Entre dez brasileiros, oito estão focados na Premier League e na final da Liga dos Campeões.
Na realidade a Europa, em particular a Inglaterra abriram um abismo tão profundo com relação ao futebol brasileiro, que nenhuma ponte poderá uni-los.
Ontem em uma conversa entre amigos, o assunto estava ligado aos jogos do Manchester City e Tottenham na Premier League que irão decidir o título dessa competição, e como não poderia deixar de acontecer as partidas das semifinais da Liga dos Campeões.
O futebol brasileiro que já foi melhor do mundo por um bom tempo, tornou-se hoje um produto de fraca qualidade, e quando assistimos a maioria dos seus jogos ficamos estressados por não acharmos algo de positivo.
Por isso colocamos as nossas esperanças em Sampaoli e Fernando Diniz que estão tentando modifica-lo, mas estão sendo perseguidos pelas mídias que não aceitam a modernidade.
As táticas são defasadas, chutões, bolas aéreas, cabeças sangrando, arbitragens grotescas e até o famoso VAR está sendo desmoralizado. É a foto do atual momento que atravessamos.
Enquanto em tais competições existe uma fartura de craques, no Brasil são procurados como uma agulha no palheiro.
Só a bola é parecida, por ser redonda.
A organização do futebol inglês é perfeita, onde impera a seriedade, e por conta disso os recursos chegam com intensidade. Os valores pagos pelos direitos de transmissão são os maiores do mundo, e as suas distribuições são equitativas.
Para que se tenha uma ideia, dos vinte clubes da Liga, apenas seis são comandadas inteiramente por britânicos- o Crystal Palace tem britânicos e americanos no comando. Dos finalistas europeus, só o Tottenham não tem donos estrangeiros. Os Americanos controlam Arsenal e Liverpool, e russos, o Chelsea.
Quem tem a coragem de investir em um futebol como o nosso que tem uma entidade com três ex-presidentes afastados do esporte por conta de corrupção?
Como acreditar em um esporte em que o Palmeiras não fechou com a Globo e o torcedor fica sem ver o seu time pela TV, como acontecerá hoje em Belo Horizonte, envolvendo o Galo Mineiro e o alviverde de São Paulo.
Não existe união, o sistema é de cada um por si, como nas peladas.
O futebol brasileiro encontra-se em fase terminal, e aquele pais que era do futebol ficou no passado. Hoje faz parte apenas da história.