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Escrito por José Joaquim

Por experiência própria como leitor de vários periódicos sentimos que não existe nada pior do que a de encontrar pela manhã uma manchete de ontem, e que já tivera o devido conhecimento.

Este é o grande problema enfrentado pela imprensa escrita mundial por conta da velocidade na divulgação dos fatos, o que levou os grandes jornais americanos a uma crise, redundando em demissões, eliminação de diversos cadernos, salários mais baixos, suspensão de circulação em dias da semana, além do aluguel de seus prédios.

No Brasil isso também vem acontecendo, e algumas mudanças estão sendo procedidas para que as despesas sejam reduzidas, e permitam que os jornais continuem nas suas atividades de comunicação.

Temos a convicção de que esses não irão acabar, porque existe demanda para as suas continuidades.

Hoje estão em baixa, o que exige uma adaptação dos novos tempos do jornalismo na era real, pelo rádio, pela televisão e sobretudo pela internet.

Aos jornais caberá sempre um grande papel- tudo de importante que saia na internet, ou em outros veículos que trabalham em tempo real, seja replicado como uma espécie de clipping do jornalismo na web.

Essa diferença se fará pelos articulistas de cada veiculo, que serão super valorizados.

As páginas de futebol sofrem e se ressentem de bons analistas, com suas colunas diárias, que formam as opiniões.

Se aconteceu uma partida de futebol um dia antes, e que foi presenciada através da televisão, o que mais irá interessar ao leitor no outro dia são as opiniões dos colunistas sobre o que aconteceu no gramado.

Lemos diariamente todos os jornais importantes do mundo, em especial do Brasil, e sempre procuramos as diversas colunas, que representam as opiniões de quem entende do oficio.

As demais noticias passamos à vista, desde que já sabíamos através da internet ou das redes sociais.

Esse é um exemplo bem pessoal, mas que é estendido para a maioria das pessoas.

Repetir o que todos já sabem não é salutar, mas opinar sobre os fatos será o futuro da imprensa escrita, que não sobreviverá se não se adequar aos novos tempos.

O leitor de um jornal é esclarecido, e deseja saber o que pensam os formadores de opinião.

Por conta disso, temos o sucesso de alguns sites, dos YouTubes que são divulgados nas mídias sociais, quando analisam e destacam os acontecimentos, e não repetem o dia de ontem.

Não temos duvidas que o jornal de papel irá sobreviver, mas para tal existe a necessidade de reciclagem, e sobretudo incrementar os seus colunistas, que serão as suas atrações.

Na verdade esses veículos estão numa encruzilhada, ou mudam ou morrem.

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- RESULTADO PREVISÍVEL

* O jogo envolvendo Bahia e Náutico pela Copa do Nordeste, foi mais um dos sonolentos que estão acontecendo nessa competição.

O resultado foi o que estava previsto com uma vitória do tricolor por 2x1, mas deixando bem claro de que com o futebol que esse está jogando será um sério candidato ao retorno à Série B de 2019.

O alvirrubro em sua maratona futebolística não mostrou nenhuma novidade, pouco preocupou o adversário, como esse também não teve muitas chances de gol contra a sua meta.

Na verdade tivemos um jogo fraco e de pouca qualidade.

O Náutico ficou numa situação complicada na tabela da competição, com 8 pontos de diferença para o líder, Botafogo-PB, e de cinco para o Bahia, com nove pontos a serem disputados.

Por outro lado a Copa do Nordeste além da pobreza dos seus jogos, está também se transformando em Fantasma como o nosso estadual por conta dos estádios vazios, e na noite de ontem a Fonte Nova recebeu um pouco mais de 7 mil torcedores, para o jogo de um clube acostumado a levar grandes públicos.

O horário indecente adotado pelo Esporte Interativo, e a violência ajudam para que isso aconteça.

NOTA 2- ESTÁDIOS VAZIOS NO ESTADUAL FANTASMA

* A desistência dos torcedores do futebol de irem aos estádios é bem latente.

Algo vem acontecendo em nosso país, mas os dirigentes ainda não conseguiram perceber por falta de visão para tal.

Em Pernambuco, os clubes se acomodaram com o Programa Todos com a Nota que dava uma falsa impressão de um bom público, e os três que se chamavam grandes da capital todos extrapolavam a casa de 10 mil, chegando acima de 20 mil como o Santa Cruz.

Éramos os maiores do mundo.

A ficha da radiola caiu, e hoje em 8 rodadas do Estadual Fantasma, o tricolor tem uma média de 2.689 pagantes por jogo, o Sport com 2.354, e o Náutico de forma bizarra apenas 855.

Existem vários fatores que poderiam ser bem analisados, que iriam demandar um novo artigo, mas a qualidade das equipes, os horários desumanos dos jogos, e o televisionamento na cidade que abriga a partida, influenciam de forma bem negativa nessa debacle, além da violência.

Para que se tenha uma ideia exata, nos três jogos da oitava rodada que contaram com as presenças de Sport e Náutico, o público total foi de 2.158, com uma média por jogo de 722.

Nos 38 jogos realizados que foram realizados em toda a competição, estiveram nas arquibancadas 45.572 testemunhas, com uma média grotesca de 1.158 por jogo.

Para nós que estudamos o tema não existe novidade, desde que há anos mostramos a necessidade de mudanças no sistema, inclusive com a extinção dos estaduais que vão do nada para o nada.

NOTA 3- O MUNDO MÁGICO DO DIRETOR DE FUTEBOL

* O tamanho do futebol se mede pelo que acontece em seu entorno.

Alguém conhece o diretor de futebol do Barcelona, do Real Madrid, do Manchester City, ou de outros grandes clubes europeus?

Obvio que não, desde que tais personagens não existem em centros mais evoluídos.

Esses foram substituídos por profissionais competentes, com alto nível, doutores em planejamento no futebol, que tomam conta da parte administrativa dos clubes inclusive na formação do elenco, no trato com os jogadores, entre outras coisas.

Alguns clubes  tem os donos, outros acionistas, associados, e contam com diretores para que possam acompanhar o trabalho dos executivos.

Nós somos um país desenvolvido na corrupção e subdesenvolvido nos demais setores, inclusive na área futebolística, quando as mídias se emocionam quando um diretor de futebol cai, e um outro ocupa o seu lugar, que na verdade será um seis por meia dúzia, desde que ambos não entendem do riscado.

Conhecemos uma ex-cartola que ser diretor de futebol para esse era um verdadeiro orgasmo.

Por conta disso é que as agremiações estão na busca dos executivos profissionais, mas, muitas vezes erram nas suas escolhas, quando contratam ex-jogadores ou então amadores, que nunca tomaram conhecimento do que representa um orçamento, ou o planejamento estratégico, a governança corporativa, custo beneficio, segmentos esses que fazem parte do sistema.

O diretor de futebol emociona como a mulher barbada do circo que visita uma cidade do interior, mas na verdade são apaixonados, torcedores de arquibancada que se entusiasmam com os vestiários.

O futebol brasileiro vive ainda no século XX, enquanto o do Velho Continente vivencia de forma ativa o XXI já pensando no seguinte, usando a tecnologia, a inteligência virtual, que ainda não são usadas de forma consistente em nosso país, e por conta disso estamos atrasados por um bom tempo.

O tempo do diretor de futebol é o da brilhantina.

O esporte hoje faz parte da indústria de entretenimento, e necessita de bons e sérios profissionais.

O resto é brincadeira de bobinho.

NOTA 4- O MOTORISTA MAIS CARO DO MUNDO

* Quem assistiu o jogo que foi realizado na última quarta-feira entre o Sevilla da Espanha e o Manchester United da Inglaterra, deve ter observado a tática do biarticulado que foi utilizada pelo técnico do time inglês, o consagrado José Mourinho.

Como um clube que gastou muitos milhões de euros em contratações de diversos jogadores, inclusive na última de Alex Sanchez, mesmo jogando como visitante se fecha, usa uma retranca grotesca, e não procura o gol adversário?

Nem Freud poderia explicar.

A posse de bola ficou dividida entre os competidores, mas o time de Manchester teve apenas seis finalizações, duas perigosas, enquanto a equipe espanhola finalizou por 25 vezes, com 8 bolas certas, e com defesas milagrosas do goleiro do United De Gea.

José Mourinho é conhecido como retranqueiro desde os seus tempos de Portugal, e continua sendo o motorista mais bem pago do mundo, ao conduzir o ônibus para a frente de sua defesa.

Tanto dinheiro gasto para se esconder no jogo.

E se o time do Sevilla na partida de volta conseguir pelo menos um empate com gols? 

Certamente o biarticulado irá para o brejo.

NOTA 5- SEM ZEBRAS NA COPA DO BRASIL

* A mudança do sistema da terceira fase da Copa do Brasil, deixando o ranking de lado e sorteando o mando de campo, motivou a fuga das zebras, e seis mandantes se classificaram, com apenas quatro visitantes que também eram favoritos nos jogos da quarta-feira.

Apenas dois jogos foram decididos em pênaltis, e os demais por gols durante os jogos.

Passaram para a quarta fase, Ceará, Internacional, Atlético-PR, Goiás, Figueirense, Bragantino, Cianorte, Cuiabá, Atlético-MG e Ponte Preta.

Foram eliminados, Londrina, Remo, Tubarão, Boa, Oeste, Altos-PI, Criciúma, Aparecidense, Botafogo-PB e, Inter de Limeira.

Enquanto isso, nos quatro jogos realizados na noite de ontem, os resultados não apresentaram surpresas, inclusive o do Paraná, desde que esse está em queda livre no estadual paranaense. 

O time do Coritiba como visitante eliminou o Uberlândia (2x1), o Avai jogando fora venceu o Juventude (2x0), Sampaio Corrêa 1x0 Paraná, e a vitória nos pênaltis do Vila Nova contra o Joinville (2x2 no tempo normal).

Tudo dentro do figurino. 

NOTA 6- PERGUNTAR NÃO OFENDE

* Tudo faz crer que a cabeça de Dorival Junior será degolada.

As pressões são grandes, a cartolagem se borra com as organizadas que estão pedindo a queda do treinador, e esse será o motivo.

Perguntamos sem ofender: quem é o culpado, ou quem são os culpados pela campanha do tricolor do Morumbi- O técnico, ou os dirigentes que limparam o elenco, não contrataram os nomes que foram indicados por esse, e trouxeram alguns contra a sua vontade?

Na verdade deveriam colocar na balança para que seja avaliado o peso das partes.

Achamos que o técnico só teve uma culpa quando foi desmoralizado nas contratações.

São coisas do futebol brasileiro.

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- O SPORT NÃO EXISTE

* Infelizmente na noite de ontem chegamos a uma conclusão que irá dar um choque nos rubro-negros, a de que o time do Sport nem no papel existe.

O seu jogo de ontem no estádio Luiz Lacerda contra o lanterna da competição foi sem dúvida um atestado de óbito.

Um 0x0 deprimente.

Nunca na história do futebol de nosso estado vimos o rubro-negro com um gestão tão desastrada como a atual, que está acabando com quase 113 anos de sua existência.

O time é grotesco, desanimado e não tem a vontade de jogar.

A partida foi ridícula, com a equipe interiorana jogando com dedicação, com dignidade, enquanto o seu adversário fingia que estava atuando e pouco fazia.

Sem comando todo navio vai para o fundo do mar, e é o caso do clube da Ilha do Retiro, navegando sem rumo, finalmente está afundando. 

Um pouco mais de 700 torcedores estiveram no Luiz Lacerda, numa demonstração de que os rubro-negros perderam a fé em seu clube, fato esse muito raro na sua trajetória centenária.

Até quando o sofrimento que está sendo escancarado irá continuar?

Até quando o presidente vai entender que é um péssimo gestor, e pega a sua pasta e volta para a sua ocupação profissional.

O Sport não merece tanto vexame, desde que é um clube com uma rica história.

O time já tinha a obrigação de ter um padrão de jogo, mas continua sem defesa, sem volante, sem armador, sem ataque, sem técnico, sem presidente e sobretudo sem alma.

Pobre Velho Leão, estão matando-o aos poucos.

O FEBEAPÁ dessa vez extrapolou, e não agradou nem a gregos, nem a troianos.

No outro jogo da noite que foi realizado na Arena de Pernambuco, no clássico que substituiu os ex-clássicos, o time do Vitória está mostrando que é do Montes das Tabocas, derrotou o Central por 1x0, assumindo a segunda colocação do estadual que está sendo denominado de Fantasma.

Noite triste para os rubro-negros que precisam reagir.

NOTA 2- MAIS UM JOGO DO NÁUTICO

* Já perdemos as contas das partidas jogadas pelo Clube Náutico no período de um pouco mais de um mês de temporada.

Pelos nossos cálculos foram 15, desde o dia 8 de janeiro na pré-Copa do Nordeste.

Nessa competição o alvirrubro com o jogo da noite de hoje contra o Bahia somará 5 partidas, mais dois pela Copa do Brasil e oito pelo estadual Fantasma.

Um recorde de insanidade, e de forma bem clara que tal overdose massacra qualquer equipe.

Segundo o que consta no livro de Pep Guardiola, a falta de jogos a curto prazo pode também adquirir o mesmo poder destrutivo que o excesso de jogos.

Ou seja, deve haver o balanceamento racional. 

Provoca uma fadiga de material, com uma exposição deslavada do time, que é um dos fatores que motivam os públicos fantasmas.

Como o clube necessita de recursos tem que baixar a cabeça e seguir adiante.

Por outro lado  um outro fato grotesco que avacalha o futebol, vem da entidade que dirige esse esporte em Pernambuco ao cometer uma ilegalidade técnica que muitas vezes é adotada pelo Circo nos seus campeonatos, de não terminar uma rodada, e dar inicio a uma outra.

A oitava rodada do estadual Fantasma será concluída após o termino da nona, ou sejam pelo menos quatro clubes ficarão com o privilégio de um jogo a menos, e sabendo das suas necessidades, ferindo os direitos de terceiros.

Na verdade vivemos em outro planeta.

NOTA 3- UM JOGO PARA A HISTÓRIA DO FUTEBOL  

* Assistimos na noite de ontem um jogo que irá ficar para a história, com viradas e mais viradas, e com nove gols no segundo tempo.

O Atlético-PR e o Tubarão de Santa Catarina fizeram um péssimo primeiro tempo, mas o segundo foi eletrizante e para quem gosta de futebol foi emocionante.

Tecnicamente fraco, mas a vontade dos dois times era tão intensa que permitiu uma partida com tantos gols, que sem duvida é o seu ponto principal.

O rubro-negro saiu à frente do marcador, o catarinense empatou e logo após virou, o mandante voltou a empatar e virou para 3x2.

O Tubarão não desistia, empatou e virou para 4x3.

O Atlético nos dois minutos finais marcou por duas vezes e fechou o placar com um 5x4 histórico.

O futebol de verdade é esse, não precisa de muitos craques, mas de organização, desejo de jogar e isso foi o que assistimos na Arena da Baixada. Enquanto o Tubarão jogava nos lembramos da pobreza do futebol do interior de Pernambuco, desde que o time apresentou um bom futebol, fato esse que até os nossos ex-grandes desaprenderam. 

NOTA 4- O TÍTULO DO FLAMENGO DE 2009 FOI UMA DOAÇÃO DO GRÊMIO

* As declarações de Douglas Costa que faz parte da seleção do Circo sobre o título do Flamengo de 2009 tiveram poucas repercussões, para um fato grave e que prejudica a credibilidade do nosso futebol, se é que ainda a tem.

O rubro-negro da Gávea brigou por vários anos com o Sport por conta do Brasileiro de 1987, e agora se abraça com uma denúncia indefensável por ter partido de um dos participantes do seu jogo contra o Grêmio na última rodada do Brasileiro daquele ano, quando aconteceu uma gostosa marmelada.   

Vamos transcrever o que foi dito pelo atleta ao Youtube ¨Pilhado¨, para que todos possam entender os bastidores do nosso futebol:

¨A gente fez um gol, terminou 1x1 o primeiro tempo. No intervalo chegou a notícia que o Inter seria campeão com aquele resultado. A gente trocou umas peças dentro do campo. Mas imagina a gente com o time reserva vencer o melhor time do Brasil naquele ano e dando o título pro Inter ainda.

Como eu ia ficar? Como ia ficar eu com o meu tricolor? Ia ficar manchada.

Eu dava umas pedaladas para cá, outras para lá, mas tudo longe do gol. Não dava..., é um jogo difícil de se entrar em campo. Não podia entregar que ficava feio, mas tem que jogar para não ganhar.

No final deu tudo certo né? 2x1 Flamengo, todo mundo comemorou¨.

Fatos como esse acontecem ainda em nosso futebol, e que mancha os seus resultados.

O vice-presidente do tricolor Gaúcho na época desse acontecimento deu uma versão sobre as declarações de Douglas Costa, mas na verdade todos que acompanharam o jogo naquela ocasião já sabiam do que iria acontecer.

O futebol brasileiro há muito tempo é desprovido de ética.

Na verdade atitudes como essas que foram citadas pelo jogador são determinadas pelas diretorias dos clubes, que deixam uma brecha para  que os seus profissionais possam repeti-las por conta própria.

O Grêmio participou de uma marmelada para não beneficiar o rival Internacional.

Essa é a verdade.

A diretoria do Flamengo emudeceu.

NOTA 5- OS EMPATES NAS LIGAS DA EUROPA

* Um fato bem interessante está relacionado ao número de empates das maiores Ligas das Europa, na comparação com o nosso futebol.

De acordo com os dados do site sr.goool os percentuais encontrados estão dentro de um balanceamento razoável, já que as competições europeias ainda estão em andamento.

BRASILEIRÃO (2017)- 380 jogos- 103 empates- 27,4% 

BUNDESLIGA-  (ALEMANHA)- 207 jogos- 59 empates- 28,4%,

LA LIGA (ESPANHA)- 239 jogos- 56 empates- 23,4%,

LEGA SERIE A (ITÁLIA)- 250 jogos- 54 empates- 22,5%,  

LIGUE 1 (FRANÇA) - 260 jogos- 58 empates- 22,3%,

PREMIER LEAGUE (INGLATERRA)- 270 jogos- 74 empates- 27,4% e,

PRIMEIRA LIGA (PORTUGAL)- 207 jogos- 42 empates- 20,3%.

Contra números não existem argumentos.

NOTA 6- THIERRY HENRY DETONA NEYMAR

* O ex-jogador francês Thierry Henry que já atuou no Barcelona, foi comentarista do jogo entre o Chelsea e o seu antigo clube, na última terça feira, em um canal inglês, e foi bem duro com relação a Neymar do PSG em um dos seus comentários.

¨Não sei se Neymar saiu do Barcelona para não ficar mais na sombra de Messi.

O que sei é que todos os jogadores estão na sombra de Messi. E se Neymar não quer ficar na sombra de Leo, deve mudar de profissão¨. Declarou.

Vamos aguardar se o papai do atleta irá responder ao ex-craque do futebol mundial como o fez com Walter Casa Grande.

Sobre esse ex-jogador e comentarista da Rede Globo, está existindo uma pressão para que a emissora não o escale para a Copa do Mundo, para que Neymar possa dar entrevistas.

Na verdade uma atitude como essa é como arrastar os fundos no cimento pedindo perdão ao jogador.

Se isso acontecer é lamentável, desde que a análise sobre o mimado Neymar foi real e sem ofensas.

NOTA 7- GOLEIRO SALVA O VASCO

* O Vasco da Gama amarelou durante os 95 minutos de jogo.

Terminou o primeiro tempo com um placar desfavorável de 3x0.

Não jogou nada e ficou assistindo o time boliviano Jorge Wilstermann dominar a partida, empatar no segundo tempo, e ainda perder inúmeros gols que poderiam ter lhes dado a vitória.

A partida foi encerrada com o resultado de 4x0 para o mandante. 

Com o empate no numero de gols nos dois jogos os times foram para os pênaltis, foi quando apareceu o sobrenatural com as mãos salvadoras de Martín Silva, que conseguiu defender três penalidades dando a vitória que não foi merecida para o time da Cruz de Malta, que passou para a fase de grupos na bacia das almas.

Um jogo que foi realizado no Brasil pelo campeonato paulista merece ser destacado, por conta da derrota do São Paulo contra o Ituano por 2x1, que irá ceifar a cabeça do técnico Dorival Junior cuja situação já era insustentável.

Escrito por José Joaquim

Os amigos que acompanham o nosso blog devem ter percebido a nossa insistência em postarmos os púbicos e as receitas dos filmes lançados a cada final de semana.

Na verdade trata-se de algo para alimentar um bom debate, desde que as salas dos cinemas estão lotadas e as arquibancadas dos estádios cada vez mais expostas as mariposas dos refletores.

Um único filme que estreou entre quinta-feira e domingo recebeu 1,6 milhões de espectadores, uma receita de R$ 30 milhões, enquanto o estadual paulista que é o que tem mais público entre os demais, em 63 jogos, somou apenas 471.515 pagantes, e uma receita bruta de R$ 19.304.319.

Qual a razão do futebol não ter evoluído dessa maneira, mesmo com as suas novas arenas?

Nesses últimos 10 anos, a indústria cinematográfica no Brasil dobrou o seu faturamento, assim como o seu público: o crescimento das salas de exibição (quase 200 por ano), o acolhimento pelos shoppings, e a entrada da classe C como consumidora dos filmes.

Segurança, conforto, estacionamento, lanchonetes de ótimo nível, motivaram tal evolução, quando então os exibidores entenderam que os cinemas que existiam nos bairros estavam ultrapassados, e investiram na modernidade com os novos centros comerciais.

Com relação ao nosso futebol, tínhamos um pensamento inicial que as novas arenas construídas para a Copa, seriam os cinemas desse esporte, e que obrigariam a realização das reformas necessárias nos outros estádios.

Esses novos equipamentos traziam consigo todos os ingredientes necessários para a evolução do esporte da chuteira no Brasil. Poucos tiveram um bom retorno, a sua maioria transformou-se em elefantes albinos.

Esperávamos que esses novos espaços esportivos, repetiriam os shoppings, ofertando os produtos necessários para os consumidores do futebol.

Nos equivocamos, principalmente por termos deixado de lado algo de suma importância, que distancia o cinema do futebol, que é o profissionalismo, quando os tratamentos são bem diferenciados.

De um lado executivos competentes e, do outro amadores, que não se importam com o que estão oferecendo aos seus consumidores, e tal fato redundou em uma involução do esporte no item público, maior do que pensávamos.

Nos cinemas não existem as famosas torcidas organizadas, trata-se de um espaço amplamente democrático, não existe torcida única, e junta consumidores de todas as bandeiras em suas salas.

Esses não tem a violência que serviu para afastar dos estádios uma boa parte da sociedade do bem. Não existem donos dos pedaços nos estacionamentos, riscando os carros caso não sejam pagos pelo lugar antecipadamente.

No caso do futebol acontece o inverso.

O esporte recebeu as novas arenas, mas esqueceu do tratamento que deveria ser dado aos seus consumidores, e por isso essas hoje estão com uma ociosidade geral de 80%.

O cinema é profissional em seu trato, enquanto o futebol é amador, e sem mudanças radicais nem as arenas terão a capacidade de trazer de volta um consumidor que deseja ser bem tratado, bem acolhido, fatos esses que os dirigentes não entendem.

Além de um futebol de nível duvidoso, temos uma péssima qualidade no atendimento, inclusive com horários desumanos dos jogos.

Enquanto isso, iremos continuar presenciando o elevado crescimento do cinema, e o retrocesso do futebol.

Nós bem que merecemos.

Escrito por José Joaquim

Os cartolas do futebol brasileiro não tem a capacidade de pensar o esporte, que por conta desses chegou no limite do fundo do poço.

Uma reunião na Federação de Futebol do Rio de Janeiro sacramentou a ausência de inteligência dos dirigentes, que desesperados com a ausência dos torcedores nos estádios locais passaram a discutir alternativas que possam modificar a atual situação.

Surgiu então uma genial ideia que foi nada mais nada menos do que a troca de garrafas pets por ingressos.

Trata-se de algo do tempo das peladas, quando os clubes dos jovens dos bairros faziam rifas, vendiam garrafas nos mercados municipais para a compra dos seus uniformes.

As chuteiras eram por conta de cada um.

Realmente as cangalhas não param de cair sobre os ombros dos responsáveis pela administração do nosso pobre e combalido futebol.

O modelo a ser copiado é o da Copa Verde, mas os arautos do caos não procuraram saber a média de público desse torneio que é de 1.157 torcedores em 15 jogos.

O buraco que existe no futebol brasileiro é mais profundo do que se possa imaginar, e não será uma garrafa pet que irá resolvê-lo.

Os fatores que estão tirando os torcedores dos estádios são latentes e só a cartolagem finge que não enxerga.

Precisam de um bom oftalmologista.

Um calendário incompetente e imoral, amontoando grande número de partidas, matando os jogadores.

Precisamos de menos jogos e mais qualidade.

Por outro lado a ausência da regulamentação salarial é outro fator de risco.

As disparidades entre os clubes cresceram na velocidade da luz.

Os horários indecentes, a overdose de jogos, times grotescos e mal formatados, a violência fora e dentro dos gramados, e sobretudo a subserviência à Rede Globo que manda e desmanda nesse esporte, modificando datas e horários para que possa atender a sua grade de programação.

Hoje existe o horário do pós novela.

A falta de credibilidade do comando geral é outro fator que influencia na queda do futebol nacional.

Como acontece na politica do país, quem poderá acreditar nos seus dirigentes, que são produtos antigos que estão nas prateleiras há muitos anos e bichados?

A manutenção dos falidos estaduais, perdendo-se 18 datas é outro grande problema que envolve o futebol nacional.

A distribuição das receitas é perniciosa e maléfica, quando clubes recebem cotas cinco vezes a mais do que uma grande parcela dos demais disputantes.

Obvio que o desequilíbrio acontece e o interesse pelo jogo diminui.

Transmitir uma partida para a cidade onde essa está sendo realizada é algo criminoso. A não ser em uma decisão, o torcedor dá a preferencia as poltronas.

A falta de um estimulo ao trabalho de formação é sem duvida algo que influencia na debacle.

Qual a razão dos regulamentos das competições não ter uma cláusula que obrigue a presença de pelo menos cinco jogadores da base em campo ou no banco de reservas?

E os problemas com a arbitragem modificando resultados com seus erros?

Daria para escrever um livro sobre esse tema, mas o que mostramos serve bem para mostrar o que acontece no futebol brasileiro, que precisa de pessoas sérias no comando para que possam promover uma revolução.

A Garrafa Pet é o maior exemplo do atual momento em que vivemos.

É lamentável e o mais grave é que existe um comprometimento com o silencio de diversos segmentos, que é constrangedor.