blogdejjpazevedo

BlogdeJJPAzevedo.com

Escrito por José Joaquim

O pior jogo do atual Brasileirão que envolveu o América-MG e Internacional, realizado na última segunda-feira, encerrou a 26ª rodada da competição, o que representa 64% do total, restando 36 pontos a serem disputados, que servirão para as análises dos que disputam o título e para aqueles que fogem do carrasco da degola.

Aconteceu uma melhora no público pagante, que ficou com uma média bem acima do total que é de 14.553, com 18.447, graças aos jogos do Corinthians, Flamengo, Cruzeiro e Santos. O America-MG foi o pior (1.787). Com relação aos gols marcados, a media continuou pífia, com 2,0 por partida. Os excessos de volantes vem ocasionando tal situação.

No tocante ao título, tudo continua como dantes, com Palmeiras e Flamengo brigando cabeça a cabeça, e isso poderá perdurar bom um bom tempo.

O mais interessante desse Brasileirão está concentrado em ¨SEIS PERSONAGENS QUE BUSCAM A SALVAÇÃO¨, e que irão lutar até a última rodada para não serem degolados pelo carrasco que vive passeando com sua foice. 

Coritiba, Sport, Cruzeiro, Vitória, Figueirense e Internacional, são os personagens desse drama, desde que deixamos de lado Santa Cruz e América-MG, que tem poucas chances de permanência na divisão principal. Hoje com 43 pontos um time por critério técnico poderia escapar, mas devemos trabalhar com 45, que é o número mágico para os disputantes.

O time do Paraná (Coritiba), está na 13ª colocação com 33 pontos, e um aproveitamento de 42%. Terá dois confrontos diretos em casa: Figueirense e Vitória. Necessita de 12 pontos, aproveitamento de 33% bem menor do que o atual.

No caso do rubro-negro de Pernambuco (Sport), esse está na 14ª colocação, com 30 pontos, aproveitamento de 38%. Terá dois confrontos diretos em casa, Vitória e Figueirense, e um fora, o Cruzeiro. Terá que conquistar 15 pontos, e melhorar o seu aproveitamento para 41%.

A equipe mineira (Cruzeiro), tem uma situação similar a do Sport, com a mesma pontuação e aproveitamento. Seus confrontos diretos serão fora de casa, com Vitória, Sport e Internacional. Complicado.

O representante da Bahia (Vitória) nessa saga, está na 16ª colocação, com 29 pontos, aproveitamento de 37%. Necessita de 16 pontos, e de aumentar o seu índice para 45%. Joga em casa contra o Cruzeiro e Figueirense, e fora contra Sport e Coritiba.

O estado de Santa Catarina também tem seu personagem (Figueirense), 17º colocado, com 28 pontos, aproveitamento de 36%. Terá que conquistar 17 pontos, o que representa um índice de 47%. Joga fora contra Internacional, Coritiba, Vitória e Sport. Uma situação bem difícil.

Finalmente um gaúcho (Internacional), que é o 18º colocado, com 27 pontos, aproveitamento de 35%. Necessita de 18 pontos, exatamente 50% dos necessários, e que o torna um sério candidato a participar pela primeira vez da Série B.

Pelos números e os confrontos que todos terão que enfrentar, as chances de rebaixamento entre seis clubes são bem maiores para Figueirense e Internacional, que poderão acompanhar o Santa Cruz e América.

Resta rezar e aguardar.

Escrito por José Joaquim

Realizamos uma pesquisa no Brasileirão a partir da era dos pontos corridos, e nos deparamos com algo muito sério com relação a exclusão de 2/3 do país na maior competição nacional.

Tal fato repercute por conta do Brasil ser um país continental, com 27 estados (incluindo o Distrito Federal) em sua Federação e no máximo apenas 9 participam do seu campeonato maior. Uma Forte exclusão.

Tal desigualdade atinge em cheio o futebol de três regiões, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. A evolução do sistema só irá acontecer com um maior equilíbrio, e com as competições menores recebendo mais recursos, para que possam ter equipes bem estruturadas prontas para o acesso.

Hoje quando um clube chega a Série A, suas chances de continuidade são menores, desde que não tem o poder e as condições de uma maior competitividade. Temos um exemplo bem cristalino na atual temporada, com três clubes que vieram da Série B na zona do rebaixamento.

Nesse período analisado, a participação do Norte, com os clubes do Pará se deu  em 2003, 2004 e 2005 que foi o último ano. São 11 anos sem equipes nessa competição, que colaborou para a decadência desse estado.

No Centro-Oeste existe uma participação média anual de uma equipe. Em 2005 Brasilia teve a sua única participação com o Brasiliense, que foi logo rebaixado. No atual campeonato a região não tem representante.

No Nordeste nenhum clube da Paraíba, Alagoas e Sergipe. Do Rio Grande do Norte, apenas em 2007 com o America-RN, rebaixado no mesmo ano. Dai em diante o estado desapareceu do mapa do futebol nacional. Na Bahia, Vitória e Bahia se reversaram, algumas vezes participaram juntos. Nos anos de 2005, 2006 e 2015 não tiveram representantes.

A situação pernambucana é grave nesses últimos 16 anos . Nos anos de 2003, 2004, 2005, 2010 e 2011 não teve representante. O Santa Cruz no período de 2003 a 2016 jogou apenas duas vezes (2006 e 2016). Sport sete vezes (2007, 2008, 2009, 2012, 2014, 2015 e 2016), e Náutico cinco vezes (2007, 2008, 2009, 2012 e 2013).

São números que deveriam ser analisados, e que mostram a realidade do mundo do futebol, quando três regiões do Brasil simplesmente não existem, e quando participam da festa maior é para divertimento, sem maiores pretensões.

Existe uma necessidade de maior distribuição dos recursos e de se redesenhar o mapa futebolístico brasileiro.

Escrito por José Joaquim

NOTA 1- DE MALA E CUIA RUMO AO REBAIXAMENTO

* O Internacional está seguindo com mala e a cuia do chimarrão, rumo ao rebaixamento.

Em um dos piores jogos de todos os tempos, com a bola sempre no alto, 80 passes errados e 48 minutos com essa rolando, o Colorado foi derrotado pelo America-MG no final da partida pelo placar de 1x0, completando a terceira derrota seguida, e afundando-se cada vez mais.

O time mineiro foi melhor, colocou uma bola na trave, perdeu alguns gols, e o resultado foi merecido.

Quando vemos uma equipe com uma folha de pagamento na casa dos R$ 8,5 milhões, um reserva que custou R$ 14,5 milhões, ficamos convictos que o modelo de gestão do futebol brasileiro, com raras exceções é autofágico.

A equipe gaúcha é ruim, não tem formação tática, jogadores sem qualidade, ou seja um bando de peladeiros de rua.

A cada dia ficamos na certeza de que o orgulho dos torcedores do Internacional, de que o seu clube está no grupo seleto dos três que nunca foram rebaixados, será demolido, e que pelo andar da carruagem dificilmente esse escapará do carrasco da degola.

O que vimos na noite de ontem no Independência não foi um jogo de futebol, e sim um bumba meu boi desarticulado, um verdadeiro circo de horrores. 

Sport Recife e Cruzeiro agradeceram ao America por essa vitória, justa por ter sido aquele que pelo menos tentou e conseguiu.

Pobre futebol brasileiro.

NOTA 2- UMA ÉTICA PARTICULAR 

* O futebol tem uma linha de conduta ética muito particular, ou seja, cada um defende os seus interesses privados.

Na madrugada da segunda-feira, após classificar o Fortaleza para a segunda fase da Série C, e com dois jogos para o acesso, o técnico Marquinhos Santos entregou o cargo por conta de uma proposta do Figueirense com um valor bem maior do que recebia no time cearense, e resolveu aceita-la.

As alegações foram distância de suas filhas, doença da esposa entre outras coisas.

O profissional tem o direito de fazer o que melhor lhe aprouver para a sua carreira, mas faltando apenas 20 dias para os jogos decisivos da competição, onde esse poderia coroar o seu trabalho levando o clube à Série B, mostra que o dinheiro pesou, mas no sistema da cartolagem brasileira, se o Fortaleza não tivesse realizado uma boa campanha, certamente esse não teria sobrevivido.

Foi estranho o procedimento, mas isso faz parte da ética particular do futebol. 

NOTA 3- UMA MORTE ANUNCIADA 

* O terceiro rebaixamento da Portuguesa no período de três anos faz parte de um roteiro, cuja morte do protagonista já estava anunciada há muito tempo.

Um entidade quase centenária, com um bom patrimônio, história no futebol, é mais um vitima da falta de visão dos dirigentes que não acompanharam o que vinha acontecendo, com a perda da demanda, e nada fizeram para estancar a sangria.

A Lusa é mais um clube que preparou-se para morrer sob às vistas de todos. O sistema é impiedoso. Os grandes asfixiam os menores, e no caso de São Paulo são quatro, que absorveram uma nova geração de torcedores, deixando o time do Canindé sem lenço ou documento.

Por outro lado uma politicalha do mais baixo nível ajudou a empurrar o clube para o precipício, levando-o a participar no próximo ano da Segunda Divisão do futebol paulista e na 4ª Divisão do Brasileiro. 

Em 2013 a Portuguesa jogou na Série A, foi rebaixada por conta da escala de Heverton de forma irregular em um jogo contra o Grêmio, salvando o Fluminense. Esse fato até hoje não foi bem assimilado. O seu estádio será leiloado em novembro próximo para pagamento de débitos.

Na realidade trata-se de um caminho sem volta, e a Lusa será apenas uma página na história do futebol brasileiro.

Não existe uma estrutura para trazê-la de volta ao antigo patamar. Trata-se de mais uma vítima da incompetência e sobretudo do mercado.  

NOTA 4- O REBAIXAMENTO DO AMERICA-RN E O TAPETÃO

* O America-RN que já esteve na Série A Nacional, desceu a ladeira e no último domingo foi rebaixado para a Quarta Divisão, ao empatar com o Remo.

Enquanto isso o rival ABC conseguiu passar para a fase seguinte, e com mais duas partidas poderá voltar para a Serie B Nacional, embora o adversário seja o Botafogo de Ribeirão Preto, que tem uma equipe competitiva.

O América faz parte do processo de decadência do futebol nordestino, que só conta hoje com dois representantes na Divisão maior.

Por outro lado, o time natalense em conjunto com o Remo, ingressou no STJD com uma denúncia contra o Botafogo-PB com a alegação de que esse tenha atuado em 8 rodadas com o atleta Sapé, registrado irregularmente.

O Tapetão foi acionado, e se isso for verdadeiro, irá mostrar mais uma vez que o Circo do Futebol Brasileiro é desorganizado, ao deixar atuar por tanto tempo um profissional, que segundo os dois clubes teve o seu contrato assinado por uma pessoa que não estava credenciada na entidade.

Achamos que tem um gato na tuba, desde que o time paraibano não iria cometer algo tão grotesco.

O Tapetão estava esquecido e voltou a ser acionado.

Pobre futebol brasileiro.  

NOTA 5- A ILHA DOS CUPINS

* O patrimônio do Sport Recife está abandonado.

Além da interdição das quadras cobertas do Parque de Tênis, tomamos conhecimento no dia de ontem de uma fonte segura, que existem várias dependências do clube que estão sendo corroídas pelos cupins, e que em algumas o processo é irreversível e sem solução.

O custo para a recuperação das quadras é de R$ 350 mil, o que mostra o ponto em que essas se encontram. Com relação ao problema dos cupins, não sabemos ainda quais as providências que estão sendo tomadas.

O interessante é que temos a Ilha do Maruim, e agora a Ilha do Cupim.

Lamentável. 

 

Escrito por José Joaquim

São incontáveis os artigos que escrevemos sobre a situação decadente do futebol de Pernambuco, ou seja ¨éramos infelizes e já sabíamos¨, mas os detentores do poder e as nossas mídias fingiam que nada acontecia e que estávamos numa ilha de prosperidade. Deu no que deu.

Na realidade não aguentamos mais algumas análises que proliferam na imprensa esportiva local, que não conseguem separar uma boa gestão de uma sem qualidade, um bom time de um fraco,  um bom jogador de um figurante, e, sobretudo as performances de nosso futebol que são reprovadas com nota 0 nos gramados.

O futebol de Pernambuco vive de sonhos e ilusões, de um estadual que não leva a nada, uma Copa Nordeste com clubes sem a menor expressão, e que criam um sistema de auto-engano, e na hora das competições maiores a realidade aflora e mostra uma infelicidade total.

Como os esportes fazem parte do sistema nacional, tornaram-se iguais a sua vida política, que era bem infeliz, nós já sabíamos, mas, era cantada em prosa e verso como nunca dantes na história do país o povo estava com uma vida melhor. Deu no que deu. Desempregados, endividados, sem dinheiro e os propagadores da ideia, ricos.

Há quanto tempo não se discute com seriedade o futebol de nosso estado? A Federação local vive de factoides e não acompanha o seu dia a dia, que pelos resultados é destruidor. A incapacidade de pensar nessa entidade é algo que beira o absurdo, e o reflexo se dá nos gramados. Nenhum de nossos representantes nas diversas divisões do Brasileiro foram protagonistas, muito pelo contrário, ou saíram cedo, ou então lutaram e ainda lutam pelo rebaixamento.

Central, Serra Talhada e América deram adeus a Série D, e entraram em um longo período de hibernação. Na Série C, o Salgueiro lutou contra o rebaixamento até a última rodada da primeira fase. Escapou por pouco, desde que foi derrotado pelo Confiança, mas o América-RN empatou com o Remo. O Clube Náutico tinha tudo para conquistar o acesso, e hoje tem apenas 10% de chances para tal. Entregou-se totalmente a apatia e não soube aproveitar a mais fraca Segunda Divisão já realizada na era dos pontos corridos.

Quanto aos dois clubes da Série A, Sport e Santa Cruz, também lutam abraçados contra a degola. O tricolor embora ainda sonhe, já está no Z4 há muito tempo, e o rubro-negro com auxílio da incompetência de sua diretoria está fazendo de tudo para ser degolado.

O futebol pernambucano perdeu a sua identidade, com uma formação fraca, precária e vive de jogadores importados, que muitas vezes nada produzem. O público sumiu por conta da falta de motivação. Éramos infelizes e já sabíamos, e pelo andar da carruagem vamos continuar dessa forma, desde que não observamos nenhuma luz no fim do túnel. Precisamos fazer um MOVIMENTO PARA UM FUTEBOL MELHOR, com cabeças pensantes para salvar o antigo esporte das multidões, que hoje vive com a ociosidade dos estádios.

Lamentável.

Escrito por José Joaquim

Quem acompanha o futebol brasileiro jamais observou algo tão estranho como a Série B de 2016, quando os clubes fazem de tudo para não ocupar a vaga do acesso, e trabalham como uma carroça emperrada que não sai do lugar.

A 26ª rodada da competição foi concluída com alguns detalhes, que deixaram os analistas do futebol perplexos com a sua tabela de classificação. Cinco clubes com a mesma pontuação (39 pontos), e no G4 o acesso do Bahia, que com uma vitória saltou da 10ª posição para a 4º.

Quais os motivos para que esse fato raro pudesse acontecer? Vamos tentar responder essa pergunta.

Com exceção do Atlético-GO, o G4 do Turno foi totalmente modificado no returno, com Atlético-GO (1º), Bahia (2º), Avai (3º) e Criciuma em 4º. O Vasco da Gama continua na liderança, mas nas 7 rodadas da segunda fase encontra-se na 11ª colocação. Foi salvo pelas gorduras, e a queda de alguns clubes como o CRB, Ceará, Náutico e Londrina, que desceram na maluca roda gigante, sem sinais de recuperação. 

O Bahia, que pulou da 10ª colocação para a 4ª e Avai da 15ª para a 6ª, tomaram os seus lugares, e apresentam-se hoje com boas perspectivas de acesso, por conta de uma curva ascendente nos últimos 21 pontos disputados, quando tiveram um aproveitamento de 76%.

Um fato que está passando despercebido está relacionado a pontuação para o acesso. No momento e de acordo com os números do Bahia, um clube que chegar a 57 pontos poderá obter a vaga para a Série A de 2017, utilizando-se os critérios técnicos. Se os percentuais de aproveitamento dos melhores do returno permanecerem, a pontuação será de 60 pontos.

Achamos que os 59 pontos irão levar pelo menos um clube ao sucesso. Não temos dúvidas. Em 2007, o Vitória subiu com tal pontuação, e o fato poderá ser repetido nessa temporada.

A roda gigante ira continuar nas próximas 12 rodadas, quando as duas vagas abertas irão ser disputadas, e de tudo pode acontecer, desde que um tropeço do Brasil de Pelotas ou do Bahia, poderá levar o Avai, Londrina, ou o Ceará, caso um desses saia vitorioso em seu jogo, para o G4. Vasco e Atlético-GO estão bem próximos da Série A de 2017.

HAJA EMOÇÃO, E AO MESMO TEMPO MUITA REZA.