessa última rodada, com o Atlético-MG e Flamengo. Embora os seus adversários Vitória e Ponte Preta respectivamente tenham realizado um bom jogo, nos minutos finais as suas vitórias foram decretadas, quando as suas torcidas já estavam certas dos empates. 
Contra a força maior não existe escapatória, e pelo que estamos sentindo mesmo com a vontade de fugir do carrasco, o Santa Cruz não irá escapar da ira emanada pelos Deuses, desde que luta contra o impossível, quando em 15 jogos, necessita de 8 vitória e 2 empates. Algo que será bem difícil de acontecer.
Por outro lado, o Sport que se cuide, o 3x0 que levou do Corinthians é um recado vindo do alto.
SÃO COISAS DOS DEUSES DO FUTEBOL