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Escrito por José Joaquim

Nas mesmas praças, nos mesmos jardins, os campeonatos estaduais estão iniciando ou já iniciaram no país.

Trata-se da repetição da decadência de um evento que despertava emoções nos tempos antigos que a globalização enterrou, e que só sobrevivem por conta da ausência de inteligência dos que fazem o futebol no Brasil.

Existe um velho ditado português que pode ser aplicado à essas competições: ¨A lua e o amor quando não crescem diminuem¨

Realmente os estaduais foram reduzindo e a sua demanda encolhida, perderam o amor dos seus consumidores. 

Em Pernambuco na noite de hoje o ponta pé inicial será dado com três jogos e a rodada só termina na sexta-feira, ou seja algo que mostra a falta de visão dos que fazem uma tabela, posto que menos de 48 horas alguns clubes estarão atuando pela segunda rodada.

O mais grotesco é que nessa abertura não haverá nenhum clube jogando na capital, com o Sport  em Arcoverde enfrentando o Flamengo local.

Iremos continuar vivendo uma grande mentira que é absorvida pelos veículos de mídias, logicamente pelos seus interesses financeiros na venda de um produto em extinção, e que é bem modificado por uma maquiagem enganadora.

Reservar dezoito datas para uma competição falida, que leva do nada para o nada e cujo campeão é esquecido em dois meses, é uma perda de tempo, principalmente por que essas deveriam ser ocupadas por um torneio regional com duas divisões.

No encerramento desse evento, diversos clubes irão hibernar por sete meses, e o desmanche será total. Esses poderiam disputar uma divisão nacional durante toda a temporada que poderia dar-lhe uma nova dimensão no contexto global do futebol.

Alguns estados já os iniciaram, entre esses o Rio de Janeiro e Ceará.

Para que se tenha uma ideia exata da realidade, no seletivo carioca a média de público em 15 jogos foi de 514 testemunhas, enquanto na terra de Iracema, sem jogos do Fortaleza e Ceará a média foi de 602 pagantes (6 partidas).

Nada mais para caracterizar que alguma coisa deve estar errada, e necessita de uma mudança.

As competições nacionais assim como as continentais reduziram os estaduais, desde que o foco passou totalmente para essas, que são realizadas em paralelo.

Além disso, o acesso mais amplo para os jogos dos Campeonatos Europeus escancaram um choque de realidade, o pay-per-view, a pobreza técnica da quase total maioria dos clubes do interior, estádios sem condições, a overdose de jogos, saturando o torcedor, com torneios sobrepostos, levaram os estaduais a falência.

Aliás isso já estava escrito há muito tempo nas tábuas de Moisés.

A maioria desses jogos não tem interesse, e que, no final não servem de parâmetro para outras competições, pois os clubes acreditam que estão em boa situação e quando encaram adversários com um pouco mais de potencialidade se arrebentam.

Torna-se necessário o repensar desse esporte, com o cotejo entre os erros e os acertos, e no debate que seja resolvido o problema mais sério que é o da continuidade dessa competição que foi consumida pelo tempo.

Os nossos ¨Napoleões Retintos¨ do Bloco do Sanatório Geral, ainda não tiveram a percepção que as datas da temporada brasileira é a mais extensa do mundo, e mal aproveitada na sua distribuição. As 18 datas consumidas pelos estaduais são jogadas fora, e poderiam ser mais bem aproveitadas.

Na realidade o futebol brasileiro necessita de pessoas sérias que pensem nele como um excelente produto, e não como uma grade de televisão, e em segundo lugar, que seja analisado o modelo das ligas dos países europeus.

As disputas regionais existem e seguem dentro da normalidade, mas com divisões inferiores. Os clubes são perenes e não sazonais.

Na Inglaterra, elas começam a partir da sexta-divisão, na Alemanha, desde a quarta.

No Brasil poderia ser criada uma nova Série, a E, que iria abrigar a regionalização de clubes que tivessem as condições necessárias.

São detalhes que deveriam ser bem estudados, não pelo Bloco dos ¨Napoleões Retintos¨, e sim por aqueles que tem uma visão mais global do futebol, de que esse não existe apenas para grandes clubes e sim para todos.

O nosso calendário é uma aberração monstruosa, e que potencializa uma competição de que faleceu há um bom tempo. 

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- TUDO DENTRO DO FIGURINO

* A Copa do Nordeste começou como estava programada.

Estádios ociosos, com o Amigão em Campina Grande sem a menor condição de abrigar uma partida oficial de futebol, mostrando o descaso de quem o comanda no Brasil, que não deve ter feito uma vistoria correta e permitiu a realização de uma partida oficial.

Os jogos foram bem insosos o que já era esperado, desde que a fraca qualidade de algumas equipes, aliada a uma reduzida e fictícia pré-temporada só poderia ter uma resultante e essa foi a que nós vimos.

Os resultados foram os previsíveis.

O CRB visitando a equipe do Treze em Campina Grande,  no campo de pelada, venceu por 2x1.

Por mais esforço que os dois times fizessem, a buraqueira não dava a menor condição de um melhor jogo.

Venceu o time de uma Série Nacional acima do adversário.

Na cidade de Ceará Mirim-RN, com o estádio vazio, mas com um bom gramado, o Globo foi derrotado pelo Vitória da Bahia por 2x1.

Ganhou aquele que tinha a obrigação de fazê-lo.

Na Arena Batistão, em Aracaju, o Confiança recebeu o Santa Cruz, e o empate fez justiça pelo que os times apresentaram.

Jogaram pouco, muito esforço, um peladão oficial.

Na verdade não se poderia exigir mais do tricolor, que estava com jogadores recém contratados, e sem o devido entrosamento.

O 1x1 foi o resultado do encontro de dois times da Série C.

No estádio Cornélio de Barros, em Salgueiro, também com pouco público, ganhou quem tinha que ganhar, quando o Ceará derrotou o Salgueiro por 2x0.

Nada a comemorar ou reclamar, pois é isso que nós temos no futebol Nordestino.

A TV Jornal transmitiu o jogo do Santa Cruz, mas a nossa operadora Sky não permitiu, pois somos ligados diretamente ao Sudeste do país, e lá estava o chato Ratinho, e depois um filme mequetrefe.

Assistimos a partida pelo Esporte Interativo, que está fazendo um esforço para transformar um gato em lebre.

Hoje o Náutico faz a sua estreia, contra o Altos-PI, e dá inicio em sua maratona de três jogos em cinco dias.

Para o diretor de competição da Federação local, quando perguntado em um programa de TV, sobre os intervalos dos jogos, deu uma resposta grotesca, quando afirmou que o alvirrubro colocasse dois times nesse período.

Quem já não tem um, imagine o segundo.

Nós merecemos o que temos. Por isso que o futebol de Pernambuco está morto e enterrado.

Acorde Sindicato dos Atletas na defesa dos seus associados, e não da entidade. 

NOTA 2- VINTE ANOS ATRÁS

* Aqueles que poderão proceder com as devidas comparações são os nossos visitantes, desde que a nossa opinião poderia sugestiona-los, embora sempre a externamos nos artigos com relação a evolução do Brasil.

No ano de 1987, os 10 melhores Artistas Musicais foram:

1º- Roberto Carlos,

2º- Djavan,

3º- Marisa Monte,

4º- Caetano Veloso,

5º- Legião Urbana,

6º-Gal Costa,

7º- Gilberto Gil,

8º- Marina Lima,

9º- Renato Teixeira e Almir Sater e,

10º- Zé Ramalho.

Vintes anos após em 2017, a relação foi a seguinte:

1º- Pablo Vitar,

2º- Luan Santana,

3º- Anita,

4º- Marilia Mendonça,

5º- Ludmila,

6º- Nego do Borel,

7º- Simone e Simaria,

8º- Maraia e Maraisa,

9º- MC Kevinho e,

10º- Thiaguinho.

No futebol a Revista Placar elegeu os onze melhores jogadores de 1987.

A lista foi a seguinte:

Taffarel (Inter), Luiz Carlos Winck (Inter), Aloisio (Inter), Luizinho (Atlético-MG), Mazinho (Vasco), Norberto (Inter), Milton (Coritiba), Zico (Flamengo), Renato Gaúcho (Flamengo), Renato (Atlético-MG) e, Berg (Botafogo). Renato Gaúcho foi o Bola de Ouro,

Em 2017 a Revista em conjunto com a Espn premiou o seguinte time:

Vanderlei (Santos), Fagner (Corin), Geromel (Gre), Balbuena (Corin), Thiago Carleto (Cor), Hernanes (S.P), Michel (Gre), Thiago Neves (Cruz), Dudu (Pal), Luan (Gre) e Jô (Corin). Bola de Ouro- Jô.

São escolhas bem diferentes no espaço de vinte anos.

Gostaríamos de saber se éramos felizes ou infelizes e não sabíamos.

NOTA 3- DIREITO DE ARENA PARA OS TREINADORES

* Os técnicos do futebol brasileiro fizeram um lobby legal junto aos deputados federais, para que tivessem um percentual descontado das cotas que são pagas pelas televisões para as transmissões dos jogos, como pagamento pelos seus direitos de arena.

Os atletas já recebem  o percentual de 5% sobre o valor pago aos seus clubes de acordo com a Lei 9.615/98 e suas alterações, e a arbitragem conseguiu aprovar um projeto na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, dando-lhes uma parcela de 1,5% pelo direito de arena. 

A proposta tramita em caráter conclusivo, e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania.

Na realidade o pleito é justo, já que os técnicos fazem parte do jogo e tem a sua imagem explorada pelas mídias.

Por outro lado deveriam ter colocado também uma parcela para uma outra classe que é ativa nos eventos futebolísticos, os árbitros, que em 90 minutos de jogo são figuras por demais vistas.

NOTA 4- SEM CUSTOS

* Já repetimos por várias vezes que o futebol brasileiro é surreal.

Todos os dias encontramos alguma coisa fora da linha.

O Palmeiras é um dos clubes que nos oferecem mais fatos estranhos e que só nesse acontecem.

Um dos casos mais interessantes, foi o pagamento ao intermediário do seu ex-jogador Valdivia, ganho na Justiça do Trabalho.

Na verdade o agente  da transação foi o próprio atleta através da sua empresa Jorge Luiz Valdivia Toro-ME, que cobrou uma alta comissão para o seu retorno ao time alviverde de São Paulo.

É um caso de empresário/jogador.

Um fato como esse nem Freud poderia explicar.

Um outro que irá entrar para a história do clube está relacionada a contratação de Gustavo Scarpa, que ganhou na Justiça os seus direitos econômicos e federativos e ficou livre para assinar contrato com qualquer clube, embora essa decisão poderá sofrer ainda uma reviravolta em abril.

Com a liberação nas mãos e publicada no BID, o jogador assinou com o Palmeiras, cujos dirigentes afirmaram que a transação não teve nenhum desembolso, e que foi SEM CUSTOS.

A verdade foi bem diferente, desde que o clube do Parque Antarctica teve que desembolsar 6 milhões de euros, ou seja R$ 23,5 milhões, como luvas e comissões dos agentes.

Se tivessem negociado diretamente com a diretoria do Fluminense os valores seriam reduzidos.

O ¨Sem Custos¨ foi uma algo a mais para aqueles que acreditam em Chapeuzinho Vermelho.

Só mesmo em nosso futebol.

NOTA 5- SEM CERTIDÕES DA SERASA

* O jornal Folha de São Paulo fez uma pesquisa através do IEPTB- Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil, na busca da situação dos 12 maiores clubes brasileiros, com referência a relação aos títulos protestados que impendem a emissão de uma Certidão da Serasa.

O recordista é o Corinthians com 53 títulos, a seguir vem: 

Grêmio 47,

São Paulo, 31,

Bahia, 26,

Internacional, 18,

Vasco, 18,

Flamengo, 11,

Fluminense, 8 e,

Santos 1.

Esse é mais um dos lados negativos do nosso futebol, onde os clubes torram milhões com atletas, e não pagam os compromissos que são assumidos com os seus fornecedores.

NOTA 6- A TURMA DA TERCEIRA IDADE NO FUTEBOL

* Os trabalhos realizados nos clubes em seus diversos setores, tem refletido no aumento do tempo dos atletas nos campos do futebol.

Além da tecnologia a maioria desses profissionais sabem se cuidar, o que ajuda no prolongamento da carreira.

Nos clubes da Série A tem muitos desses em ação.

O mais antigo é o goleiro do Sport, Magrão, com 41 anos, e em plena atividade e com o reflexo de um jovem.

Com 40 anos completos ou a completar nesse ano de 2018, temos:

Fernando Prass (Palmeiras),

Léo Moura (Grêmio) e,

Emerson Sheik (Corinthians). 

39 ANOS:

Juan (Flamengo),

Leonardo Silva (Atlético-MG) e,

Renato (Santos).  

Fábio (Cruzeiro), 38, Alessadro (Coritiba), 37,

David (América-MG, Fernando Henrique (Ceará), Pierre (Atlético-PR) e, Zé Carlos (Paraná), 36 anos.

Acima dos 35 anos existe um time completo e três reservas.

Nas outras divisões o número é bem maior. 

Pelo menos em alguma coisa estamos nos aproximando do futebol europeu que tem uma vida longa para muitos dos seus atletas.

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- A BOLA VAI ROLAR

* Com apenas 11 dias de pré-temporada a bola irá começar a rolar em diversos gramados.

Em nossa região estará acoplada aos falecidos estaduais a Copa do Nordeste, que sem duvida é a cara da pobreza do futebol regional, quando dos seus 16 participantes, 10 serão das Séries C e D, 3 da B e 3 da A.

Alguns clubes que tinham boa demanda ficaram de fora por conta do sistema de classificação.

O que se pode esperar de um evento que agrega clubes sem torcida, sem expressão maior no futebol local?

Obvio que o nível técnico será nivelado por baixo e isso reduz em larga escala a demanda.

O processo autofágico que tomou conta do futebol engoliu muitos clubes da região, que apequenaram-se no decorrer do tempo, e com isso levando ao enfraquecimento e sobretudo a falta de equilíbrio.

A Copa do Nordeste foi a melhor iniciativa dos clubes que pensaram no coletivo em 1994, quando foi disputada pela primeira vez no estado de Alagoas.

Poderia ter sido a redenção, mas a politicalha barata das federações Nordestinas a implodiram, o que gerou o processo de queda livre, desde que os clubes que tinham nessa competição uma âncora, ficaram à deriva em um mar revolto.

O primeiro time da capital a jogar será o Santa Cruz que irá atuar contra o Confiança fora de casa, que é o último sobrevivente do futebol sergipano, enquanto o Salgueiro irá receber o Ceará.

O tricolor do Arruda contratou uma leva de jogadores de mediano para baixo, um técnico novo, com pouco treinamento, o que enseja a certeza das dificuldades que advirão.

O Esporte Interativo nos parece uma verdadeira sucursal da Globo com seus horários indecentes, e ambos os jogos serão às 22 horas na região, o que sem duvida é a continuidade da mesmice.

O Sport cometeu um erro grave em ficar de fora, além de uma perda financeira, poderia equilibrar a competição com o Bahia e Vitória que serão os seus donos, e com maiores chances do título.

NOTA 2- O SPORT FICOU NO 5º LUGAR NAS VENDAS DE CAMISAS

* A NETSHOES, uma empresa importante do sistema de vendas de materiais esportivos, E-commerce, divulgou a relação dos clubes que tiveram mais camisas vendidas pela internet.

O Sport Recife entre os vinte maiores obteve um excelente 5º lugar, que é importante para auferir a sua demanda, desde que apesar de estar na Região Nordestina superou times como Santos, Cruzeiro, Vasco, entre outros.

O primeiro lugar ficou com o Corinthians.

A seguir temos os seguintes clubes:

2º- São Paulo,

3º- Palmeiras,

4º- Flamengo,

5º- SPORT,

6º- Santos,

7º- Cruzeiro,

8º- Vasco,

9º- Internacional,

10º- Real Madrid,

11º- Grêmio,

12º- Barcelona,

13º- Paris Saint Germain,

14º- CHAPECOENSE,

15º- Bayern de Munique,

16º- Seleção da Itália,

17º- Manchester United,

18º- Seleção do Circo,

19º- Seleção da Alemanha e,

20º Botafogo.

Lamentamos que o rubro-negro da Ilha do Retiro não tenha uma diretoria com a percepção de que isso é um fato bem importante.

NOTA 3- UM AMISTOSO CAÇA-NIQUEL TEVE BRIGA DE TORCIDAS

* O futebol brasileiro cada dia está ficando mais surreal.

No final da semana aconteceu em Brasília um amistoso caça-níquel entre os times do Gama-DF e Fortaleza que tem o treinador Rogerio Ceni como a sua maior atração.

No final o tricolor bateu o clube local por 3x0.

A partida serviu para homenagear dois campeões mundiais, Lucio que está no time brasiliense, e Ceni no cearense.

De tudo aconteceu, com algo inédito que nem nas peladas de ruas se observava.

O Fortaleza levou para o amistoso 24 jogadores, e por incrível que pareça todos jogaram.

Ceni colocou um time o primeiro tempo, um outro no segundo, e os que sobraram no banco entraram no decorrer da partida.

Um jogo que teve ingressos pagos e que deveria ter sido levado a sério, virou uma feira-livre.

O mais grotesco viria no pós jogo, quando as torcidas organizadas se encontraram numa rua de Taquantinga-DF, e promoveram uma briga campal.

Vamos e venhamos, um amistoso mequetrefe, de brincadeira, ter um encontro violento de torcidas é o fim do mundo.

NOTA 4- O COAF E OS AGENTES DE FUTEBOL

* Citamos o COAF (Conselho de Orientação a Atividade Financeira) no artigo principal quando escrevemos sobre a lavagem de dinheiro, em que mostramos que esse órgão está se adequando para fiscalizar os empresários do futebol.

Tomamos conhecimento através do blog do jornalista do Portal UOL, Rodrigo Mattos, de detalhes do texto que está sendo elaborado sobre o assunto.

Nesse os empresários ficam obrigados a informar todas as operações relacionadas ao futebol acima de R$ 30 mil. Em relação as operações da elite do futebol brasileiro, isso significa praticamente todas as transações entre jogadores incluindo as comissões dos agentes.

Os empresários ficam obrigados a manter os registros dos valores de todas as operações, assim como a descrição dos serviços prestados.

Outra exigência é que esses tenham atualizado seus cadastros sobre CPF, CNPJ, e endereços.

Embora o texto possa ser modificado, desde que encontra-se aberto para audiência pública, mas na realidade ficou de forma clara que a Receita deseja regular essa movimentação de dinheiro que passa ao largo, e que tem um alto volume.

NOTA 5- A FIFA FARÁ AUDIÊNCIA SOBRE DEL NERO

* De acordo com o jornalista Jamil Chade, correspondente do jornal Estado de São Paulo, o futuro de Marco Polo Del Nero, presidente afastado do Circo do Futebol Brasileiro, começará a ser definido na próxima sexta-feira.

A FIFA realizará uma audiência em seu Comitê de Ética para ouvir a defesa do cartola. Essa já foi entregue de forma antecipada.

O dirigente foi indiciado nos Estados Unidos por corrupção e lavagem de dinheiro. Como permaneceu no Brasil conseguiu evitar ser preso e extraditado como Jose Marin.

Diante das evidencias que foram apresentadas pelos promotores norte-americanos, citando os possíveis delitos,  a entidade maior do futebol mundial o afastou por 90 dias.

Obviamente que Del Nero não irá a Zurique para a audiência, muito embora várias passagens foram colocadas à sua disposição pelos torcedores, mas o FBI não o permite.

Botou os pés fora do Brasil, cadeia.

O mais interessante poderá acontecer, quando um dos membros do Conselho de Ética resolver fazer uma pergunta simples: por qual razão o suspeito não pode comparecer à audiência para se defender?

Será um sucesso.

Uma pergunta final: O cartola está pagando dos seus bolsos os honorários dos advogados, ou com os cofres do Circo?

NOTA 6- PERGUNTAR NÃO OFENDE

* A diretoria do Corinthians ligou a máquina do tempo, e retornou ao passado, ao contratar Emerson Sheik, veterano de 39 anos em fim de carreira.

Como perguntar não ofende, gostaríamos de saber que depois de uma temporada trágica, sem legado, na Ponte Preta, com idade para a aposentadoria, qual o motivo desse contrato?

Na verdade ficamos sem entender.

O futebol brasileiro é fantástico, quando os clubes se desfazem doa jovens, e contratam atletas com idade acima da realidade.

Escrito por José Joaquim

O COAF (Conselho de Orientação à Atividade Financeira), irá criar regras especificas para reprimir a utilização de venda de jogadores para fins ilegais como a lavagem de dinheiro.

Segundo esse órgão, o principal alvo são os agentes de atletas, mas pode atingir dirigentes. Uma medida correta, mas que chega um pouco tarde quando a casa já foi assaltada.

Sugerimos aos membros desse Conselho que leiam um estudo sobre a lavagem de dinheiro no futebol, o ¨Money Laundering Though The Football Sector¨, que foi publicado pelo FATT (Financial Action Task Force) no ano de 2009.

O trabalho apresenta o futebol como o esporte que é mais aberto à lavagem de dinheiro e a evasão de divisas no mundo, por conta da grande movimentação de recursos.

Quem acompanha esse esporte mundialmente, certamente não tem nenhuma duvida que o conteúdo desse estudo não seja real, desde que a lavanderia do futebol é uma das maiores do mundo, e com filiais em centenas de países, atuando no atacado e varejo.

De acordo com a FATT, são três os motivos que tornam o esporte da chuteira como um ambiente bem propicio aos crimes financeiros.

1- A Estrutura do financiamento: O mercado é muito mais fácil de ser penetrado pois além de ser muito vasto, com ramificações em todo o mundo, inclusive em paraísos fiscais, é em sua maioria gerenciado por amadores, ou pessoas vindas de outras áreas de negócios.

2- Complexidade Financeira: O relatório diz que as transferências de jogadores entre países- tem ¨caráter irracional¨, já que esses são supervalorizados com um propósito definido, inflacionando a balança comercial dos times. Diferente do que existe em outros negócios, não existe no futebol uma tabela de preços especifica para controlar os gastos e ganhos dos clubes, os quais vivem em constante débito financeiro.

3- Cultural- De acordo com o estudo, está é a vulnerabilidade que dificilmente é vista fora do futebol, já que é um dos poucos setores de negócios em que o criminoso consegue melhorar o seu ¨status social¨.

Tantos jogadores, quanto dirigentes, agentes e empresas investem no esporte para que possam ganhar o respeito da população e de grandes empresários e políticos, elevando-os a um nível de ¨herói¨ e/ou socialite que dificilmente outra atividade poderá propiciar.

Na realidade, a lavagem de dinheiro é um fato concreto no futebol mundial, e que encontra as portas bem escancaradas de clubes que apresentam balanços com déficits bem altos, longe das suas capacidades de pagamento, e que apesar disso continuam a existir, levando-os muitas vezes a receber investimentos a qualquer custo, não se preocupando com a fonte do dinheiro que está chegando aos seus cofres, facilitando assim a entrada de criminosos no setor.

Trata-se de um assunto muito sério, que pode prejudicar a imagem do futebol, e o afastamento dos  seus torcedores, mas que deve ser combatido com dureza, para que seja afastada do mercado da bola uma verdadeira máquina de lavar dinheiro.

No Brasil existem casos detectados, e alguns processos correm sob segredo na Justiça, mas na realidade trata-se de um crime de difícil descoberta, desde que acontece sempre fora de nosso território, e o dinheiro fica em paraísos fiscais. 

As casas de apostas ativas, e a lavagem de dinheiro são dois grandes predadores do futebol.

Escrito por José Joaquim

O futebol brasileiro vive no reino do absurdo, onde de tudo acontece, e sem a mínima reação dos seus habitantes. Para os seus cartolas os grandes são grandes e merecem tudo, e os pequenos são pequenos e tratados com chibata.

É o reino comandado por um dirigente que o FBI não permite que saia do país, e por uma cartolagem que não pensa no todo, e cada um olha apenas para o seu umbigo. Na verdade o pensamento é o de sempre aumentar a sua fatia, e distanciar-se dos demais.

Tudo isso com o apoio total de um monopólio que já perdura por mais de trinta anos da Rede Globo de Televisão.

Quanto mais altas forem as cotas do Flamengo e Corinthians, é obvio que as chances de conquistas serão bem maiores. Ambos nessa temporada irão receber R$ 4,4 milhões por cada jogo, enquanto o Sport terá que se contentar com R$ 1.05 mil.

São diferenças gritantes.

Por outro lado, o Campeonato Mineiro receberá da televisão R$ 37 milhões para a transmissão dos seus jogos.

O absurdo está na sua divisão, quando Cruzeiro e Atlético terão uma participação de R$ 12,3 milhões para cada um, o América-MG, R$ 2,9 milhões, e os menores entre R$ 850 a 875 mil.

Sem dúvida mais uma distribuição indecente. Deveria haver mais equilíbrio.

Um fato interessante está no tamanho do futebol de Pernambuco, que receberá da televisão R$ 4 milhões, menos 9 vezes do que o de Minas Gerais.

Não somos nada no reino do absurdo.

No Brasil existe a síndrome do egoísmo, desde que trata o clube como um produto e não a competição.

Há anos que mostramos aos nossos visitantes os modelos das Ligas norte-americanas como ideais para serem aplicados em nosso país, e em especial a NBA, a National Basketball Association, que tem no seu campeonato o produto e não os times.

Qual a possibilidade que tem um clube menor no Brasil de conquistar o título do Brasileirão por conta das diferenças técnicas produzidas pela péssima distribuição das suas receitas, que é procedida de forma desproporcional e injusta?

A NBA adota um plano de divisão dos recursos para que a competitividade seja garantida. É um trabalho efetuado para o fortalecimento de todos os participantes, não apenas aqueles com maiores audiências, como acontece no Brasil.

Em geral todos os times formam elencos capazes de surpreender.

Além do sistema draft, existe um teto salarial para as equipes, e um complexo sistema de controle dos vencimentos oferecidos a cada jogador.

A intenção é o de evitar a supremacia dos mais ricos. 

O abismo técnico entre os ricos e pobres é bem reduzido, e o sucesso de cada temporada reflete muito bem que se trata de algo proveitoso, devidamente comprovado.

O sistema adotado no Brasil tem uma única intenção, inclusive à nível estadual, a de se perpetuar os grandes clubes, que hoje já não são mais grandes, e matar os menores de inanição.

Os recursos distribuídos de forma mais igualitária geram um equilíbrio nas competições, onde um time menor fica em condições de uma boa participação. A solução para viabilizar o futebol brasileiro, e tira-lo do reino do absurdo, é o da criação de uma Liga que poderia ser uma das maiores do mundo pela potencialidade do pais.

Enquanto isso não acontece, o nosso esporte da chuteira a cada dia se transforma em um verdadeiro lixo.