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Escrito por José Joaquim

Quem acompanha o nosso blog teve a oportunidade de ler diversos artigos sobre a estagnação do público do futebol brasileiro. 

Os estádios (contando-se com as novas arenas) em 2017, tiveram uma ocupação de 39% de suas capacidades, ficando com 61% de ociosidade, o que demonstra de forma cristalina que existe algo de errado na formatação desse esporte, e que os nossos anestesiados não conseguem ou não desejam enxergar.

Não vamos proceder com comparações com o futebol da Inglaterra (90% dos assentos ocupados), e da Alemanha, com um pouco mais em seus percentuais, desde que os nossos dirigentes não conseguem analisar as razões para as lotações dos estádios desses países, e  pelo menos tentar aplicar algo parecido nos eventos brasileiros.

Desde o início do Campeonato Brasileiro no ano de 1971, só tivemos quatro médias acima de 20 mil, 20.360 nesse primeiro ano (1971), 20.792, no ano de  1980, 22.953, em 1983 e, 20.872, em 1987 (Copa União).

Trinta anos após esse evento (1987), o nosso futebol não conseguiu chegar a tal patamar, mesmo com novos estádios e com as melhoras nos antigos.

No período da era dos pontos corridos, à partir de 2003, a oscilação ficou entre os 10 mil a, no máximo 17 mil torcedores. 

O que acontece no futebol brasileiro?

A população aumentou, o poder aquisitivo melhorou, e os estádios com 61% de ociosidade.

Existem alguns fatores que poderão explicar o problema, e entre esses a falta de credibilidade do seu comando, que está mais para as páginas policiais do que esportivas, e o discutido calendário, que trabalha com quantidade de jogos sem uma visão da qualidade do produto futebol.

O Brasileirão que é sem nenhuma duvida o seu maior evento, mas sofre uma concorrência interna com a sobreposição de competições.

Mistura-se Libertadores, Copa do Brasil, Sul-Americana e no final os clubes tem que optar por uma dessas, abrindo mão dos seus titulares e colocando reservas, ou times mistos em alguns jogos.

Certamente isso se reflete na presença de público.

Por outro lado  sabemos muito bem que o torcedor não deixou de gostar do futebol, mas a violência urbana, hoje muito ligada ao esporte, foi incrementada, e esse pensa por duas vezes se deve ir a um estádio acompanhar o seu clube.

A selvageria que foi mostrada ao mundo, no jogo entre Flamengo e Independiente é sem dúvida uma amostra do perigo que ronda o futebol. Mesmo com as novas arenas, os torcedores continuam sendo tratados como gado de corte, pronto para ir para o abate.

Os próprios órgãos de segurança os tratam como marginais, com uma repressão exorbitante, com cavalos, cassetetes, cachorros, além das bombas de efeito moral. Misturam no mesmo saco, os bandidos e os bons torcedores.

Falta um bom transporte publico para a ida ao jogo, um melhor atendimento nas dependências dos estádios, para que possa sensibilizar os seguidores.

A desorganização das diversas competições, aliada aos diversos problemas com a segurança, motivam a escolha das poltronas, deixando de lado os assentos dos estádios.

Esse esporte tem demanda, mas falta-lhe o principal, a competência na formatação das competições, inclusive da seriedade, para que sejam evitadas as desistências de alguns clubes como aconteceu na temporada que acabou de encerrar.

O futebol brasileiro precisa o quanto antes se reciclar, para que o futuro possa ter uma participação pelo menos próxima aos eventos dos países desenvolvidos.

Para que isso possa acontecer, certamente haverá uma necessidade de uma operação Lava Bola, que é fundamental para que possamos voltar a ter um esporte da chuteira com melhor qualidade. 

A realidade de hoje é que o torcedor vive acuado, preferindo outras opções de entretenimento, ou então, as poltronas de suas casas, ou de bares e restaurantes.

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- ¨VEM PRA JOVEM, VEM ROUBAR¨ 

* Falta a Everton Felipe, jogador do Sport Recife um orientação mais adequada para que sua carreira não seja prejudicada no futuro.

Esse utiliza algumas vezes as redes sociais de forma errada e com provocações dirigidas aos clubes rivais.  

O mais grave aconteceu com esse profissional no último domingo (17), quando participou de forma efusiva da comemoração dos 22 anos da Torcida Jovem que está banida dos estádios pernambucanos.

O hino dessa facção que foi cantado na festa, tem uma estrofe que mostra a sua periculosidade: ¨VEM PRA JOVEM, VEM ROUBAR¨.

Everton tirou fotos com os membros da organização, ouviu os seus cânticos, não sabemos se cantou o hino que chama para o roubo, mas de qualquer forma jamais poderia estar no local, sobretudo por conta da atitude do ex-presidente do Sport, João Martorelli, que proibiu o ingresso desses torcedores no estádio da Ilha do Retiro.

Os clubes brasileiros não acompanham devidamente os seus atletas jovens, e muitas vezes esses se empolgam com o sucesso, e acham-se acima de lei de da ordem.

Um conselho ao atleta  que não custa nada.

Quanto menos se expor, melhor para sua carreira, desde que a sua foto com pessoas que são proibidas no clube foi muito constrangedor para toda a sociedade esportiva do estado, e em especial dos rubro-negros.

NOTA 2- O REAL E A DISTÂNCIA ENTRE NÓS

* O jornalista Hiltor Mombach do jornal Correio do Povo de Porto Alegre, publicou uma parte de um trabalho realizado pelo BBA-Itaú, ¨Análise Econômico-Finaceiro dos Clubes Brasileiros de Futebol-2017, sob a liderança de Cesar Grafietti, que analisou a distância do Real Madrid para os nossos clubes, fato esse que estamos discutindo há alguns dias com os nossos visitantes.

Trecho:

¨Fizemos o seguinte exercício: considerando a relação Receita/PIB dos clubes europeus e aplicando-se ao PIB brasileiro de 2016 (R$ 6,26 trilhões), qual seria a receita que o clube brasileiro teria no ano?

Qual o crescimento em relação à receita do Palmeiras, maior do país em 2016?

Veja que para atingir 10ª relação Receita/PIB, que pertenceu ao Galatasaray, de 0,0195%, a maior receita do Brasil deveria ser de R$ 999 milhões, ou 2,1 vezes maior que a auferida pelo Palmeiras em 2016.

Isso é bastante difícil, e esta dificuldade ajuda a explicar o porquê da distância entre o futebol europeu e o brasileiro.

Por mais esforços aplicados no aumento das receitas dos clubes brasileiros, um crescimento dessa magnitude leva tanto tempo para ocorrer que o torna improvável, ao menos a curto e médio prazos¨.

Mais: No Brasil, a venda de atletas é um componente importante, mas diferentemente dos europeus que trabalham com receitas mais estáveis, os brasileiros ficam à mercê da demanda dos coirmãos do Velho Mundo.

Enquanto o Barcelona e o Real Madrid faturaram R$ 2,4 bilhões na última temporada, o Palmeiras ficou com R$ 476 milhões.

São detalhes importantes para que se possa entender a realidade do abismo que separa os dois Continentes no mundo futebolístico.

NOTA 3- O BONDE DA HISTÓRIA SÓ PASSA UMA VEZ

* O bonde da história irá passar à frente dos clubes da Série A e B do Nacional, e isso só irá acontecer uma única vez.

Marco Polo Del Nero não voltará mais para o cargo de presidente do Circo, e disso temos convicção.

A suspensão foi um tiro de misericórdia no cartola.

Aliás esse nos últimos dias andava muito angustiado nos corredores do Circo, tudo por conta da entrevista do presidente da FIFA, Gianni Infantino, quando do sorteio dos grupos da Copa do Mundo, que nas entrelinhas mandou um recado ao brasileiro.

Em seu pronunciamento o dirigente do órgão máximo do futebol mundial sem citar nomes, deixou claro que não engole figuras como Del Nero, ao dizer: ¨No passado, houve algo especial, no sentido negativo, um ecossistema que atingiu eventos de futebol. É importante colocar uma linha de limpeza para separar o passado, do presente e do futuro¨.

Esse foi o mote dado aos clubes que deveriam procurar o promotor Rodrigo Terra, do Rio de Janeiro, para que a sua liminar anulando as mudanças do Estatuto do Circo, que alterou a pontuação para o seu colégio eleitoral aumentando o poder das Federações seja acelerada.

Se não apanharem o bonde da história, irá aparecer um ¨Caboclo¨ da vida para assumir o poder.

Que os dirigentes deixem de lado o medo, ou mesmo a covardia e partam para o confronto, antes que seja tarde.

NOTA 4- ONDE ESTÁ O TRABALHO DE FORMAÇÃO?

* O Náutico promete quebrar o seu próprio recorde na contratação de jogadores.

No ano passado foram 38, e em pleno mês de dezembro já foram realizadas 18 contratações, que até o final da semana poderá chegar a 20.

Por outro lado, o Santa Cruz marcha por esse mesmo caminho, e certamente irá rivalizar com o alvirrubro na briga para sabermos quem contratará mais. Já contratou o primeiro de uma possível leva.

São fatos como esses que mostram a causa de estarem na Terceira Divisão Nacional, desde que não tem um trabalho sério de formação, e a cada ano tem que compor as suas equipes com atletas de fora, muitos desses sem a menor qualidade.

Há anos que batemos numa mesma tecla,  de que o futebol de Pernambuco só foi bem quando tinha as suas bases, depois disso quando essas foram abandonadas aconteceu a debacle, e o que vem se apresentando para o futuro é sem duvida uma morte anunciada.

É uma verdadeira insanidade.

NOTA 5- PERNAMBUCO NA SÉRIE A NACIONAL

* De 1971 a 2017, quatro clubes de Pernambuco jogaram o Brasileirão.

O Sport participou por 35 vezes nos 46 anos de competição.

Foram 466 jogos, com uma média de público de 16.220 torcedores por jogo.

O Santa Cruz nesse período teve 23 participações com 267 jogos.

A média do público foi de 14.281.

O Náutico, com 27 campeonatos, 328 jogos.

A média do público foi de 11.086. 

Enfim o Central com 2 participações, e 16 jogos. 

A média do seu público foi de 9.912 pagantes.

NOTA 6- OS DEUSES DO FUTEBOL E GUARDIOLA

* Os Deuses do Futebol protegem Pep Guardiola.

Na noite de ontem tal fato foi confirmado com a classificação do Manchester City para as semifinais da Copa da Liga Inglesa, ao derrotar na cobrança de pênaltis, o time do Leicester, após o 1x1 no tempo normal e na prorrogação.

O Manchester apostou em jogadores jovens, alguns que sequer jogaram nessa temporada, misturando-os com alguns que não são efetivos, mas sempre atuam no time titular, como Gabriel de Jesus.

Foi um ótimo jogo, com momentos diversos para cada lado, com a equipe de Guardiola sendo prejudicada pelo pênalti marcado pela arbitragem nos acréscimos do segundo tempo, que na verdade não existiu, e que foi o responsável pelo empate.

Pelo andar da carruagem o City com o apoio dos Deuses do Futebol deverá conquistar todas as taças que serão disputadas na temporada inglesa, desde que até os reservas estão obtendo bons resultados. 

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- TECNICAMENTE FALIDO

* Os números que foram apresentados pelo Santa Cruz através do seu vice-presidente administrativo e financeiro, demonstraram a realidade do clube que se fosse uma empresa estaria tecnicamente falida.

O passivo representa 10 vezes mais que as receitas previstas.

São débitos impagáveis.

Não sabemos quais as rubricas que estão alocados tais valores, ou seja, a que representa o Longo Prazo e o Curto Prazo. 

R$ 115 milhões à pagar assusta, quando a receita em 2017, na Série B foi de apenas R$ 15 milhões, e obvio que será reduzida na próxima temporada com a perda de R$ 6 milhões dos direitos de transmissão.

Só um milagre poderá salvar o Santa Cruz, desde que a realidade é totalmente negativa.

Passou de todos os limites financeiros.

Gastou muito mais do que a sua capacidade de pagamento. 

Contar com patrocinadores e da ajuda de torcedores é irreal.

É um modelo que não traz resultados positivos.

O tricolor do Arruda chegou ao fundo do poço, e a sua nova diretoria terá que tirar leite de pedra.

O clube deveria implantar uma diretoria de gestão da divida, para que pudesse tentar uma composição com os credores, inclusive os processos que correm na Justiça do Trabalho.

No tocante aos débitos fiscais, poderia haver uma recomposição, inclusive com o retorno ao Profut, que seria um grande alivio.

Se tiver uma receita de R$ 15 milhões por ano, pelo menos R$ 7,5 milhões deveria ser para a quitação dos débitos, e aí é que entra a mágica dos dirigentes, de como irá sobreviver a uma Série C que dá prejuízo, e cumprir com os compromissos assumidos.

Na realidade o Santa Cruz é a cara de um clube que há anos vinha mostrando sérios problemas, que eram empurrados pela barriga.

Trata-se de um momento em que o binômio receita x despesas será o ponto principal para a vida do clube.

O mais grave é que o tricolor não tem nenhum talento da base para negociação, que reduziria a agonia que está presente no Arruda.

Na realidade a vida a ser vívida pelo Santa Cruz em 2018, é a de transformar os tostões em milhões.

Dirigir um clube em tal situação é sinônimo de noites sem dormir, e de um estresse massacrante.

NOTA 2- A ECONOMIA E A LEI BOSMAN MUDARAM O RUMO DO FUTEBOL

* Ao conversarmos no dia de ontem com o jornalista Claudemir Gomes, comentarista da Rádio Clube, quando esse analisando uma nossa postagem sobre a virada gigantesca da Europa com relação ao nosso Continente, nos lembrou que no período de 1960 a 1995, as seleções do Brasil (na época ainda era do país, hoje é do Circo), e da Argentina ganharam cinco Copas do Mundo (1962-BR, 1970-BR, 1978- ARG, 1986-ARG e 1994-BR), e as da Europa quatro (1966-ING, 1974-AL, 1982-IT, e 1990-AL).

De 1995 a 2014, as europeias conquistaram 4 Copas (1998, 2006, 2010 e 2014), e a Sul-América apenas uma, com o Circo em 2002.

Na realidade essa inversão de conquistas teve dois motivos:

O primeiro foi a recuperação da economia do Velho Continente que tinha ficado abalada por conta da Guerra Mundial, e com a queda do comunismo tomou outras proporções que veio consolidar-se com a implantação da Comunidade Europeia.

Foi o grande salto.

O segundo motivo foi por conta  da Lei  Bosman de 1996, que tornou-se a responsável pelo domínio absoluto do Velho Continente, quando aproveitou o crescimento do setor econômico com a abertura para a contratação de atletas estrangeiros sem limite.

Até 1995 os clubes europeus só poderiam ter quatro estrangeiros.

Após a Lei isso ficou ilimitado.

Jean-Marc Bosman foi o protagonista das mudanças. 

O mercado sul-americano começou a ser explorado, levando todos os talentos que despontavam.

Nada irá mudar, e a cada dia que se passa o abismo se aprofunda, e sem nenhuma perspectiva para que possa acontecer uma reversão.

Só resta uma coisa para o nosso Continente, o de chorar sobre o leite derramado.

NOTA 3- VAIADO NO BRASIL E CRAQUE NA EUROPA

* Casemiro é um exemplo de uma volta por cima.

Hoje titular do Real Madrid, é peça fundamental no elenco, e também titular da seleção do Circo do Futebol Brasileiro, jogando bem.

Voltamos o relógio do tempo quando presenciamos algumas vezes no Morumbi esse jogador ser massacrado.

Quando era publicado pelo som e no painel do estádio a relação do time do São Paulo, as vaias eram estrondosas.

Em um jogo que estávamos presentes, a perseguição era tão grande que o treinador teve que substitui-lo.

Foi emprestado ao Real, e contratado em definitivo em 2013 por 6 milhões de euros, preço de banana.

Foi jogar no time B do clube merengue.

Na temporada de 2015/2016 foi emprestado ao Porto de Portugal onde saiu-se muito bem, voltando para o clube espanhol.

Com a presença de Zidane como técnico ganhou a titularidade, tornou-se uma peça imprescindível para a forma que o time joga.

Na verdade enquanto a torcida do São Paulo o massacrava, os observadores  do time madrilenho detectavam que  tinha qualidade e acertaram em cheio.

Valorizou-se e tornou-se um bom jogador.

São coisas da vida e do futebol.

NOTA 4- ENGOLIDOS PELA COBRA QUE CRIARAM

* O Flamengo é um exemplo do criador de cobras que termina sendo engolido pelas criaturas.

A selvageria que aconteceu no jogo pela final da Sul-Americana, e que foi mostrada pela Globo no domingo, obrigou a diretoria do time da Gávea a tomar uma posição sobre o assunto.

A cobra criada era  muito bem alimentada pelos dirigentes do rubro-negro, de maneira tal que tinham direito ao programa sócio torcedor, além de outras inúmeras benesses.

Na última segunda-feira a diretoria do clube em uma Nota Oficial, comunicou que estava encerrando esse plano coorporativo.

Além disso o Flamengo afirmou que não jogaria mais no Maracanã por falta de garantias, e que poderia sair do Rio de Janeiro e atuar em outras praças.

Vamos a realidade dos fatos.

Estão fechando as portas depois de serem assaltados.

Essas torcidas organizadas serviam como uma tropa de choque dos cartolas. Sempre foram seus eleitores. Frequentavam o CT do clube, faziam reuniões com jogadores para cobranças, e tudo sobre o olhar bondoso dos dirigentes. 

Agora no desespero por conta da possibilidade de ser punido pela Conmebol, a diretoria vem com uma pirotecnia festiva com relação ao tema.

São tantas as cobras  que foram criadas, que tornou-se impossível de combate-las.

Nada disso teria acontecido se houvesse a biometria nos campos de jogos, e as vendas dos ingressos pela internet exclusivamente, com todos numerados, como manda o Estatuto do Torcedor.

A cartolagem gosta da anarquia.

NOTA 5- MARIN NAS MÃOS DOS JURADOS

* O julgamento de Jose Maria Marin chegou na sua fase final, com a participação dos jurados que estarão discutindo se esse é inocente ou culpado, a fim de chegarem a um veredicto. 

Caso o brasileiro seja condenado, o fato irá repercutir na situação de Del Nero perante a FIFA, desde que  seu Conselho de Ética irá ter uma documentação farta para bani-lo do futebol.

Os analistas norte-americanos cravaram que o júri irá considerar a culpabilidade de Marin, e que a sua pena será alta, no mínimo de 25 anos.

Agora é só esperar, desde que as decisões dos jurados demandam um certo tempo.

NOTA 6- PREÇOS MÉDIOS DOS INGRESSOS

* Algo que não tínhamos detectado com relação ao Brasileirão, e que nos chamou a atenção pois tínhamos uma visão diferente no tocante aos preços médios dos ingressos dessa competição no período de 2012 a 2017.

Após o funcionamento das arenas houve um crescimento nos valores nos anos de 2014, 2015 e 2016, e com uma queda em 2017, que teve o menor preço desde o ano de 2013.

As médias foram as seguinte:

2012- R$ 24,05,

2013- R$ 30,90,

2014- R$ 34,79,

2015- R$ 37,03,

2016- R$ 35,41 e,

2017- R$ 34,41

A queda grande que aconteceu na temporada que acabou de ser encerrada, ficou por conta das promoções com preços baixos.

Escrito por José Joaquim

Como o nosso futebol está em queda livre, o futebol americano está fincando as suas raízes no país, e a sua  Liga foi a que mais evoluiu em 2017.

Alguns jogos já estão sendo transmitidos pela televisão, e há pouco tivemos o primeiro encontro de seleções, entre Brasil e Argentina, com a vitória acachapante do time brasileiro por 38 a 0.

Nos Estados Unidos é o esporte com mais torcedores, e a sua Liga é a mais importante do mundo, batendo inclusive a NBA, a MLS, MLB e NHL, que são também expressivas.

O futebol americano tem 11 jogadores em campo como no soccer, os resultados são elásticos, e por isso tornou-se o esporte preferido dos norte-americanos.

Estivemos assistindo diversos jogos da NFL, e conseguimos ter uma ideia de suas regras, e em especial na pontuação.

O mais importante é o Touchdown que vale 6 pontos. O Field Goal, vale 3, Conversão de 2 pontos: 2 pontos, Safety- 2 pontos e Extra Point, 1 ponto.

A Liga é um bom exemplo de profissionalismo nos esportes.

Os times são franquias como acontece no Basquetebol, no Baseboll e no Soccer. Tem donos, e o objetivo maior é o de dar resultados.

A Liga é administrada por profissionais.

Um fato bem interessante é que essa não tem tribunal, um jogador se errar é punido de forma sumária, de acordo com o que a entidade achar conveniente. 

A NFL preserva a sua imagem, e qualquer deslize de um atleta fora do gramado, esse será punido.

Para que um time fique mais competitivo, o último colocado (não tem rebaixamento), tem o direito de escolher no Draft o  primeiro atleta ranqueado, entre aqueles que vem da Universidade, que é o celeiro das franquias. 

O melhor de tudo, é que todos os recursos, inclusive os direitos de transmissão, são divididos de forma igualitária.

Um modelo socialista dentro do maior país capitalista do planeta.

A NFL tem o maior contrato de TV entre todos os esportes do mundo, no total de US$ 7 bilhões, maior número de telespectadores, a maior média de público.

O seu marketing vende muito bem o produto.

Na verdade tais fatos não são de sua propriedade exclusiva, desde que as demais também apresentam os mesmos detalhes no contexto geral, sendo que essa é aquela que tem a maior participação dos torcedores, e por isso a mais rica.

O modelo esportivo americano é sem nenhuma duvida um exemplo para o mundo, e não apenas no futebol americano, como em todas as suas Ligas.

Não tem torcidas organizadas profissionais.

Os torcedores apoiam os seus times de forma civilizada, ao contrário do que acontece no Brasil. 

Enquanto isso, aquele que era chamado antigamente do país do futebol, está afundando cada vez mais, por conta do seu modelo de gestão, e sobretudo pelo sistema apodrecido e corrupto que impera. 

Aproveitando-se desse momento, o futebol americano vem captando seguidores numa curva ascendente. 

Escrito por José Joaquim

O futebol brasileiro está terminando esse ano no aterro sanitário, na Quarta Divisão Mundial, como um lixo que foi descartável, por conta de tantos fatos desabonadores que incrementaram a sua identidade negativa perante o mundo.

O último ato foi a suspensão de Marco Polo Del Nero pela FIFA.

Na verdade nada acontece por acaso, visto que um comando frágil, sob suspeição de corrupção, sem credibilidade, encaminhou o futebol para tal destino, sendo renegado até pelos urubus que habitam o local.

O esporte é algo bem sério, que movimenta bilhões durante o ano, e não pode ser tratado como fosse um caminhão de madeira, que serve de brinquedo para crianças.

O Circo do Futebol Brasileiro (CBF) que comanda esse segmento, há muito tempo tem as suas estruturas fissuradas, com os seus dois últimos dirigentes e o atual sob suspeição de corrupção, um preso, e dois procurados pelo FBI.

Nos clubes que são os donos do futebol que deveriam mandar no setor, os seus dirigentes são subservientes ao poder, e omissos com relação as denuncias envolvendo a entidade maior.

Há anos que o Circo tem um projeto, a sua seleção, cujos contratos serviram para recebimento de propinas. É uma vaca leiteira, com uma teta gigantesca, que alimenta a voracidade dos seus dirigentes.

A falta de credibilidade da cartolagem levou o nosso futebol a quarta divisão, e que produziu a falência de um Brasileirão com uma média de publico grotesca, e que não sai do lugar, assim como da violência, cujo último exemplo vimos na partida final da Copa Sul-Americana, entre Flamengo e Independiente que tornou-se numa selvageria que ganhou um largo espaço nos meios de comunicação do mundo.

O futebol é irmão gêmeo da politica brasileira, apodreceu e necessita de mudanças radicais.

Na verdade, a entidade maior desse esporte transformou-se em um balcão de negócios, de um toma lá, dá cá, despudorado. Não existe uma reação.

Os torcedores são omissos e inertes perante o momento, e quando reagem é através da violência que é levada pelas suas organizadas patrocinadas pela cartolagem, mas que nada tem com o tema. 

Pouco se importam com o que está acontecendo. 

Não existe a consciência da necessidade de um planejamento global para o futebol brasileiro, a criação de uma Liga profissional, dirigida por profissionais sérios e competentes, com uma análise geral de todos os clubes, para serem avaliados se devem ou não continuar no processo.

O sistema de hibernação  não pode e não deve continuar por conta de uma sazonalidade indecente, quando a maioria dos clubes só joga por três meses durante a temporada.

Uma melhor distribuição de receitas é fundamental, e a implantação de um fundo destinados aos clubes de menor porte é algo que tem que ser pensado.

O Fair Play financeiro é fundamental para que aconteça uma maior estabilidade nas competições.

Todos esses detalhes só poderão prosperar com a varredura geral em todas as entidades que fazem o futebol no país.

O ano de 2017 termina de forma melancólica, negativa, com nada a se comemorar, e sim lamentar pela Quarta Divisão Mundial que hoje estamos ocupando.

Os anestesiados terão que acordar, posto que se continuarem no sono dos injustos, e com os atuais procedimentos, os anos vindouros serão piores do que 2017, e com uma maior gravidade a de termos uma imprensa alheia a todos esses problemas que afligem o esporte da chuteira no Brasil, e que não colaboram para a sua mudança.